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Acomodação no boi gordo marca início de janeiro



A devolução parcial dos ganhos ocorreu mesmo com a reposição mantendo-se firme



A devolução parcial dos ganhos ocorreu mesmo com a reposição mantendo-se firme – Foto: Divulgação

O mercado físico do boi gordo iniciou a segunda semana de janeiro em movimento de acomodação, após os ganhos observados no começo do ano, refletindo um cenário de menor pressão de compra por parte da indústria frigorífica. De acordo com análise da StoneX, esse comportamento esteve ligado principalmente ao avanço das escalas de abate, que trouxe maior conforto operacional aos frigoríficos e ampliou seu poder de barganha, ainda que sem caracterizar uma pressão intensa sobre os preços praticados no físico.

A devolução parcial dos ganhos ocorreu mesmo com a reposição mantendo-se firme e com custos elevados, o que preserva uma relação de troca apertada e limita uma postura mais agressiva dos invernistas no curto prazo. Esse fator contribuiu para reduzir o ímpeto comprador, mas não foi suficiente para provocar quedas mais acentuadas nas cotações do boi gordo.

Em sentido oposto, o desempenho das exportações se consolidou como o principal elemento de sustentação do mercado. O crescimento expressivo nos volumes embarcados, na receita e no preço implícito em comparação ao mesmo período do ano anterior ajudou a segurar o piso das cotações, mesmo com um mercado físico menos esticado. O avanço das vendas externas compensou, em parte, o alívio observado nas escalas de abate e reforçou a percepção de equilíbrio no curto prazo.

No mercado futuro, os contratos com vencimentos mais próximos refletiram essa acomodação observada no spot. Já os vencimentos mais longos seguem indicando preços sustentados ao longo do primeiro semestre, apontando para um cenário em que escalas mais confortáveis convivem com ajustes pontuais no físico e um suporte consistente vindo do mercado externo, mantendo o equilíbrio entre oferta e demanda.

 





Fonte: AGROLINK

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