No milho, os preços recuaram
Agrolink
– Leonardo Gottems
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No milho, os preços recuaram – Foto: Pixabay
Os mercados agrícolas tiveram uma semana marcada por ajustes negativos, influenciados principalmente pela divulgação de novos dados de oferta e demanda e por movimentos nas safras da América do Sul e dos Estados Unidos. Segundo a StoneX, a soja registrou queda na Bolsa de Chicago, pressionada por um relatório WASDE de janeiro amplamente baixista para a oleaginosa.
O documento indicou aumento marginal da área plantada nos Estados Unidos, contrariando expectativas do mercado e contribuindo para maior produção no país. Ao mesmo tempo, a safra brasileira, que se encontra em estágio inicial de colheita, passou por revisão positiva, elevando os volumes estimados. Com isso, os balanços globais ampliaram a diferença entre produção e consumo, reforçando o viés negativo para os preços. O mercado também acompanhou expectativas de definições no setor de biocombustíveis, fator que trouxe volatilidade adicional às negociações ao longo do período.
No milho, mesmo com a demanda permanecendo aquecida, os preços também recuaram após um WASDE considerado surpreendentemente baixista. Os contratos futuros na CBOT caíram 4,3%, com o vencimento março encerrando a US¢424,75 por bushel, após encontrar suporte em US¢420 por bushel. Na B3, o contrato março de 2026 recuou 3,6%, fechando a R$70,30 por saca.
O relatório do USDA elevou tanto a produtividade quanto a área plantada nos Estados Unidos, ajustando a safra recorde para 432,3 milhões de toneladas. Esse movimento pressionou os futuros em Chicago, embora o consumo robusto para etanol, que atingiu produção recorde de 1,2 milhão de barris por dia, tenha ajudado a limitar perdas mais acentuadas. No Brasil, sem novidades relevantes nas safras, o mercado acompanhou o comportamento externo, enquanto o avanço da colheita da soja pode influenciar a logística e a dinâmica do milho nas próximas semanas.
Fonte: AGROLINK


