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Lula cancela viagem ao Chile para posse de presidente eleito da direita


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou, nesta terça (10), a viagem que faria ao Chile para participar da cerimônia de posse do presidente eleito da direita, José Antonio Kast, marcada para quarta (11), na cidade de Valparaíso, sede do Poder Legislativo chileno. A desistência ocorreu mesmo após o petista já ter confirmado presença no evento oficial.

Segundo fontes do Palácio do Planalto confirmaram à Gazeta do Povo, a decisão foi tomada na noite de segunda (9) após reuniões do presidente – ele se reuniu com o ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) e aguarda retorno.

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Inicialmente, a previsão era de que Lula embarcaria ainda nesta terça (10) ao Chile para participar do ato oficial. Entretanto, até a última atualização da agenda presidencial divulgada pela presidência da República, o compromisso não havia sido confirmado publicamente.

Por outro lado, o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), confirmou presença na cerimônia de posse de Kast. De acordo com sua assessoria de imprensa, ele viajará acompanhado da esposa e também pretende se reunir com lideranças políticas locais durante a passagem pelo país.

O direitista José Antonio Kast venceu a eleição presidencial chilena realizada no final do ano passado com 58,2% dos votos. Ele superou a adversária Jeannette Jara, do Partido Comunista do Chile, que recebeu 41,8%.

Vitória de Kast confirma guinada à direita

Com a vitória de Kast, a América do Sul consolida uma guinada política à direita. Há três anos, quando Lula assumiu para um terceiro mandato no Brasil, o subcontinente tinha oito presidentes de Esquerda e apenas quatro de direita. Agora, metade dos presidentes é deste espectro político.

A guinada começou com a ascensão de Javier Milei na Argentina e de Rodrigo Paz, na Bolívia, onde o centro-direitista pôs fim a quase 20 anos ininterruptos de governos do Movimento ao Socialismo (MAS).



Fonte: Revista Oeste

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