O painel “Produtores em Foco: Experiências que Geram Valor” reuniu produtores e especialistas na terça-feira (24), no Auditório Frederico Costa, durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas. As palestras apresentaram casos práticos que demonstram como qualidade da semente, tecnologia e eficiência produtiva podem consolidar negócios no campo.
O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, ressaltou que a troca de experiências e a abertura a novas perspectivas fortalecem o setor produtivo. Segundo ele, compartilhar vivências reais permite ampliar horizontes e estimular soluções aplicáveis às propriedades.
Na primeira palestra, o produtor de algodão e ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Pedro Schenkel, abordou o tema “Da semente à camisa”, apresentando a evolução da cultura no Brasil e os impactos da organização produtiva para outras cadeias agrícolas. Ele destacou o avanço expressivo da produção nacional ao afirmar que “hoje produzimos cinco vezes mais algodão no Brasil, chegando a 4 milhões de toneladas, cerca de dez vezes mais do que na década de 70, em uma área duas vezes menor. Somos um dos maiores exportadores do mundo, ultrapassando os Estados Unidos”, afirmou.
Schenkel acrescentou que o país é o maior exportador de algodão responsável e ocupa a segunda posição em geração de empregos na indústria de transformação. Segundo o produtor, essa transformação só foi possível com eficiência na produção e no beneficiamento, melhoria da qualidade da fibra, inovação, sustentabilidade e compliance, além da rastreabilidade de 17 milhões de fardos identificados por safra, destacou.
Na sequência, a gerente técnica e engenheira agrônoma da Sementes Falcão, Fernanda Falcão, apresentou a palestra “Semente: a pérola do campo” e defendeu que sustentabilidade, tecnologia e planejamento são determinantes para manter a rentabilidade mesmo em cenários desafiadores. Ao relatar uma experiência prática, explicou que “tínhamos um terreno com declive e a nossa estratégia foi adotar o sistema de plantio direto. Nunca ficamos sem cultura de cobertura. Aprendemos a controlar a erosão e, com a estiagem, conseguimos reter a água da chuva”, relatou.
Fernanda reforçou que o controle do processo produtivo deve começar antes mesmo da semeadura e incluir o uso de ferramentas digitais, salientando que “para ter semente de alto vigor, os cuidados devem começar antes mesmo da semeadura”, ressaltou.
A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas tem como tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”. O evento é uma realização da Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, e patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Fonte: AGROLINK


