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Estado estrutura plano para transformar transporte na Baixada Santista


Responsável por R$ 79 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) paulista, a Baixada Santista passou a integrar o centro das decisões que vão definir a infraestrutura de transporte do Estado até 2050. Em Santos, o Governo de São Paulo apresentou os estudos do PLI-SP 2050, plano que promete transformar desafios históricos de mobilidade e logística em projetos estruturados, com foco em novos ramais ferroviários e integração entre modais.

A partir de uma visão de longo prazo, o PLI-SP 2050 orienta investimentos públicos e privados com foco na ampliação da intermodalidade entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Na Baixada Santista, isso significa qualificar a conexão entre o Planalto e o Litoral, tornando mais eficiente o escoamento de cargas e o acesso ao porto. Entre as frentes em estudo estão novos trechos ferroviários com potencial logístico, capazes de reduzir a dependência do transporte rodoviário, ampliação da capacidade de movimentação de cargas e incentivo a um modelo mais limpo, econômico e sustentável. O encontro reuniu representantes do poder público, setor produtivo, especialistas e sociedade civil na Região Metropolitana da Baixada Santista.

Diferentemente de regiões com perfil industrial predominante, a Baixada Santista possui economia majoritariamente baseada no setor de Serviços, impulsionada pelo Porto de Santos, pelas cadeias logísticas associadas, pelo comércio e pela atividade turística. O PLI-SP 2050 consolida dados e contribuições regionais em diretrizes estratégicas, alinhando investimentos às vocações e desafios de cada região.

O diagnóstico apresentado confirma o peso estratégico da região, com forte concentração no setor de Serviços, responsável por 57,7% dos empregos formais — índice acima da média estadual. Santos lidera a geração de postos de trabalho, com 222 mil empregos formais e a maior relação emprego por habitante da Baixada. Ao mesmo tempo, os estudos identificam desafios como congestionamentos, limitações de mobilidade e pressão sobre a infraestrutura urbana.

A metodologia do PLI-SP 2050 organiza esse trabalho em etapas que vão da caracterização socioeconômica à projeção de demanda e definição da oferta futura de infraestrutura, estruturando projetos capazes de orientar investimentos de médio e longo prazos com base técnica consistente.

Para o setor produtivo, esse alinhamento é decisivo. “Quando o planejamento logístico dialoga com a realidade produtiva da região, ele gera eficiência, reduz conflitos e amplia a competitividade. A Baixada precisa de integração modal e previsibilidade para continuar crescendo de forma sustentável”, afirmou Eduardo Barbosa, diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo ( Ciesp) de Santos.

“O Fórum é uma oportunidade para que os planos municipais e estaduais sejam alinhados com respeito ao interesse público, a sustentabilidade e as necessidades da população”, destacou Fábio Ferraz, secretário de Governo de Santos.



Fonte: Jornal Da Orla

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