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Manejo biológico ganha força no sorgo


O cultivo do sorgo na safrinha tem avançado no Brasil, com produção de 5,9 milhões de toneladas no ciclo 2024/2025, alta de 35% em relação ao período anterior. A cultura se destaca pelo sistema radicular profundo, que pode alcançar até dois metros, além da maior tolerância ao estresse hídrico e térmico e do menor custo de produção. Atualmente, o sorgo é utilizado principalmente na alimentação animal e, de forma crescente, na produção de etanol.

Apesar da maior resistência, o sorgo também pode sofrer impactos em cenários de seca prolongada e temperaturas elevadas, o que pode comprometer o desenvolvimento e reduzir o potencial produtivo. Segundo Latoya Ruschel, da Biotrop, “o manejo biológico no sorgo, desde o tratamento de sementes, contribui para mitigar os efeitos do estresse hídrico e fortalecer o desenvolvimento inicial da cultura”.

Os primeiros 20 dias após a emergência são considerados decisivos para a cultura, devido à baixa reserva energética das sementes. Nesse período, o uso de bioinsumos pode favorecer o estabelecimento da lavoura. “Há tecnologias que estimulam a produção de fitormônios, como auxinas, que promove o crescimento dos órgãos das plantas, contribuindo para o desenvolvimento radicular e para a uniformidade do estande”, afirma Latoya.

Entre as soluções citadas está o Bioasis Power, desenvolvido pela Biotrop, que atua no estímulo ao crescimento radicular e na mitigação de estresses abióticos. A tecnologia favorece a formação de biofilme no entorno das raízes, contribuindo para a manutenção da umidade e maior resiliência das plantas.

O estresse térmico também é apontado como fator limitante. Em condições adversas, o sorgo reduz a perda de água por meio do fechamento dos estômatos e pode apresentar desequilíbrios metabólicos. “Os microrganismos benéficos auxiliam na regulação desses processos fisiológicos, contribuindo para maior equilíbrio da planta”, complementa a especialista.

De acordo com a pesquisadora, o uso dessas tecnologias pode contribuir para reduzir perdas e preservar o potencial produtivo.

Além das condições climáticas, o sorgo também enfrenta desafios fitossanitários, especialmente doenças causadas por fungos que permanecem na palhada entre safras, como a antracnose (Colletotrichum ssp.) e outras manchas foliares. O manejo preventivo, sobretudo no início do ciclo, é apontado como estratégia para reduzir a pressão desses patógenos.





Fonte: AGROLINK

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