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Mercado de grãos recua com cautela global


Os mercados de grãos encerraram a semana sob pressão, refletindo um ambiente de cautela diante de fatores macroeconômicos e expectativas sobre a oferta global. De acordo com a StoneX, o comportamento das cotações seguiu influenciado por incertezas relevantes, mesmo com sinais de sustentação vindos da demanda.

No caso da soja, o viés baixista predominou na Bolsa de Chicago, mesmo diante de um cenário geopolítico mais tenso no Oriente Médio, que mantém o mercado global em alerta e reforça preocupações inflacionárias. Em contextos assim, os grãos costumam encontrar suporte, mas o avanço dos custos de produção, como fertilizantes, diesel e fretes, limita os ganhos ao produtor e reduz o apetite por novas posições.

Nos Estados Unidos, a divulgação das metas para biocombustíveis trouxe maior previsibilidade e reforçou a expectativa de aumento na demanda por óleo de soja, sustentada também por investimentos na ampliação da capacidade de esmagamento. Ainda assim, o mercado manteve postura defensiva diante da proximidade do relatório de intenções de plantio e estoques do USDA, o que elevou a volatilidade e pressionou os preços no curto prazo.

O milho seguiu trajetória semelhante, também encerrando a semana em queda na CBOT. Apesar do ambiente macro mais inflacionário, impulsionado pela alta nos derivados de energia e pela escalada das tensões no Oriente Médio, o mercado demonstrou pouca reação aos estímulos de demanda. A atenção permanece voltada ao relatório do USDA, considerado o principal fator de definição no curto prazo. A liberação temporária da venda de E15 durante a temporada de maior consumo nos Estados Unidos foi vista de forma positiva ao reforçar a demanda por etanol, um dos principais destinos do milho. 

Mesmo assim, o impacto sobre os preços foi limitado, já que não há, por enquanto, indicação clara de expansão na capacidade de processamento. A elevação nos preços da gasolina melhora a competitividade do etanol e pode estimular investimentos e exportações, embora limitações logísticas ainda dificultem um avanço mais rápido do consumo interno.

 





Fonte: AGROLINK

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