{"id":9716,"date":"2025-04-02T15:06:53","date_gmt":"2025-04-02T18:06:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/autismo-entenda-os-impactos-do-diagnostico-tardio-em-adultos\/"},"modified":"2025-04-02T15:06:53","modified_gmt":"2025-04-02T18:06:53","slug":"autismo-entenda-os-impactos-do-diagnostico-tardio-em-adultos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/autismo-entenda-os-impactos-do-diagnostico-tardio-em-adultos\/","title":{"rendered":"Autismo: entenda os impactos do diagn\u00f3stico tardio em adultos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Desde que pode se lembrar, a nutricionista\u00a0Beatriz Lamper Martinez, de 48 anos, sempre apresentou caracter\u00edsticas distintas e que, at\u00e9 pouco tempo, n\u00e3o podiam ser facilmente explicadas<strong>.\u00a0<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1637167&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>Na inf\u00e2ncia, a m\u00e3e se referia a ela como uma crian\u00e7a excessivamente sens\u00edvel e madura para a idade, que se envolvia emocionalmente com problemas de pessoas mais velhas<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Na adolesc\u00eancia, ela teve poucos melhores amigos, o que se mant\u00e9m ainda hoje. Durante a vida adulta, foram muitas as dificuldades de conviv\u00eancia e poucos relacionamentos duradouros.<\/strong><\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=419562:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/nRu42urAXlh_mhVsPGs42CGgRJk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/04\/02\/beatriz_lamper_martinez_diagnosticada_com_tea_.jpg?itok=PiFagSSj\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 02\/04\/2025 -  A nutricionista Beatriz Lamper Martinez foi diagnosticada com\u00a0TEA\u00a0aos\u00a047\u00a0anos&#13;&#10;Foto: Beatriz Lamper Martinez\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Beatriz Lamper Martinez\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/nRu42urAXlh_mhVsPGs42CGgRJk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/04\/02\/beatriz_lamper_martinez_diagnosticada_com_tea_.jpg?itok=PiFagSSj\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 02\/04\/2025 -  A nutricionista Beatriz Lamper Martinez foi diagnosticada com\u00a0TEA\u00a0aos\u00a047\u00a0anos&#13;&#10;Foto: Beatriz Lamper Martinez\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Beatriz Lamper Martinez\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=419562 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=419562-->Beatriz Lamper Martinez foi diagnosticada com\u00a0TEA\u00a0aos\u00a047\u00a0anos <strong>Foto: <\/strong><strong>Beatriz Lamper Martinez\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=419562--><br type=\"_moz\"\/><br \/>\n<\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Em setembro do ano passado, Beatriz foi diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA). \u00c0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, ela disse que buscou o diagn\u00f3stico porque, desde 2013, era tratada para transtornos como depress\u00e3o e ansiedade, mas sem sucesso. \u201cMuda medica\u00e7\u00e3o, aumenta medica\u00e7\u00e3o, mas eu nunca ficava est\u00e1vel\u201d.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Foi um relacionamento com o pai de uma crian\u00e7a com TEA que a fez abrir os olhos para caracter\u00edsticas pr\u00f3prias que coincidiam com o quadro em quest\u00e3o. \u201cAo longo dos meses, comecei a me identificar com aquelas informa\u00e7\u00f5es\u201d.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cForam oito meses tendo acesso a tudo isso. Comecei a ler a respeito, procurar mais coisa. Resolvi ir atr\u00e1s de um psiquiatra que entendesse do assunto. Inicialmente, me deram um diagn\u00f3stico cl\u00ednico de TEA. No fundo, eu j\u00e1 sabia, mas fui fazer testes neuropsicol\u00f3gicos. Procurei uma cl\u00ednica, j\u00e1 que \u00e9 uma bateria de exames, perguntas, desenhos, entrevistas. E veio a confirma\u00e7\u00e3o de que sou mesmo autista n\u00edvel 1 de suporte. O diagn\u00f3stico tamb\u00e9m acusou altas habilidades, com QI [quociente de intelig\u00eancia] acima da m\u00e9dia.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Com o diagn\u00f3stico, Beatriz pode entender que as crises que se manifestaram durante boa parte da vida n\u00e3o eram pura e simplesmente causadas por transtornos como ansiedade ou depress\u00e3o<\/strong>. \u201cNa literatura, mulheres que t\u00eam diagn\u00f3stico tardio de TEA, em sua maioria, desenvolvem ansiedade e depress\u00e3o na vida adulta\u201d. Atualmente, as crises, segundo ela, se mant\u00eam presentes, mas s\u00e3o compreendidas de uma forma completamente diferente diante do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>\u201cHoje, por exemplo, estou muito, muito cansada. N\u00e3o consigo me levantar, estou em crise. Antes, eu achava que isso era o in\u00edcio de uma depress\u00e3o, uma reca\u00edda. Hoje, sei que n\u00e3o estou tendo uma reca\u00edda, estou tendo uma crise. Preciso descansar, ficar quieta, dormir e, com isso, vou melhorar. O diagn\u00f3stico, pra mim, trouxe uma certa liberta\u00e7\u00e3o pra poder entender porque tenho sempre tantas crises, tantos altos e baixos.\u201d<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cQuando recebi o diagn\u00f3stico, foi um certo al\u00edvio. Pra come\u00e7ar a me entender de uma outra forma. Antes, eu pensava: \u2018Que sentido tem a vida? Pra qu\u00ea viver desse jeito, sempre tendo crises, com vontade de ficar quieta, de n\u00e3o querer fazer as coisas\u2019? Com o diagn\u00f3stico, a gente pensa: \u2018Eu sou s\u00f3 diferente e preciso aprender a lidar com isso\u2019. No in\u00edcio, foi um al\u00edvio. Mas, logo em seguida, j\u00e1 vieram v\u00e1rias quest\u00f5es sociais muito dif\u00edceis de lidar\u201d, disse, ao relatar que, entre os membros da fam\u00edlia, apenas a irm\u00e3 sabe do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u201cA sociedade n\u00e3o est\u00e1 preparada, como um todo. Pessoas muito pr\u00f3ximas de mim foram bem resistentes ao meu diagn\u00f3stico, o que me chocou muito. Mas a gente tem que entender, a vida \u00e9 assim.<\/strong> No trabalho, pedi pra fazer mudan\u00e7as de rotina porque eu trabalhava em um ambiente com muito est\u00edmulo sensorial. Minha chefe direta me mudou de \u00e1rea, fui pra um setor administrativo mais calmo, mais tranquilo. O trabalho em si foi adaptado. E entrei com um pedido de reconhecimento de PCD [pessoa com defici\u00eancia] pra ter meus direitos\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;Aeroportos passar\u00e3o a ter salas especiais para passageiros autistas<\/strong><\/p>\n<h2>Cecilia Avila<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=419563:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/hXqFqgHy_WExYlSoicfRofGaPRo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/04\/02\/cecilia_avila_diagnosticada_com_tea_.jpg?itok=n1fiHyz2\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 02\/04\/2025 -  A publicit\u00e1ria Cecilia Avila foi diagnosticada com TEA\u00a0aos\u00a023\u00a0anos.&#13;&#10;Foto: Cecilia Avila\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Cecilia Avila\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/hXqFqgHy_WExYlSoicfRofGaPRo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/04\/02\/cecilia_avila_diagnosticada_com_tea_.jpg?itok=n1fiHyz2\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 02\/04\/2025 -  A publicit\u00e1ria Cecilia Avila foi diagnosticada com TEA\u00a0aos\u00a023\u00a0anos.&#13;&#10;Foto: Cecilia Avila\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Cecilia Avila\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=419563 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=419563-->Cecilia Avila foi diagnosticada com TEA\u00a0aos\u00a023\u00a0anos &#8211; <strong>Cecilia Avila\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=419563--><br type=\"_moz\"\/><br \/>\n<\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>A publicit\u00e1ria Cecilia Avila, de 24 anos, sempre apresentou sensibilidade extrema a sons e texturas, principalmente de roupas. Quando crian\u00e7a, reclamava com a m\u00e3e de etiquetas e tecidos que pinicavam<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>Ainda na inf\u00e2ncia, tamb\u00e9m detestava que penteassem seu cabelo. \u201cFicava cheio de n\u00f3s e, pra desembara\u00e7ar depois, era um sofrimento\u201d, lembra.\u00a0<\/p>\n<p>Durante a adolesc\u00eancia, teve dificuldade pra fazer amigos e pra compreender piadas e ironias, mesmo em tirinhas simples usadas nas aulas de l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<blockquote>\n<p>No ano passado, Cecilia tamb\u00e9m foi diagnosticada com TEA. \u201cEu n\u00e3o me encaixava em algumas rela\u00e7\u00f5es sociais. Sempre fui mascarando essas coisas. At\u00e9 que, adulta, uma colega que estudou comigo comentou que teve o diagn\u00f3stico. Conversei com ela e, assim, come\u00e7ou a minha busca. Querendo ou n\u00e3o, o diagn\u00f3stico tardio impacta porque a gente cresceu mascarando os nossos tra\u00e7os. Se n\u00e3o mascarava, as pessoas falavam que era frescura, s\u00f3 uma sensibilidadezinha que depois passa, birra ou drama.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u201cVoc\u00ea cresceu de uma forma e, quando vem o diagn\u00f3stico, voc\u00ea sente: \u2018Nossa, finalmente consigo me entender<\/strong>. Sei o que tenho e n\u00e3o fui s\u00f3 uma crian\u00e7a chata, fresca, dram\u00e1tica, que n\u00e3o queria vestir as coisas\u2019. Por outro lado, a gente fica duvidando: \u2018Ser\u00e1 que eu realmente sou autista?\u2019 A gente cresceu ouvindo coisas e, quando vem a explica\u00e7\u00e3o, a gente fica meio na d\u00favida. Mas, ao mesmo tempo, \u00e9 um al\u00edvio.\u201d<\/p>\n<p><strong>Para a publicit\u00e1ria, um combo de fatores normalmente leva ao diagn\u00f3stico tardio de TEA, incluindo falta de informa\u00e7\u00e3o, dificuldade de acesso aos sistemas de sa\u00fade, dificuldades financeiras e falta de apoio familiar<\/strong>. \u201cMuitas vezes, os filhos s\u00e3o diagnosticados com TEA e os pais, quando v\u00e3o pesquisar para entender os filhos, acabam se vendo muito naquelas caracter\u00edsticas. H\u00e1 muitos relatos assim\u201d, disse.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAcredito que o diagn\u00f3stico, mesmo sendo tardio, \u00e9 importante. Voc\u00ea passa a se conhecer, entende os seus limites, entende at\u00e9 aonde pode ir, quanto tempo voc\u00ea consegue ficar numa intera\u00e7\u00e3o social, quanto tempo consegue suportar determinados barulhos ou luzes. E envolve comidas tamb\u00e9m, j\u00e1 que o autismo traz uma seletividade alimentar que pode variar muito de caso pra caso.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cCabe \u00e0s pessoas entender que n\u00e3o \u00e9 frescura. \u2018Ai, barulho alto\u2019. N\u00e3o \u00e9 frescura, est\u00e1 realmente incomodando. \u2018Ai, n\u00e3o come tal coisa\u2019. N\u00e3o \u00e9 frescura, \u00e9 que eu realmente n\u00e3o consigo comer. Nesse sentido, o diagn\u00f3stico, mesmo que tardio, ajuda, porque a gente come\u00e7a a se entender e ver que, l\u00e1 na inf\u00e2ncia, n\u00e3o era uma crian\u00e7a fresca, chata ou birrenta e que havia uma explica\u00e7\u00e3o pra voc\u00ea agir como agia. O diagn\u00f3stico tardio pode ajudar na qualidade de vida pra que, a partir da\u00ed, ela comece uma vida mais tranquila e dentro das limita\u00e7\u00f5es dela,\u201d Cecilia.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;Senado aprova inclus\u00e3o de perguntas sobre autismo no Censo<\/strong><\/p>\n<h2>Especialista<\/h2>\n<p><strong>Para o psic\u00f3logo Leandro Cunha, o diagn\u00f3stico de TEA, ainda que tardio, \u00e9 fundamental no sentido de permitir que o indiv\u00edduo compreenda melhor suas caracter\u00edsticas e dificuldades, facilitando o acesso a tratamentos e apoio adequados. \u201cIsso pode melhorar significativamente a qualidade de vida do adulto, provendo bem-estar emocional e inclus\u00e3o social \u2013 n\u00e3o s\u00f3 para ele, mas para as pessoas ao redor dele\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo ele, alguns fatores contribuem para o diagn\u00f3stico tardio, sobretudo em adultos. \u201cA crian\u00e7a apresenta a caracter\u00edstica, em si, desde cedo, algo que \u00e9 muito observado nos dias de hoje. Mas, nos adultos, trata-se da pr\u00f3pria falta de conhecimento e de conscientiza\u00e7\u00e3o, tanto da pr\u00f3pria pessoa como de quem est\u00e1 ao redor, al\u00e9m de cren\u00e7as culturais que minimizam ou deixam um pouco de lado esses sinais. &#8216;O adulto n\u00e3o pode ter isso ou aquilo&#8217;\u201d, disse.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cH\u00e1 tamb\u00e9m o pr\u00f3prio estigma social associado ao TEA. Al\u00e9m disso, alguns sintomas sutis podem ser confundidos com outras condi\u00e7\u00f5es, como TOC, TDAH\u201d, contou. De acordo com o especialista, muitos diagn\u00f3sticos tardios de TEA est\u00e3o associados ao n\u00edvel 1 de suporte, popularmente conhecido como autismo leve. \u201cIndiv\u00edduos nesse n\u00edvel podem apresentar dificuldades bem sutis na intera\u00e7\u00e3o social e na comunica\u00e7\u00e3o, levando ao n\u00e3o reconhecimento dos sinais, inclusive durante a inf\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A partir do diagn\u00f3stico, ainda que tardio, o caminho a ser seguido, segundo Cunha, \u00e9 simples: buscar informa\u00e7\u00f5es detalhadas e sobre como o TEA afeta a vida adulta, al\u00e9m de apoio profissional por meio de terapeutas ocupacionais, aconselhamento psicol\u00f3gico e mesmo grupos de apoio e comunidades que compartilham da mesma experi\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA aus\u00eancia de diagn\u00f3stico e a falta de suporte adequado podem levar a dificuldades na vida adulta, incluindo dificuldades acad\u00eamicas; problemas no ambiente de trabalho, afetando o desempenho profissional; dificuldades nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais e sociais; maior incid\u00eancia de transtornos de humor e ansiedade. Por qu\u00ea? Porque a pessoa n\u00e3o sabe nem o que tem, n\u00e3o tem o diagn\u00f3stico. Est\u00e1 tudo sendo confundido, gerando dificuldades na vida adulta\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-04\/autismo-entenda-os-impactos-do-diagnostico-tardio-em-adultos\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que pode se lembrar, a nutricionista\u00a0Beatriz Lamper Martinez, de 48 anos, sempre apresentou caracter\u00edsticas distintas e que, at\u00e9 pouco tempo, n\u00e3o podiam ser facilmente explicadas.\u00a0 Na inf\u00e2ncia, a m\u00e3e se referia a ela como uma crian\u00e7a excessivamente sens\u00edvel e madura para a idade, que se envolvia emocionalmente com problemas de pessoas mais velhas.\u00a0 Na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9717,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-9716","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9716"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9716\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9717"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}