As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 270,8 mil toneladas em março de 2026, com receita de US$ 1,48 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. O resultado representa o melhor desempenho mensal do ano até o momento.
Na comparação com março de 2025, o volume embarcado cresceu 9,1%, enquanto a receita aumentou 26%. De acordo com os dados compilados pela entidade, a carne bovina in natura permaneceu como principal produto exportado, respondendo por 86,4% do volume total e por 91,7% da receita obtida no mês.
Entre os principais destinos, a China manteve a liderança, com 105,4 mil toneladas exportadas e receita de US$ 603,1 milhões, o que representa crescimento de 8,4% em volume e de 30,1% em valor na comparação anual. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 38,1 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 238,5 milhões. Em seguida está o Chile, que registrou expansão nas compras, com 15,3 mil toneladas e US$ 88,6 milhões em receita. Também se destacaram a União Europeia, com 9,1 mil toneladas e US$ 77,9 milhões, e o México, com 8 mil toneladas e US$ 46,6 milhões.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina somaram 801,9 mil toneladas e geraram receita de US$ 4,33 bilhões. O volume representa crescimento de 18,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 677,4 mil toneladas, enquanto a receita avançou 34,3% na comparação anual.
A China permaneceu como principal destino no trimestre, com 335,3 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 1,84 bilhão, respondendo por mais de 40% das vendas externas brasileiras. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 107,4 mil toneladas e receita de US$ 682,6 milhões, seguidos pelo Chile, com 39 mil toneladas e US$ 224,5 milhões. A União Europeia e a Rússia também figuram entre os principais compradores no período.
Em março, as exportações brasileiras de carne bovina para países do Oriente Médio e regiões próximas ao conflito somaram 18.220 toneladas, abaixo das 22.919 toneladas registradas em fevereiro. Em valor, os embarques recuaram de US$ 137,5 milhões para US$ 115,6 milhões. A retração foi puxada principalmente pelos Emirados Árabes Unidos, cujas compras caíram de 6.228 toneladas para 3.147 toneladas. Também houve redução nos embarques para a Jordânia, Catar, Iraque e Turquia. A Arábia Saudita também registrou recuo nas compras, enquanto o Líbano apresentou variação mínima no período.
Fonte: AGROLINK


