A qualidade e a diversidade das cachaças mineiras fizeram sucesso na Alimentaria 2026, considerada a maior feira internacional de alimentos realizada da Europa. O evento que aconteceu na última semana de março reuniu representantes de diversos países. Minas esteve presente por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) em uma ação de apoio à Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs).
A assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, que integrou a comitiva, contou que um dos destaques mineiros foi a cachaça de alambique, além de caipirinha em lata e licores à base de cachaça. A participação permitiu evidenciar a versatilidade do produto mineiro, tanto para consumo puro quanto em propostas ligadas à coquetelaria e a novos formatos de mercado.
Segundo ela, também houve boa aceitação do público B2B (modelo de negócios onde as transações ocorrem entre empresas) nas degustações, além da aproximação com potenciais compradores e distribuidores e contatos institucionais com potencial de gerar novas parcerias, criando oportunidades de atuação conjunta para promover, no exterior, a cachaça mineira.
A iniciativa reforçou, por meio da ação Agroexporta (ação desenvolvida pela Seapa para viabilizar e fortalecer as exportações do agronegócio mieiro) estratégia de promoção internacional dos produtos agropecuários com identidade, origem e valor agregado, em especial da cachaça de alambique, um dos símbolos mais reconhecidos da cultura produtiva mineira.
“A participação de Minas Gerais na feira dialoga com a relevância do estado na cadeia produtiva da cachaça. Minas reúne o maior número de estabelecimentos regularizados do Brasil, concentrando cerca de 40% dos produtores, além de liderar também em número de municípios com ao menos um estabelecimento elaborador registrado: são 256 municípios, o equivalente a 30% do total mineiro”, disse Manoela.
Oportunidade
Ainda na avaliação da assessora, a cachaça mineira apresenta espaço para ampliação de presença no mercado internacional. “Em 2025, Minas Gerais exportou cerca de US$ 1,5 milhão, o equivalente a aproximadamente 337 toneladas, respondendo por cerca de 8,8% do valor exportado pelo país no item”, detalha.
Ela acrescenta que, no caso da Espanha, as exportações mineiras somaram cerca de US$ 18,9 mil no mesmo período, o que evidencia participação ainda reduzida e potencial de crescimento naquele mercado.
No caso da região de Salinas, há ainda um diferencial importante: a Indicação de Procedência (IP) “Região de Salinas”, que reconhece a especificidade do produto vinculado ao território. O regulamento da IP estabelece a exclusividade do uso da indicação para a cachaça produzida na área delimitada, que abrange Salinas e Novorizonte, além de partes de Taiobeiras, Rubelita, Santa Cruz de Salinas e Fruta de Leite.
De Minas para o mundo
Para o Presidente da Apacs, o Jean Henrique de Oliveira, a participação na Alimentaria foi um divisor de águas. “Com o apoio do Estado, foi uma oportunidade de mostrar um produto genuinamente brasileiro numa feira internacional”. A instituição é responsável pela organização e promoção da região e de suas cachaças de alambique, reunindo 27 associados, mais de 100 rótulos e cerca de 60 marcas.
Jornalista responsável: Márcia França
Fotos: Divulgação/Seapa
Fonte: AGROLINK


