No curto prazo, os efeitos tendem a se espalhar pela cadeia produtiva
Agrolink
– Leonardo Gottems
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No curto prazo, os efeitos tendem a se espalhar pela cadeia produtiva – Foto: Agrolink
A queda recente nos preços da soja reacendeu os debates sobre a intensidade e a duração do movimento neste início de ano. Segundo análise da Céleres, as cotações da oleaginosa já acumulam recuo superior a 20% desde janeiro, em um ciclo de sete semanas consecutivas de desvalorização.
Embora o cenário atual chame atenção, o comportamento não é considerado atípico quando observado sob uma perspectiva histórica. Em 11 das últimas 25 safras, os preços caíram mais de 10% nos dois primeiros meses do ano. O diferencial neste momento está na combinação de fatores adicionais, como a valorização do real, o baixo nível de comercialização de uma safra superior a 180 milhões de toneladas e o aumento dos custos logísticos ao longo deste ano.
No curto prazo, os efeitos tendem a se espalhar pela cadeia produtiva. Há pressão sobre a formação de margens para 2026, especialmente porque o produtor médio ainda mantém mais de 50% da safra a ser comercializada. Também se observa piora nas relações de troca com insumos para o próximo ciclo, principalmente fertilizantes, além de um ambiente de maior cautela nas negociações para 2026/27, o que pode resultar em novos atrasos na próxima safra.
A análise histórica da consultoria indica que o movimento de baixa pode se intensificar até meados de março. Nos períodos de maior retração, como em 2003 e 2005, a soja registrou quedas superiores a 30% ao longo de 13 semanas. Esse padrão reforça a necessidade de ajuste nas estratégias de comercialização e no planejamento de quem atua diretamente com o produtor. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.
Fonte: AGROLINK


