PUBLICIDADE

Produção elevada reforça pressão sobre preços do açúcar



Na temporada 2025/26, o quadro muda de forma significativa do lado indiano



Na temporada 2025/26, o quadro muda de forma significativa do lado indiano – Foto: Pixabay

A produção global de açúcar atravessa um período de pressão nos preços em meio à ampla oferta dos principais países produtores. Em 2025, o mercado foi marcado por volumes elevados no Brasil e em outras origens relevantes, enquanto a Índia, apesar de uma safra mais fraca em 2024/25, teve impacto limitado na sustentação das cotações internacionais.

Na temporada 2025/26, o quadro muda de forma significativa do lado indiano. Após um desempenho abaixo do esperado no ciclo anterior, quando a produção líquida somou 26,1 milhões de toneladas após o direcionamento de parte da cana para o etanol, o país registrou uma recuperação expressiva. Entre outubro de 2025 e meados de janeiro de 2026, foram produzidas 16 milhões de toneladas de açúcar, com moagem de 176,4 milhões de toneladas de cana e melhora da eficiência industrial. A estimativa aponta para uma produção líquida de 31,8 milhões de toneladas no ciclo, reforçando o viés baixista do mercado global.

Mesmo com o avanço produtivo, a participação da Índia no comércio internacional segue restrita. O governo autorizou 1,5 milhão de toneladas em exportações, com potencial adicional condicionado à melhora da competitividade externa. Os preços internos elevados e a paridade de exportação desfavorável dificultam novos negócios, reduzindo o incentivo econômico para embarques adicionais.

Esse cenário pode se tornar ainda mais restritivo diante da possibilidade de elevação do Preço Mínimo de Venda, mantido há anos no mesmo patamar e pressionado por entidades do setor para ajuste. Um eventual aumento fortaleceria ainda mais o mercado interno e limitaria o fluxo ao exterior.

No plano global, a influência indiana é diluída pela situação confortável do Brasil. A estimativa para o Centro-Sul indica moagem robusta e produtividade resiliente, o que, somado ao excesso de oferta mundial e a fatores macroeconômicos, reduz a probabilidade de recuperação dos preços no curto prazo.

 





Fonte: AGROLINK

Leia mais

PUBLICIDADE