PUBLICIDADE

Carne argentina muda de rota e surpreende mercado


O mercado exportador de carne bovina da Argentina passa por uma fase de reconfiguração, marcada por mudanças no perfil dos produtos e na distribuição dos destinos. Após um desempenho histórico, o setor inicia um novo ciclo com crescimento sustentado, valorização dos preços e maior diversificação comercial.

Em 2025, as exportações alcançaram US$ 4,727 bilhões, mesmo com menor volume embarcado em relação ao ano anterior. O resultado foi impulsionado pela alta dos preços internacionais, com aumentos entre 28% e 43% em dólares, além da maior participação de cortes premium. Esse movimento indica uma estratégia voltada a gerar mais receita com menos volume.

A pauta exportadora segue concentrada em carnes, que representam 82% do total. Dentro desse grupo, a carne desossada congelada lidera com 47%, somando US$ 2,205 bilhões, seguida pela carne desossada refrigerada, com 27% e US$ 1,291 bilhão. A carne congelada com osso responde por 8%. Também aparecem couros e peles, com 7%, enquanto subprodutos têm participação menor. Um dos avanços recentes é o crescimento da carne refrigerada, que possui maior valor agregado e alcança preço médio de US$ 11.014 por tonelada, frente aos US$ 5.417 da carne congelada.

No destino das exportações, a China permanece como principal compradora, com 44,5% de participação em 2025, equivalente a US$ 2,102 bilhões, embora tenha perdido peso relativo. Estados Unidos e Israel ganham espaço, com 9,7% e 9,3%, respectivamente, enquanto Alemanha e Países Baixos completam os principais mercados. Considerando a União Europeia como bloco, o total chega a US$ 754 milhões.

O crescimento do mercado norte-americano está ligado à redução histórica do rebanho bovino, que elevou preços e ampliou a necessidade de importações. Nesse contexto, houve aumento da cota com benefícios tarifários, de 20 mil para 100 mil toneladas. Já em 2026, o primeiro bimestre confirma a tendência, com exportações de US$ 764,3 milhões e alta de 23,7% na comparação anual.

Os dados iniciais do ano mostram uma nova configuração dos destinos. A participação chinesa recua para 36,9%, enquanto Israel sobe para 15,2%. Juntos, Estados Unidos e Israel atingem 29,4%, nível recorde. A União Europeia responde por 14%, mantendo relevância, apesar da perda relativa.





Fonte: AGROLINK

Leia mais

PUBLICIDADE