
Alexandre Mattos explica fracasso em negociação por Loyola e possível chegada de Michael (Crédito: Raul Baretta/SantosFC)
O executivo de futebol do Santos, Alexandre Mattos, explicou o fracasso da negociação com o volante Felipe Loyola, que estava no Independiente, da Argentina, e se transferiu para o Piza, da Itália. De acordo com o dirigente, o maior entrave para a chegada do jogador chileno ocorreu com seu ex-clube, o Huachipato, devido a dívidas antigas do Peixe. O diretor afirmou que o Santos fez tudo o que estava ao seu alcance para tentar viabilizar a negociação.
“Fizemos de tudo. Mesmo sem dinheiro, conseguimos arrumar pessoas próximas do Loyola para ajudar financeiramente, estruturamos uma jogada de longo prazo para pagar, sabíamos que em algum momento vamos vender ou convencer o Souza, confiamos na nossa torcida, como hoje, que vai lotar. Enfim, tudo o que a gente podia produzir. Na hora de assinar, me vem o presidente de um dos clubes, por respeito não vou ficar falando, todo mundo já sabe. Eu faço qualquer coisa na minha vida, menos com o Santos”, disse Mattos, em entrevista à TNT Sports antes do empate em 0 a 0 entre Santos e Red Bull Bragantino.
Sobre Michael, do Flamengo, Mattos afirmou que o jogador só chegará caso a negociação se encaixe na realidade financeira do clube. O dirigente reforçou que o Santos não será irresponsável do ponto de vista financeiro. O Peixe chegou a dialogar diretamente com o estafe do atleta para tentar acelerar as conversas com o Rubro-Negro.
“Se couber no bolso do Santos, é um grande jogador, tem currículo e tem mental forte. Não é fácil jogar na Vila. Se couber no bolso do Santos. Não vamos ser irresponsáveis fazendo tudo a qualquer preço”, afirmou.
Por fim, Mattos destacou que o clube não pretende contratar jogadores apenas para “tapar buraco” e reforçou o compromisso em priorizar a utilização da base.
“Não adianta a gente trazer para tapar buraco. O que a gente precisa é priorizar a base e ser muito assertivo, que é o que estamos fazendo. Por isso temos duas contratações e, se puder ter mais, desde que caiba no bolso do Santos, vamos fazer. Não adianta sonhar em trazer o melhor atacante, o melhor zagueiro ou o melhor lateral do mundo. O Santos não tem condição para isso. Precisamos ser assertivos e valorizar a base”, finalizou.
Fonte: Diário do Peixe


