A CPMI do INSS cancelou a audiência marcada para esta segunda-feira (9) que ouviria o empresário Paulo Camisotti, filho de Maurício Camisotti, apontado como sócio oculto de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, suspeito de ser o operador do esquema bilionário de cobrança de mensalidades associativas de aposentados e pensionistas.
O cancelamento no meio da manhã após alegações médicas apresentadas de última hora. A decisão foi anunciada pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que afirmou que os depoimentos serão remarcados.
“O cancelamento ocorre após o senhor Paulo Camisotti apresentar atestado médico de última hora, informando a impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual estava regularmente convocado”, disse o parlamentar em uma rede social.
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Na mesma audiência, também seria ouvido o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA), do Maranhão, convocado por sua atuação como vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura. Segundo o presidente da CPMI, a Junta Médica do Senado avaliou que o parlamentar tem condições de depor, mas recomendou que ele não viajasse a Brasília neste momento por causa de uma cirurgia recente.
“A Junta Médica do Senado decidiu que o senhor Edson Queiroz está em condições de prestar depoimento, mas não deve se deslocar até Brasília neste momento, em razão de cirurgia recente”, afirmou Viana ressaltando que a oitiva será remarcada “em estrito respeito à recomendação”.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam movimentações suspeitas envolvendo R$ 59,9 milhões pagos à Rede Mais Saúde, administrada por Paulo Camisotti. O pai, Maurício Camisotti, é citado como possível beneficiário do esquema. Os documentos também indicam o repasse de R$ 16,1 milhões à Prospect Consultoria Empresarial, empresa do “Careca do INSS”.
Tanto Antunes quanto Maurício Camisotti estão presos desde 12 de setembro, após decisão que foi validada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão foi decretada sob o argumento de que ambos estariam tentando frustrar as investigações sobre descontos irregulares em benefícios do INSS.
Edson Araújo foi incluído na lista de convocados da CPMI por causa da CBPA, entidade citada na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraudes envolvendo aposentados e pensionistas, tema que está no centro dos trabalhos da comissão no Congresso.
Fonte: Revista Oeste


