Volatilidade aumenta com ruído tarifário
Agrolink
– Aline Merladete
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Foto: Pixabay
A soja encerrou a semana com variação limitada em Chicago, num movimento que mistura suporte dos derivados com cautela sobre a demanda chinesa diante de incertezas comerciais nos Estados Unidos. Na CBOT, o primeiro vencimento fechou em US$ 11,47/bushel (26/02), acima de US$ 11,41/bushel registrados na semana anterior. No pico recente, o mercado tocou US$ 11,48/bushel (25/02), maior nível desde novembro de 2025, conforme o boletim.
De acordo com dados divulgados no boletim semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o impulso mais visível veio dos derivados: o óleo de soja ultrapassou 60 cents/libra-peso e o farelo chegou a US$ 318,30/ton curta no dia 25/02, sinalizando demanda mais firme nesses segmentos.
Do lado baixista, a CEEMA reforça que a reviravolta no ambiente tarifário elevou a insegurança sobre o apetite do principal importador global. “Pelo sim ou pelo não, a decisão das tarifas trouxe mais incertezas ao mercado”, registra o relatório.
Ao mesmo tempo, o boletim pondera que o fator “China” ainda não se converteu, de forma clara, em retração nas compras, e destaca um elemento de competitividade: a soja brasileira segue mais barata na comparação internacional — o que pode redirecionar origens sem derrubar, necessariamente, o consumo.
O alerta estrutural aparece no horizonte: o CEEMA cita que a China pode reduzir de forma profunda a necessidade de importar soja, com mudanças tecnológicas e produtivas que ampliem oferta interna de proteínas. Se esse movimento ganhar escala, pode mexer com o desenho do comércio global nos próximos anos.
Fonte: AGROLINK


