No dia 25 de fevereiro, data em que se celebra o Dia do Agronegócio, os dados da balança comercial reforçaram o desempenho de São Paulo no setor. Em janeiro, o agro paulista registrou superávit de US$ 1,31 bilhão, resultado de US$ 1,84 bilhão em exportações e US$ 530 milhões em importações. O Estado respondeu por 17,1% dos embarques do agronegócio brasileiro no período, mantendo a liderança nacional. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Mesmo com área territorial inferior à de outros grandes produtores, São Paulo ficou à frente de Mato Grosso, que participou com 16,7%, e de Minas Gerais, com 11,5% dos embarques. A participação do agro nas exportações totais paulistas alcançou 40,9% em janeiro, enquanto as importações do setor representaram 8% do total estadual.
Entre os principais produtos exportados, o complexo sucroalcooleiro liderou, com 25,3% do total e US$ 465,32 milhões. Desse montante, 96,9% corresponderam ao açúcar e 3,1% ao álcool etílico, etanol. Os produtos florestais representaram 18,8% das vendas externas, somando US$ 346,90 milhões, sendo 75,3% de celulose e 21,1% de papel. O setor de carnes respondeu por 16,6%, com US$ 305,81 milhões, dos quais 82,8% referentes à carne bovina. Os sucos participaram com 8,9%, totalizando US$ 163,86 milhões, sendo 96,1% relativos ao suco de laranja. O café teve participação de 7,2%, com US$ 132,50 milhões, dos quais 76,7% de café verde e 19,5% de café solúvel. Esses cinco grupos concentraram 76,8% das exportações do agro paulista. O complexo soja ficou na décima posição, com 2,7% de participação e US$ 49,96 milhões, sendo 29,8% de soja em grão e 48,1% de farelo, com previsão de aumento nas vendas externas a partir de fevereiro de 2026 com o início da colheita.
Na comparação com janeiro do ano passado, houve crescimento nas vendas de produtos florestais, com alta de 22,8%, carnes, com 11,6%, e complexo soja, com 7,2%. Por outro lado, foram registradas quedas no complexo sucroalcooleiro, de 25%, no café, de 20,4%, e nos sucos, de 53,1%. As variações nas receitas refletem oscilações de preços e de volumes embarcados.
A China permaneceu como principal destino das exportações do agro paulista, com 21,9% de participação, adquirindo principalmente produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja. A União Europeia respondeu por 18,1% das compras, enquanto os Estados Unidos tiveram participação de 8,1%.
A análise mensal da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada pelo diretor da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril, e pelos pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Fonte: AGROLINK


