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Boulos elogia STF, mas diz não estar “acima do bem e do mal”


O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL-SP), reconheceu nesta segunda-feira (23) o papel Supremo Tribunal Federal (STF) no que chamou de “preservar a democracia”. No entanto, Boulos afirmou que isso não tornaria a Corte infalível.

“O Xandão tomou Magnitsky, mas teve coragem. Isso não quer dizer que o Supremo, ou qualquer outra instituição, esteja acima do bem e do mal”, disse ele em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, apresentado pelo jornalista José Luiz Datena.

Em tom descontraído, o jornalista conhecido por apresentar por décadas o programa “Brasil Urgente”, da Rede Band, disse que seu programa de estreia na rádio estatal não poderia ter outro convidado além de Boulos, uma vez que Boulos é seu “amigo mais próximo” no meio político.

Logo no início do programa, Boulos lembrou do episódio em que o “amigo” deu uma cadeirada no influenciador Pablo Marçal, também candidato como eles à prefeitura de São Paulo naquele ano de 2024, dizendo que ele é que “gostaria” de ter praticado aquela violência contra o rival político.

“Se me permite, Datena, independente de qualquer votação, você fez uma coisa que eu gostaria de fazer, lavou a alma do povo brasileiro”, disse Boulos. Datena ficou constrangido e propôs esquecer do episódio.

Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, o político do PSOL ainda sinalizou que o discurso de soberania deve ser explorado como tom de campanha de Lula nas eleições de 2026. Em agosto de 2025, o governo federal mudou de slogan: se o anterior falava em “união e reconstrução”, o atual trocou a palavra união pela ideia de “lado”, com a frase “do lado do povo brasileiro”.  



Fonte: Revista Oeste

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