PUBLICIDADE

Chuvas influenciam desenvolvimento do arroz


A colheita do arroz no Rio Grande do Sul está em fase inicial e alcança cerca de 3% da área cultivada, conforme o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar. O avanço ocorre principalmente nas áreas mais precoces das regiões Oeste e Central do Estado.

Segundo o levantamento, a maior parte das lavouras está em estádios reprodutivos, com 45% em enchimento de grãos, 22% em floração e 28% em maturação, o que indica aceleração das operações de colheita nos próximos dias. Outros 2% permanecem em desenvolvimento vegetativo. A área cultivada soma 891.908 hectares, de acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz, e a produtividade projetada é de 8.752 quilos por hectare, conforme a Emater/RS-Ascar.

O informativo aponta que as condições meteorológicas do período foram marcadas por precipitações intercaladas com maior nebulosidade, situação menos favorável às lavouras em floração e enchimento de grãos, fases sensíveis à redução de radiação solar. Por outro lado, as chuvas contribuíram para recompor os níveis de armazenamento em barragens e melhorar a disponibilidade hídrica nos quadros, reduzindo parcialmente a demanda diária de irrigação. De modo geral, o desenvolvimento é considerado adequado para a época, com variações associadas ao regime de radiação, à temperatura e ao manejo da lâmina de água.

Na região administrativa de Bagé, as lavouras também se concentram em floração e enchimento de grãos, com impactos pontuais da nebulosidade e das precipitações sobre a radiação incidente. A colheita está concentrada na Fronteira Oeste. Em Alegrete, Itaqui, Maçambará e São Borja, cerca de 2% da área foi colhida. Em Uruguaiana, aproximadamente mil hectares foram colhidos, o equivalente a 1,4% da área cultivada. Já em Manoel Viana, há registro de restrição hídrica pontual e problemas no fornecimento de energia elétrica em assentamento, afetando áreas dependentes de bombeamento e representando risco operacional para cerca de 400 hectares.

O manejo na região inclui controle da lâmina de irrigação, monitoramento e aplicação de fungicidas para brusone e manchas foliares, além de inseticidas para lagarta-da-panícula. As lavouras tardias em diferenciação de panícula receberam adubação nitrogenada em cobertura.

Na regional de Pelotas, 48% da área está em floração, 43% em enchimento de grãos, 7% em maturação e 2% em desenvolvimento vegetativo. O desenvolvimento é considerado normal para o período, favorecido pela radiação solar registrada em janeiro e fevereiro. No entanto, temperaturas superiores a 35 °C durante a antese podem ter causado esterilidade de espiguetas, com possível redução de produtividade. As primeiras colheitas estão previstas para o final de fevereiro, com expectativa de avanço nas áreas precoces.

Na regional de Soledade, as lavouras foram favorecidas pela radiação solar e pelas temperaturas do período, com ressalvas para picos térmicos associados à baixa umidade relativa do ar, que podem provocar esterilidade floral e falhas de granação. O quadro produtivo é considerado normal. As adubações nitrogenadas estão em fase final, e o manejo fitossanitário se concentra no monitoramento e controle de percevejos e brusone. A disponibilidade hídrica em reservatórios e cursos d’água é considerada adequada, com manejo intensivo da lâmina de irrigação. A distribuição fenológica indica 48% da área em desenvolvimento vegetativo, 25% em floração, 23% em enchimento de grãos, 3% em maturação e 1% em colheita.

 





Fonte: AGROLINK

Leia mais

PUBLICIDADE