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Santos trata rescisões com cautela e mantém atletas treinando no CT Rei Pelé


Rincón é ídolo na Venezuela (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O Santos segue conduzindo com cautela as rescisões contratuais de João Basso e Tomás Rincón. Embora as saídas estejam encaminhadas, ambos continuam treinando normalmente com o elenco no CT Rei Pelé. A medida evita qualquer tipo de afastamento que possa gerar questionamentos jurídicos e faz parte de uma condução amigável entre as partes.

O clube trata o tema com discrição. Os estafes dos dois jogadores não receberam bem o vazamento das informações, especialmente pela repercussão nas redes sociais com comemorações de parte da torcida santista. Internamente, há a avaliação de que esse cenário pode dificultar a busca por novos clubes. Por isso, a diretoria adota postura reservada até que os distratos sejam oficialmente assinados.

Relembre a situação de João Basso

João Basso chegou ao Santos em 2023, vindo do Arouca. A contratação ainda gera desdobramentos fora de campo, uma vez que o Peixe acaba de sofrer um transfer ban pelo não pagamento ao time português.

Na primeira temporada, o defensor vinha sendo utilizado até sofrer uma lesão. Ele retornou na reta final do Brasileiro daquele ano, incluindo a partida que marcou o rebaixamento. Em 2024, foi emprestado ao Estoril e voltou no meio do ano. Sem propostas, acabou reintegrado para a disputa da Série B.

No ano passado, iniciou a temporada sendo aproveitado, mas deixou de ser utilizado após julho. Voltou a entrar em campo depois de quase sete meses no confronto contra o São Paulo, na Vila, pelo Brasileiro, em 4 de fevereiro. Na sequência, atuou diante do Athletico-PR, quando participou do lance que originou o gol da derrota santista nos acréscimos.

Com contrato até o fim deste ano, Basso soma 36 partidas e três gols pelo Santos.

Situação de Tomás Rincón

Rincón chegou ao Santos em agosto de 2023, livre no mercado após passagem pelo futebol italiano, onde defendeu clubes como a Juventus e a Sampdoria. Assumiu a braçadeira de capitão e participou de 16 jogos na luta contra o rebaixamento.

No início de 2024, aceitou reduzir salários para permanecer durante a disputa da Série B. Em agosto de 2025, teve o contrato prorrogado até dezembro de 2026. Atualmente, os vencimentos giram em torno de R$ 500 mil mensais, considerando salário, luvas e direitos de imagem.

Apesar da permanência e da liderança fora de campo, perdeu espaço ao longo de 2025 e, em 2026, soma apenas sete minutos disputados no Campeonato Paulista. Ao todo, acumula 72 jogos, dois gols — marcados contra Vasco e Palmeiras em 2023 —, uma assistência, 13 cartões amarelos e cerca de 3.333 minutos em campo.



Fonte: Diário do Peixe

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