A Universidade Zumbi dos Palmares realiza, no dia 5 de março, às 19h30, o lançamento oficial do Projeto Trançando Futuros: uma formação gratuita em tranças afro, que conta como a parceria do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa e Pequeno Porte (MEMP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e tem como objetivo proporcionar a inclusão produtiva, o empoderamento feminino e a valorização da identidade negra.
O evento acontecerá no Salão Nobre da Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, e contará com a presença do Ministro do Empreendedorismo, Márcio França, do reitor da Universidade, professor-doutor José Vicente, além de autoridades, lideranças sociais, representantes do poder público, personalidades da cultura e do movimento negro.
O projeto tem como meta formar 1.000 mulheres negras trancistas ao longo do ano, oferecendo aulas teóricas e práticas sobre técnicas de tranças afro-brasileiras, aliadas à formação em empreendedorismo, com orientações sobre abertura de MEI, gestão financeira e autonomia profissional. A formação delas será integralmente financiada pelo Ministério do Empreendedorismo, que também garantirá o transporte de ida e volta para as alunas e o pagamento do kit trancista, com materiais básicos para o início da atividade.
Mais do que um curso profissionalizante, a iniciativa propõe um novo paradigma de política social, ao romper com modelos assistencialistas que não geram autonomia nem transformação estrutural.
Para o reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, o Trançando o Futuro representa uma mudança profunda na vida de mulheres periféricas. “Esse projeto tira essas mulheres das limitações impostas socialmente e abre caminhos reais para a profissionalização como trancistas. Não se trata de ajuda pontual, mas de uma saída concreta para a autonomia, a dignidade e o protagonismo.”
Segundo o reitor, a iniciativa também dialoga com os desafios do país. “É uma resposta ao feminicídio, ao racismo e à exclusão econômica. Quando uma mulher conquista autonomia financeira, ela rompe ciclos de violência e vulnerabilidade.”
Além de técnica estética, a trança afro é reconhecida como expressão cultural, herança ancestral e instrumento de afirmação da identidade negra. O reconhecimento da profissão de trancista no Brasil reforça seu papel como atividade econômica formal e como oportunidade concreta de geração de renda.
SERVIÇO:
Lançamento do Curso Gratuito de Tranças Afro para Mulheres
Data: 5 de março (quinta-feira)
Horário: 19h30
Local: Salão Nobre da Universidade Zumbi dos Palmares
Avenida Santos Dumont, 843 – Bom Retiro – São Paulo (SP)
Fonte: BS9


