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Área de soja deve cair 1,64% em Santa Catarina


Os preços da soja ao produtor seguem em oscilação desde agosto de 2025, conforme estimativa da Epagri/Cepa publicada no Boletim Agropecuário de fevereiro. A média mensal tem girado em torno de R$ 125,00 por saca. Em janeiro, houve queda de 3,7%, com registro de R$ 120,70 por saca. Segundo o boletim, “a elevação das exportações de outubro e novembro pelo Brasil, com volume superior a 100 milhões de toneladas em 2025, foi um fator importante”.

No entanto, a safra elevada na América Latina e o aumento da oferta global pressionaram as cotações no fim do ano. O relatório de janeiro de 2026 do USDA elevou a produção mundial em 3 milhões de toneladas, para 435,6 milhões de toneladas. Em fevereiro, até o dia 10, foi registrado novo recuo, com cotação de R$ 116,00 por saca em algumas praças.

A variação dos preços nos dois cenários ocorreu na mesma direção. Em 30 dias, considerando dezembro de 2025, houve recuo de 3,7%. No acumulado de 12 meses, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a variação também foi negativa, em 1,9%.

Após mais de uma década de expansão contínua da área destinada à soja em Santa Catarina, a estimativa inicial para a safra 2025/26 indica redução de 1,64%. Parte da área está sendo retomada pelo cultivo de milho-grão, silagem e pela ampliação da área de tabaco no sul do estado. O boletim aponta que “a retração dos preços desde 2024 e 2025 explicam este comportamento”.

Até a primeira semana de fevereiro, 100% da área foi semeada. Cerca de 67% das lavouras estão em estágio vegetativo e 29% em floração e enchimento de grãos. A condição das lavouras é classificada como 90% boa até o momento. No Oeste do estado, nos últimos 30 dias, entre 10 de janeiro e 10 de fevereiro, as chuvas não chegaram a 50 milímetros, conforme dados da Agroconect/Ciram. Nas áreas mais tardias, a soja está predominantemente em floração e enchimento de grãos. O período de tempo mais seco reduziu a umidade no solo, com registro de manchas de estresse hídrico e início de secamento em pontos mais afetados. A evolução do ciclo e o potencial produtivo dependem da ocorrência de chuvas nas próximas semanas, e há estimativa de redução no potencial em regiões atingidas durante o enchimento de grãos.

No acumulado de 2025, foram exportadas 1,68 milhão de toneladas do complexo soja, volume 4,18% superior ao ano anterior. Em termos de valor, as exportações somaram 707 milhões de dólares, resultado 0,47% inferior ao registrado em 2024, em função do volume embarcado e da cotação internacional do produto.





Fonte: AGROLINK

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