A Prefeitura de Santos irá ampliar em 67% o corte de mato e grama em 2026, passando de três milhões para cinco milhões de metros quadrados, o equivalente a mais de 700 campos de futebol. Para atingir o objetivo, a Administração utiliza um contingente de 409 profissionais atuando nos serviços de corte de grama, mato e raspagem em todas as regiões.
Coordenada pela Secretaria das Prefeituras Regionais, as equipes estão distribuídas entre as unidades da Área Continental, Centro Histórico, Morros, Zona Noroeste, Zona da Orla/Intermediária, além da Coordenadoria das Prefeituras Regionais (Copref), Terra Santos, reeducandos e empresas contratadas. A atuação ocorre de forma integrada.
Atualmente, estão em operação 23 roçadeiras. Ainda neste mês, a estrutura será reforçada com a chegada de 15 novas máquinas de roçagem, 50 escovas de aço e uma capinadeira mecanizada, ampliando significativamente a capacidade.
Em 2025, foram executados aproximadamente 3 milhões de metros quadrados de corte de grama, o equivalente a mais de 420 campos de futebol oficiais. A média mensal gira em torno de 250 mil metros quadrados, com variação operacional diária entre 8 mil e 10 mil metros quadrados.
Para 2026, a meta ampliar para os cinco milhões de metros quadrados, volume que representa cerca de 714 campos de futebol ao longo do ano.
A manutenção do corte de grama e mato enfrenta diversos desafios operacionais e ambientais. A combinação de calor e chuvas intensas acelera o crescimento da vegetação, exigindo maior frequência de intervenções.
Além disso, ruas com paralelepípedos e calçadas danificadas favorecem o surgimento de vegetação espontânea entre frestas, trincas e desníveis. A proibição do uso de herbicidas químicos também impõe que todo o trabalho seja realizado por meios mecânicos e manuais, aumentando a demanda por equipes e planejamento.
Entre as espécies mais comuns encontradas nas áreas urbanas estão a tiririca, o caruru, a beldroega, a poaia-branca, a urena e a maria-pretinha (mais informações abaixo). Essas plantas surgem espontaneamente em calçadas, áreas gramadas, terrenos abertos e até entre pavimentos, especialmente em períodos chuvosos.
Algumas dessas espécies pertencem ao grupo das PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), com potencial nutritivo, embora não façam parte da alimentação tradicional. A diversidade da vegetação espontânea reforça a necessidade de monitoramento contínuo e manutenção periódica para garantir a conservação dos espaços públicos e a segurança da população.
Fonte: Jornal Da Orla


