O governo de Donald Trump apresentou uma proposta de acordo com o Brasil, em fevereiro, envolvendo uma cooperação no setor de minerais críticos.
Segundo informações obtidas pela emissora CNN com pessoas familiarizadas com o assunto e trechos do documento, o objetivo do acordo seria reorganizar as cadeias produtivas desses recursos, hoje predominantemente nas mãos da China.
Uma das etapas desse processo incluiria um comprometimento, sem exclusividade, entre os países para aumentar a cooperação no fornecimento desses insumos, usados para smartphones e sistemas de defesa, por exemplo.
Segundo a proposta, haveria um esforço dos governos brasileiro e americano, bem como do setor privado, no projeto. Essa parceria envolveria despesas de capital e operacionais, com busca por empréstimos, garantias, participação acionária e facilitação regulatória.
O acordo ainda prevê cooperação das partes em mapeamento geológico, apoio a tecnologias de reciclagem de minerais e coordenação com parceiros internacionais para fortalecer cadeias de suprimento.
O plano se assemelha a um acordo firmado com a Austrália. Os países concordaram em, cada um, viabilizar ao menos US$ 1 bilhão em financiamento. No caso do Brasil, não chegou a ser estabelecido qualquer valor, o que para parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode indicar que os americanos buscam se comprometer menos no processo, ao mesmo tempo em que garantem os recursos buscados.
O Brasil detém atualmente a segunda maior reserva mundial de terras raras conhecidas.
Fonte: Revista Oeste


