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queda das tarifas de Trump


Uma decisão histórica da Suprema Corte dos EUA derrubou as sobretaxas impostas por Donald Trump, favorecendo exportadores brasileiros. Nesta terça-feira (24), o Brasil consolidou-se como o parceiro comercial com maior alívio tributário, impulsionando a Bolsa e valorizando o real ante o dólar.

Por que a Suprema Corte dos Estados Unidos barrou as taxas de Trump?

Os juízes decidiram que o presidente abusou de uma lei de emergência nacional para fins comerciais. A Corte entendeu que mudanças econômicas dessa relevância precisam de aprovação do Congresso Americano. Com isso, o chamado ‘tarifaço’ foi considerado ilegal, forçando o governo a adotar regras mais suaves e limitadas, que agora têm validade de apenas 150 dias.

Qual é o tamanho da vantagem conquistada pelos exportadores brasileiros?

O Brasil teve a maior redução de impostos entre os 20 principais parceiros dos EUA, com uma queda média de 13,6 pontos percentuais. Além disso, produtos fundamentais para nossa economia, como carne bovina, café, suco de laranja, celulose e aviões, conseguiram isenção total da nova taxa de 15% que Trump tentou aplicar após a derrota judicial. Isso dá fôlego extra para as empresas nacionais competirem no exterior.

Como essa mudança impacta o preço do dólar e os juros no Brasil?

A vitória judicial trouxe otimismo, atraindo bilhões de reais em investimentos estrangeiros para o país. Com mais dólares entrando, a moeda americana caiu para baixo de R$ 5,20. Para o cidadão comum, isso é bom porque barateia produtos importados e insumos da indústria, como combustíveis e fertilizantes. Esse alívio ajuda a segurar a inflação e abre caminho para que o Banco Central possa reduzir os juros.

Quais são os principais riscos que ainda permanecem no radar?

O principal problema é o prazo curto: as novas regras valem por apenas 150 dias. Se o governo americano e o Congresso não chegarem a um acordo após esse período, a incerteza volta. Outro risco é uma eventual paz comercial entre EUA e China, o que poderia fazer os chineses comprarem menos soja e carne do Brasil para voltar a consumir produtos americanos.

O que o governo brasileiro fez para chegar a esse resultado favorável?

Analistas avaliam que a postura foi estratégica ao recusar acordos desfavoráveis sob pressão. Em vez de retaliar imediatamente, o que prejudicaria a economia nacional, o Brasil manteve as negociações abertas e redirecionou parte das vendas para outros países enquanto aguardava o desfecho jurídico nos EUA. Essa aposta na resiliência resultou em recordes de exportação e em uma posição privilegiada após a queda das barreiras.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Fonte: Gazeta do Povo

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