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2025 foi o sétimo ano mais quente da história no Brasil


Segundo o INMET, a média registrada em 2025 foi 0,33 °C superior à normal climatológica de 1991 a 2020. O valor posiciona o ano como o sétimo mais quente do período analisado, ficando atrás de 2024, que permanece como o mais quente da série, com 25,02 °C — um desvio de 0,79 °C em relação à média histórica.

A análise confirma uma tendência de elevação térmica progressiva, com destaque para as últimas duas décadas, que concentram a maior parte dos anos mais quentes já registrados. A partir dos anos 2000, os desvios positivos se tornam mais recorrentes, alinhando o cenário brasileiro ao padrão global de aquecimento.

Embora não lidere o ranking de calor no Brasil, 2025 foi o terceiro ano mais quente no planeta, conforme dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Na América do Sul, o ano ocupou a sexta posição, evidenciando a coerência entre os padrões climáticos nacionais, regionais e globais.

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No território brasileiro, o aumento das temperaturas foi mais intenso em áreas como o Paraná, Mato Grosso, sul do Pará e a maior parte da Região Nordeste. Nessas regiões, os valores médios se mantiveram consistentemente acima da climatologia de referência, afetando setores sensíveis à variação térmica, como a agricultura e o abastecimento hídrico.

Todas as estações do ano registraram aumento da temperatura média em 2025. A primavera apresentou o maior desvio, com 0,74 °C acima da média, seguida pelo inverno (+0,61 °C), outono (+0,58 °C) e verão (+0,43 °C). A análise sazonal confirma a persistência do aquecimento em todas as épocas do ano.

A avaliação histórica mostra que os anos mais amenos se concentraram entre as décadas de 1960 e 1980. Desde o início dos anos 2000, o padrão se inverteu, com prevalência de valores acima da média climatológica, consolidando um novo regime térmico no país.

Com dois anos consecutivos entre os mais quentes já registrados, o Brasil segue o movimento observado em escala global, indicando alterações estruturais no comportamento climático. 





Fonte: AGROLINK

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