A Bayer ingressou com ações em tribunais federais dos Estados Unidos
Agrolink
– Leonardo Gottems
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A Bayer ingressou com ações em tribunais federais dos Estados Unidos – Foto: Pixabay
A disputa judicial sobre direitos de propriedade intelectual voltou a colocar em evidência a origem de tecnologias que hoje sustentam aplicações médicas avançadas. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, o movimento expõe como inovações desenvolvidas no agro acabaram servindo de base para soluções adotadas décadas depois pela indústria farmacêutica.
No início de janeiro, a Bayer ingressou com ações em tribunais federais dos Estados Unidos contra empresas do setor de vacinas, alegando violação de patentes ligadas à estabilização do RNA mensageiro utilizado nos imunizantes contra a Covid-19. Os processos, protocolados em Delaware e Nova Jersey, tratam exclusivamente de propriedade intelectual e não buscam interromper a produção ou a distribuição das vacinas.
A companhia afirma que os direitos reivindicados têm origem em pesquisas conduzidas nos anos 1980 por cientistas da Monsanto, empresa incorporada ao grupo em 2018. À época, os estudos estavam focados na engenharia genética vegetal e na superação da instabilidade do mRNA, um obstáculo central para a biotecnologia agrícola e para a viabilização da transgenia em escala comercial.
“O movimento ocorre em um momento de reorganização estratégica da empresa, após anos de forte pressão jurídica. Ainda que disputas desse tipo sejam longas e frequentemente terminem em acordos, o caso reacende um debate mais amplo sobre como a inovação biotecnológica é construída ao longo do tempo. A pandemia acelerou a visibilidade do mRNA construída longe dos holofotes, no campo. Ao recolocar essa trajetória em discussão, o caso Bayer evidencia uma realidade cada vez mais clara: o agro não é apenas usuário de biotecnologia, mas uma de suas origens estruturais”, conclui.
Fonte: AGROLINK


