PUBLICIDADE

Associação diz que servidores não podem ser “bodes expiatórios”


A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) divulgou uma nota manifestando “preocupação” com a operação da Polícia Federal que investiga suspeitos de acessar indevidamente dados fiscais de autoridades e vazar informações.

Nesta terça-feira (17), quatro servidores da Receita Federal foram alvo de mandados de busca e apreensão, em uma ação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em sua nota, a Unafisco observa que a ação ocorreu “em contexto ainda classificado como análise preliminar pela Receita Federal”.

“A aplicação de sanções cautelares extremas exige fundamentação robusta e lastro probatório consistente”, defende a entidade, ressaltando que não é a primeira vez que medidas de afastamento e restrições são adotadas “antes da conclusão técnica dos fatos”.

Em 2019, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, afastou dois auditores fiscais acusados de vazar informações de parentes de ministros do Supremo. Após a conclusão da investigação, os dois servidores foram reintegrados.

VEJA TAMBÉM:

  • Moraes contra-ataca no caso Master e investiga servidores por vazamentos
  • STF confirma “acessos ilícitos” a dados de ministros e impõe tornozeleira a 4 servidores

“Os Auditores-Fiscais da Receita Federal não podem, mais uma vez, ser transformados em bodes expiatórios em meio a crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito. A instrumentalização de servidores públicos para deslocar o foco do debate público compromete a credibilidade das instituições e enfraquece o Estado de Direito”, acrescenta a nota.

Por fim, a Unafisco defende que os servidores da Receita “não podem ser submetidos a exposição pública ou constrangimentos institucionais antes da conclusão das apurações”.



Fonte: Revista Oeste

Leia mais

PUBLICIDADE