Missas, bênçãos de ramos e procissões marcam neste domingo (29) o início da Semana Santa para os católicos, com a celebração do Domingo de Ramos, também conhecido como Domingo da Paixão. A data abre o período litúrgico que recorda os últimos momentos da vida de Jesus até a celebração da Páscoa, quando é lembrada a ressurreição. Paróquias nos nove municípios da Baixada Santista organizaram programações ao longo do dia.
Em Santos, uma das celebrações reuniu fiéis na Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré, presidida pelo frei José Edison Biazio. A cerimônia contou com a tradicional procissão e momentos de oração, reunindo moradores da Cidade e também visitantes.

Entre os participantes, a advogada Ana Maria Caffaro, de 58 anos, destacou o significado da data. “A esperança. A esperança por tempos melhores. Porque como Jesus vai passar pelo sacrifício todo pra nos redimir, então o Domingo de Ramos começa a nossa esperança. E… novo viver, né?”, afirmou. Frequentadora do local, ela também relatou sua ligação com a Cidade. “Eu sou de São Paulo. Mas sempre que estou em Santos, estou aqui na Igreja do Embaré, mesmo porque a gente tinha casa aqui do lado”, disse.
O médico Eliovaldo de Souza Silva, de 68 anos, também presente à celebração, ressaltou a continuidade da tradição religiosa ao longo da vida. “Desde a minha infância eu aprendi isso e sempre eu frequentei. E sempre faço, mesmo fora da minha localidade de morada. Sempre eu estou vindo pra cá, várias vezes. Eu passo os finais de semana e sempre venho na missa aqui”, declarou.



De acordo com a tradição da Igreja Católica, o Domingo de Ramos recorda a entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumento, episódio que marca o início da Semana Santa. A celebração reúne dois momentos simbólicos: a acolhida festiva com ramos e a leitura da Paixão, que antecipa os acontecimentos que culminam na crucificação.
Durante as missas, os fiéis levam ramos de palmeiras ou oliveiras para serem abençoados. O gesto representa a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, e os ramos costumam ser levados para casa como sinal de fé e proteção.
Fonte: Jornal Da Orla


