Análises meteorológicas indicam a atuação de um corredor de umidade
Agrolink
– Leonardo Gottems
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Análises meteorológicas indicam a atuação de um corredor de umidade – Foto: Pexels
Em um contexto marcado pela preocupação com a possibilidade de seca ao longo do ano, áreas do Centro-Oeste e do MATOPIBA enfrentam, no curto prazo, efeitos do excesso de chuvas que podem comprometer o andamento das operações agrícolas. O volume elevado de precipitações tende a dificultar a colheita da soja e a atrasar o início do plantio da segunda safra, com reflexos diretos no planejamento produtivo.
Análises meteorológicas indicam a atuação de um corredor de umidade sobre regiões centrais do país, responsável por acumulados expressivos de chuva em Minas Gerais, Bahia, Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Entre 20 e 23 de janeiro, os volumes superaram 200 milímetros no Cerrado Mineiro e passaram de 100 milímetros em áreas do oeste baiano, de Goiás e do Médio-Norte mato-grossense. Esse padrão atmosférico reduz as janelas de tempo seco e compromete o ritmo da colheita da soja.
No Mato Grosso, as projeções não indicam a formação de um período prolongado de estiagem nas próximas duas semanas. Mesmo com o enfraquecimento do sistema a partir do fim de janeiro, a chuva deve seguir de forma irregular, com risco de um novo canal de umidade no início de fevereiro. A persistência das precipitações mantém o solo encharcado, limita o uso de máquinas e eleva o risco de atrasos na colheita e no plantio do milho safrinha.
O encurtamento da janela ideal de semeadura do milho, concentrada entre meados de janeiro e o fim de fevereiro, aumenta a exposição da cultura a possíveis déficits hídricos nas fases mais sensíveis do desenvolvimento. Esse risco é potencializado pela perspectiva climática dos próximos meses, que aponta para maior probabilidade de falta de chuva no final do ciclo, associada a temperaturas mais elevadas no Centro-Oeste.
No Sul do país, o atraso na colheita tende a ser ainda mais pronunciado, já que o plantio ocorreu mais tarde em razão do excesso de chuvas no início de novembro. Embora anos influenciados pelo El Niño favoreçam o desenvolvimento das lavouras de verão, o excesso de precipitação também pode dificultar as janelas operacionais e a retirada da produção do campo.
Fonte: AGROLINK


