EUA está proibindo o uso de corantes artificiais
Agrolink
– Leonardo Gottems
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EUA está proibindo o uso de corantes artificiais – Foto: Pixabay
O mercado de corantes naturais avança de forma consistente, impulsionado por mudanças regulatórias e pela demanda por ingredientes considerados mais seguros e transparentes. As informações são de Giovanna Cappellano, gerente de ESG e Assuntos Estratégicos na Concepta Ingredients, que acompanha a evolução desse segmento. Segundo a Meticulous Market Research, o setor global deve atingir US$ 5,42 bilhões até 2031, com crescimento médio anual de 6,5%, refletindo a preferência por produtos livres de compostos artificiais.
Nos Estados Unidos, a proibição do uso de corantes artificiais até o fim de 2026 reforça esse movimento, apoiada em estudos que associam esses aditivos a riscos à saúde. Paralelamente, cresce o interesse por soluções naturais, com parcela relevante dos consumidores priorizando rótulos que indiquem a ausência desses ingredientes.
Nesse contexto, o Extrato de Jenipapo, da espécie Genipa americana L., surge como alternativa ligada à biodiversidade brasileira. Aprovado pela Anvisa em 2025 para uso na indústria alimentícia, o ingrediente oferece tonalidade azul transparente e estável, obtida por oxidação natural da polpa do fruto. Tradicionalmente utilizado por comunidades indígenas em rituais e pinturas corporais, o jenipapo passa a ocupar espaço como substituto natural do Azul Patente V, sem OGM e compatível com dietas veganas e vegetarianas.
A estruturação dessa cadeia envolve iniciativas de uso ético da biodiversidade, como o Termo de Consentimento Prévio Informado firmado com a comunidade indígena Akroá-Gamella, no Piauí. O projeto beneficia famílias indígenas e agroextrativistas, gera renda acima do salário-mínimo e contribui para a regeneração do Cerrado e da Caatinga, fortalecendo a bioeconomia como caminho para o desenvolvimento sustentável.
“Ao transformar o jenipapo — símbolo da sabedoria tradicional — em um ingrediente de alto valor agregado, a Concepta reafirma seu papel como ponte entre as comunidades e as indústrias que têm a sustentabilidade como pilar central”, conclui.
Fonte: AGROLINK


