Relatórios do Coaf revelam que o Banco Master repassou cerca de R$ 40 milhões ao site Metrópoles e ao jornalista Léo Dias entre 2024 e 2025. Os pagamentos ocorreram enquanto o banco enfrentava sérias dificuldades financeiras e seu dono, Daniel Vorcaro, buscava auxílio junto ao governo federal.
Qual é o valor total dos repasses identificados pelo Coaf?
O órgão de controle financeiro mapeou o envio de R$ 27,8 milhões para a empresa controladora do site Metrópoles e R$ 9,9 milhões depositados diretamente para o jornalista Léo Dias. Além disso, Léo Dias teria recebido outros R$ 2 milhões de um empresário ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e alvo de investigações da Polícia Federal por suspeita de fraudes financeiras.
Como os beneficiários explicam o recebimento desses valores?
Tanto o ex-senador Luiz Estevão, dono do Metrópoles, quanto o jornalista Léo Dias afirmam que os recursos são legítimos. Segundo eles, os pagamentos referem-se a contratos de publicidade do Will Bank, que é o banco digital do Grupo Master. Estevão declarou publicamente que, uma vez recebido o dinheiro por serviços prestados, tem o direito de utilizá-lo como preferir em seus negócios.
Por que esses pagamentos chamaram a atenção das autoridades?
O Coaf classificou as movimentações como inusitadas e incompatíveis com o faturamento declarado das empresas envolvidas. No caso do Metrópoles, o Banco Master tornou-se a principal fonte de receita em 2025. Já nas contas de Léo Dias, o órgão notou que as saídas de dinheiro superavam as entradas, com pagamentos feitos a terceiros sem justificativa clara, o que pode indicar repasse de benefícios.
Qual era a situação do Banco Master no momento dos repasses?
A instituição vivia uma crise de liquidez, que é quando falta dinheiro em caixa para honrar compromissos imediatos. Nesse cenário, o banqueiro Daniel Vorcaro participou de reuniões fora da agenda oficial com o presidente Lula e futuros diretores do Banco Central. Pouco depois, o BC acabou barrando tentativas de venda do banco e determinou a liquidação tanto do Master quanto do Will Bank.
Quem mais está envolvido na rede de contatos do banco?
As investigações apontam para a participação de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, em transações suspeitas. Além disso, surgiumentos de que influenciadores digitais teriam sido contratados por empresários ligados ao grupo para atacar tecnicamente o Banco Central. A estratégia serviria para pressionar a autoridade monetária após as decisões que restringiram as atividades do banco no mercado.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Revista Oeste


