Desafio lançado
O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), fez uma crítica direta à gestão da saúde de São Vicente, durante o discurso realizado na Câmara Municipal, na última terça-feira. O chefe do Executivo afirmou que os prontos-socorros da Cidade e o Hospital Irmã Dulce estavam recebendo pacientes internados no município vizinho. Ele citou, especificamente, o caso de uma criança que estava internada em estado grave. “Se o prefeito quiser, tiver me escutando e disser que isso é mentira, eu provo”, ressaltou.
Resposta dura
O chefe do Executivo de São Vicente, Kayo Amado (Pode), classificou as declarações de Mourão como uma “série de comentários escrotos e mentirosos” e negou que a rede municipal de saúde tenha “jogado” uma criança em Praia Grande. “Não tenho medo de você, nem de ninguém. Amigo, você recebe dinheiro do Estado mais de R$ 40 milhões por ano para oferecer leitos regionais”, ressaltou.
Decisão técnica
No caso específico desse paciente citado por Mourão, o gestor vicentino explicou que a criança sofre de uma cardiopatia grave e foi encaminhada pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), do Governo do Estado, ao Hospital Irmã Dulce, que oferece um atendimento especializado para esse tipo de ocorrência.
Empréstimo
Atual presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), Amado disse que os prefeitos da região costumam se ajudar e mencionou dois pedidos recentes solicitados pelo secretário de Saúde Pública de Praia Grande, José Isaías Costa Lima. Em novembro de 2025, São Vicente encaminhou à cidade vizinha bombas de infusão. Em janeiro deste ano, houve o pedido para o envio de fios de sutura cirúrgica e de nylon.
Dança das cadeiras
O vereador de Cubatão Guilherme Amaral (PSD) solicitará licença do cargo, pois aceitou o convite do prefeito Cesar Nascimento (PSD) para assumir o comando da Secretaria de Governo. Ele substituirá Allan Matias (PSD), que retornará ao Legislativo. A mudança será oficializada nos próximos dias.
Papel estratégico
Professor concursado da rede municipal de ensino, Amaral já exerceu outros cargos importantes na Cidade, durante a gestão de Ademário Oliveira. O parlamentar esteve à frente das pastas de Educação e de Comunicação Social. Na nova função, terá um papel importante na execução do plano de governo referendado pela população nas eleições de 2024.
Caminhada difícil
O vereador de Mongaguá Edinho Felismino (Republicanos) admitiu que chegou a conversar com a família sobre a possibilidade de renunciar ao mandato. Principal voz de oposição à gestão da prefeita Cristina Wiazowski (PP) no Legislativo, ele afirma estar sofrendo pressões em razão de sua atuação firme ao denunciar problemas enfrentados diariamente pela população.
Vão ter que me engolir
Apesar das dificuldades, Felismino admitiu que não pretende desistir dessa caminhada em respeito aos 839 votos que recebeu na última eleição. “A Prefeitura tem dinheiro, mas não tem vergonha na cara. Eu vou continuar trabalhando pela população. ‘Vocês vão ter que me engolir’, como dizia o Zagallo”, ressaltou o vereador, fazendo menção ao famoso desabafo do ex-técnico da Seleção Brasileira Mário Jorge Lobo Zagallo, após a conquista da Copa América de 1997, na Bolívia.
À disposição
Em entrevista concedida na última terça-feira ao Jornal Litoral, da rádio RTL Santos, a vereadora paulistana e ex-deputada estadual Janaina Paschoal (PP) afirmou que colocou seu nome à disposição do partido para concorrer ao Senado como cabeça de chapa ou como uma das suplentes do deputado federal e ex-secretário de Estado da Segurança Pública Guilherme Derrite (PP).
Câmara Federal? Nem pensar
Professora da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Janaina admitiu que recebeu convites do PP e de outros partidos para concorrer a deputada federal, mas disse que não tem essa pretensão. “Gosto de fazer um trabalho mais artesanal. Vejo aquele gigantismo da Câmara como contraproducente”, explicou ela, em resposta ao apresentador Rick Santos.
Fonte: BS9


