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Ciclone mantém chuvas no centro do Brasil


Um ciclone com características subtropicais e tropicais atua sobre o oceano Atlântico e influencia a formação de tempestades na região central do Brasil, sem representar risco direto ao país. As informações foram divulgadas pelo Meteored, que aponta que o sistema contribui para a manutenção das chuvas em áreas do território nacional. “Um ciclone transita entre características subtropicais e tropicais sobre o oceano Atlântico e ajuda a organizar a formação de tempestades sobre a região central do Brasil, mas até o momento não traz perigo para o país”, informa.

Segundo a análise, o sistema não atua diretamente sobre o continente, nem provoca condições severas no oceano, mas favorece a ocorrência de precipitações em uma faixa que abrange a porção central do país. “O sistema está auxiliando na manutenção das chuvas sobre uma faixa que compreende a porção central do país”, destaca o relatório, ao explicar que a circulação do ciclone intensifica o transporte e a convergência de umidade em direção ao Sudeste.

Esse processo tem contribuído para a formação de pancadas de chuva intensas na região nos últimos dias. De acordo com o Meteored, os volumes podem alcançar até 100 milímetros por dia, elevando o risco de transtornos como interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos, alagamentos, transbordamento de rios e ocorrência de descargas elétricas.

O fenômeno também chama atenção por suas características. “Isso por si só já não é uma característica comum para ciclones na costa brasileira”, aponta o levantamento. O sistema se originou na costa do São Paulo e permaneceu praticamente estacionário no oceano Atlântico, comportamento considerado incomum para esse tipo de formação.

Inicialmente, o ciclone apresentou núcleo quente e assimetria, típicos de sistemas subtropicais, sem registrar ventos sustentados intensos, o que impediu sua nomeação pela Marinha do Brasil. Com o passar do tempo, passou a apresentar características mais próximas de ciclones tropicais. “Gradualmente, o sistema está transitando para condições fracas de núcleo quente simétrico”, informa o texto, classificando o fenômeno como raro no Atlântico Sul.

O levantamento relembra que apenas cinco tempestades tropicais foram registradas na costa brasileira, incluindo o furacão Catarina, além de Anita, Iba e Akará. Também é citado um ciclone bomba não nomeado em fevereiro de 2021.

A previsão é de que o sistema perca força e deixe de existir até quinta-feira (19), sem ter sido nomeado e sem provocar impactos diretos significativos. “O ciclone não terá formado ventos sustentados intensos, nebulosidade intensa e nem chuvas fortes ao longo da sua vida”, informa o relatório, ressaltando que sua influência ocorre de forma indireta sobre o clima no Brasil.

Apesar disso, o fenômeno é considerado relevante para estudos meteorológicos. “A formação de um ciclone com características tropicais próximos à costa do Brasil é algo digno de estudo aprofundado”, aponta o documento, ao destacar que uma maior frequência desse tipo de sistema pode elevar a probabilidade de ocorrência de novos eventos extremos, como furacões.

O informativo também destaca que março de 2026 apresenta maior atividade atmosférica na região. No início do mês, houve a formação da tempestade subtropical Caiobá, simultaneamente a uma depressão subtropical não nomeada, marcando um registro inédito de dois sistemas desse tipo atuando ao mesmo tempo no Atlântico Sul.





Fonte: AGROLINK

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