{"id":9014,"date":"2025-03-30T13:03:56","date_gmt":"2025-03-30T16:03:56","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/parcels-chega-ao-brasil-com-expectativa-tao-alta-que-precisa-diminuir-da-pistas-sobre-novo-album-e-explica-fluxo-alemanha-australia\/"},"modified":"2025-03-30T13:03:56","modified_gmt":"2025-03-30T16:03:56","slug":"parcels-chega-ao-brasil-com-expectativa-tao-alta-que-precisa-diminuir-da-pistas-sobre-novo-album-e-explica-fluxo-alemanha-australia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/parcels-chega-ao-brasil-com-expectativa-tao-alta-que-precisa-diminuir-da-pistas-sobre-novo-album-e-explica-fluxo-alemanha-australia\/","title":{"rendered":"Parcels chega ao Brasil com &#8216;expectativa t\u00e3o alta que precisa diminuir&#8217;, d\u00e1 pistas sobre novo \u00e1lbum e explica fluxo Alemanha-Austr\u00e1lia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Ap\u00f3s uma breve visita \u00e0 Am\u00e9rica do Sul em 2019, <strong>Parcels<\/strong> desembarca pela primeira vez no Brasil para dois shows. A banda se apresenta no <strong>Lollapalooza<\/strong> neste domingo, 30, e na Audio \u2014 em sideshow do festival \u2014 na segunda-feira, 31.\u00a0<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 <em><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/em>, o guitarrista <strong>Jules Crommelin<\/strong> falou sobre as expectativas para a estreia no pa\u00eds. A conversa aconteceu em 19 de fevereiro, mesmo dia em que o m\u00fasico aterrissou em Berlim para iniciar os ensaios com a banda.\u00a0<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>Para ser sincero, sinto que a expectativa est\u00e1 t\u00e3o alta que precisa diminuir. Recebemos tanto amor e apoio dos nossos f\u00e3s brasileiros nas redes sociais. \u00c9 doido que ainda n\u00e3o estivemos a\u00ed. Mas n\u00f3s vamos, e eu estou nervoso e ansioso.<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo <strong>Jules<\/strong>, apenas <strong>Noah Hill<\/strong> (baixo) e ele moram na Austr\u00e1lia, onde nasceram, atualmente. Os outros integrantes \u2014 <strong>Patrick Hetherington<\/strong> (teclado e guitarra), <strong>Louie Swain<\/strong> (teclado) e <strong>Toto Serret<\/strong> (percuss\u00e3o) \u2014 continuam em Berlim, para onde todos eles se mudaram pouco depois do in\u00edcio do grupo, em 2014.<\/p>\n<p>&#8220;T\u00ednhamos pouca rela\u00e7\u00e3o com a cena musical australiana, porque nos mudamos para Berlim uns seis meses depois de formar o <strong>Parcels<\/strong>. Nos mudamos e, para ser sincero, tamb\u00e9m n\u00e3o faz\u00edamos parte da cena de Berlim&#8221;, lembrou <strong>Jules<\/strong>. &#8220;Quando come\u00e7amos, n\u00f3s toc\u00e1vamos folk na rua para pagar pela comida, porque mor\u00e1vamos todos juntos e est\u00e1vamos pobres.&#8221;<\/p>\n<p>O tr\u00e2nsito entre Austr\u00e1lia e Alemanha continua constante para o guitarrista, que tamb\u00e9m assume os vocais com os outros membros: &#8220;Sinceramente, estamos sempre juntos, trabalhando constantemente. Ent\u00e3o, eu meio que volto para casa, na Austr\u00e1lia, por um m\u00eas e depois viajo de novo, para uma turn\u00ea&#8230; Especialmente neste ano, ser\u00e1 uma loucura&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Jules<\/strong> admitiu que o fluxo entre os dois pa\u00edses tamb\u00e9m se manifesta nas influ\u00eancias do <strong>Parcels<\/strong>, admitindo que <strong>Tame Impala<\/strong>, da Austr\u00e1lia, e a club music, g\u00eanero que ganhou bastante espa\u00e7o na Alemanha, est\u00e3o entre as inspira\u00e7\u00f5es para seus \u00faltimos discos.\u00a0<\/p>\n<p>Sobre pr\u00f3ximos lan\u00e7amentos, o artista contou que j\u00e1 est\u00e1 terminando um novo \u00e1lbum com o grupo. Dessa vez, eles se desvenciliaram de conceitos para permitir que o disco surgisse das composi\u00e7\u00f5es \u2014 uma &#8220;abordagem reversa&#8221; em rela\u00e7\u00e3o a <em><strong>Day\/Night<\/strong><\/em> (2021). No \u00faltimo projeto, a banda foi guiada por contrastes que definiram o rumo das faixas. Agora, o disco in\u00e9dito ser\u00e1 &#8220;meio que um retorno ao in\u00edcio do <strong>Parcels<\/strong>&#8220;, garantiu <strong>Jules<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>O m\u00fasico confessou que foi um grande f\u00e3 de metal na adolesc\u00eancia quando recebeu a informa\u00e7\u00e3o de que o <strong>Parcels<\/strong> se apresenta no Palco Samsung Galaxy antes de <strong>Tool<\/strong>. Ele ainda elogiou o <strong>Sepultura<\/strong> e n\u00e3o mostrou muita preocupa\u00e7\u00e3o com a poss\u00edvel presen\u00e7a de metaleiros no p\u00fablico de seu show no <strong>Lollapalooza Brasil<\/strong>. <strong>Jules<\/strong> perguntou tamb\u00e9m perguntou se <strong>Charli XCX<\/strong> estava no line-up e se decepcionou com a resposta negativa.<\/p>\n<p>Leia abaixo entrevista na \u00edntegra com <strong>Parcels<\/strong>:<\/p>\n<hr\/>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Vi hoje, mais cedo, que voc\u00ea pegou um v\u00f4o para Berlim para ensaiar, certo? Ent\u00e3o voc\u00ea est\u00e1 vivendo na Austr\u00e1lia agora?<\/strong><br \/>Jules Crommelin: Sim, estou vivendo na Austr\u00e1lia h\u00e1 um ano, eu acho. Sim, acabei de pegar um avi\u00e3o, e vamos come\u00e7ar a ensaiar amanh\u00e3. Tenho que vencer o jet lag \u2014 da Austr\u00e1lia at\u00e9 aqui \u00e9 um v\u00f4o longo.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Voc\u00ea tamb\u00e9m est\u00e1 lidando com o frio, n\u00e9?<\/strong><br \/>Jules Crommelin: Sim, est\u00e1 bem frio. Mas nunca vi Berlim t\u00e3o bonita! Est\u00e1 nevando, frio e com uma brisa boa. Eu amei!<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: E onde os outros membros do Parcels est\u00e3o morando agora?<\/strong><br \/>Jules Crommelin: <strong>Noah<\/strong> e eu moramos na Austr\u00e1lia. Os outros, <strong>Toto<\/strong>, <strong>Patrick<\/strong> e <strong>Louie<\/strong>, vivem em Berlim. Mas, sinceramente, estamos sempre juntos, trabalhando constantemente. Ent\u00e3o, eu meio que volto para casa, na Austr\u00e1lia, por um m\u00eas e depois viajo de novo, para uma turn\u00ea&#8230; Especialmente neste ano, ser\u00e1 uma loucura.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Voc\u00eas j\u00e1 vieram para a Am\u00e9rica do Sul, mas nunca para o Brasil. O que esperam dos dois shows aqui?<\/strong><br \/>Jules Crommelin: Para ser sincero, sinto que a expectativa est\u00e1 t\u00e3o alta que precisa diminuir. Recebemos tanto amor e apoio dos nossos f\u00e3s brasileiros nas redes sociais. \u00c9 doido que ainda n\u00e3o estivemos a\u00ed. Mas n\u00f3s vamos, e eu estou nervoso e ansioso.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Voc\u00eas tocar\u00e3o logo antes de Tool no Lollapalooza. Ent\u00e3o, as chances de esbarrarem com metaleiros \u00e9 bem grande. Como se sentem sobre isso?<\/strong><br \/>Jules Crommelin: Bom, isso ser\u00e1 \u00f3timo. Cresci ouvindo metal. Tive uma fase metaleira, quando tinha 15, 16 ou 17 anos \u2014 fiquei muito por dentro do metal. N\u00e3o ouvia muito <strong>Tool<\/strong>, era mais hardcore, f\u00e3 de <strong>Megadeth<\/strong>, <strong>Pantera<\/strong>, <strong>Slayer<\/strong>&#8230;\u00a0<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Voc\u00ea quer assistir a alguns shows no Lollapalooza?<\/strong><br \/>Jules Crommelin: Sim&#8230; Esqueci o line-up. <strong>Charli XCX<\/strong> vai tocar?<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: N\u00e3o, infelizmente n\u00e3o [risos].<\/strong><br \/>Jules Crommelin: Droga! Eu realmente quero ver <strong>Charli XCX<\/strong>. Quem s\u00e3o os headliners? Eu esqueci!<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Voc\u00eas v\u00e3o tocar no mesmo dia que Justin Timberlake, eu acho. Ter\u00e1 Foster The People, Michael Kiwanuka&#8230; E, como eu disse, Tool toca logo depois de voc\u00eas.<\/strong><br \/>Jules Crommelin: Parece um dia bom. Estou um pouco nervoso de subir ao palco. Tocamos depois do <strong>Tool<\/strong>?<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: N\u00e3o, antes!<\/strong><br \/>Jules Crommelin: Ufa, assim \u00e9 melhor.<\/p>\n<p><strong>Assessor: Voc\u00eas tocam depois do Sepultura. [Na verdade, Parcels toca antes do Sepultura]<br \/><\/strong>Jules Crommelin: <strong>Sepultura<\/strong>? Meu Deus! Isso \u00e9 incr\u00edvel. Loucura, n\u00f3s vamos soar t\u00e3o fraquinhos perto deles. Eles s\u00e3o pesados, muito pesados. Eu gostava de uma m\u00fasica deles quando era adolescente, n\u00e3o consigo lembrar o nome, mas eles s\u00e3o bons.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Vamos falar de m\u00fasica. Quando voc\u00eas estavam se dedicando ao que eu chamaria de funk, a Austr\u00e1lia parecia estar servindo de ber\u00e7o para a m\u00fasica psicod\u00e9lica dos anos 2010. Sei que se mudaram para Berlim quando eram muito jovens e porque queriam deixar a cidade natal, mas voc\u00ea acha que a Alemanha influenciou a m\u00fasica de voc\u00eas, talvez com a cultura dance e club.<\/strong><br \/>Jules Crommelin: Sim! T\u00ednhamos pouca rela\u00e7\u00e3o com a cena musical australiana, porque nos mudamos para Berlim uns seis meses depois de formar o <strong>Parcels<\/strong>. Nos mudamos e, para ser sincero, tamb\u00e9m n\u00e3o faz\u00edamos parte da cena de Berlim. Quando come\u00e7amos, n\u00f3s toc\u00e1vamos folk na rua para pagar pela comida, porque mor\u00e1vamos todos juntos e est\u00e1vamos pobres. Come\u00e7amos a fazer alguns shows aqui e ali, mas, sim, nos mudamos achando que \u00e9ramos uma banda de m\u00fasica eletr\u00f4nica. Rapidamente, percebemos que n\u00e3o \u00e9ramos um grupo eletr\u00f4nico. A m\u00fasica eletr\u00f4nica \u00e9 muito diferente do que eu pensava que era. Descobrimos a club music, e isso com certeza influenciou, mas mais tarde. Nosso \u00faltimo disco ao vivo vai completamente na dire\u00e7\u00e3o da club music. \u00c9 um resultado dos anos em que fomos para boates em Berlim e descobrimos a m\u00fasica eletr\u00f4nica e trance. Foi uma grande descoberta, nos deixou obcecados. N\u00f3s transformarmos nosso set em trance, fizemos um disco e seguimos em frente.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Voc\u00eas lan\u00e7aram \u201cLeaveyourlove\u201d recentemente. Como escolheram os artistas para as diferentes vers\u00f5es da m\u00fasica?<br \/><\/strong>Jules Crommelin: Basicamente, s\u00e3o todos amigos que fizemos pelo caminho. Nos encontramos em festivais e aleatoriamente, por meio de mensagens com elogios no Instagram. Aconteceu por sermos uma banda, recebermos mensagens e encontrarmos pessoas pela estrada. Foi muito natural.\u00a0<\/p>\n<p><iframe allowfullscreen=\"allowfullscreen\" frameborder=\"0\" height=\"352\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/0XaC8kf08riuHyWDMJfPbQ?utm_source=generator\" style=\"border-radius: 12px;\" width=\"100%\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: Voltando ao assunto anterior. Voc\u00ea acha que tem pelo menos algumas influ\u00eancias australianas? N\u00e3o sei se \u00e9 o caso, mas algo como Tame Impala ou Pond, por exemplo.<br \/><\/strong>Jules Crommelin: Sim, definitivamente <strong>Tame Impala<\/strong>. Lembro de quando <strong><em>Currents<\/em><\/strong> [2015] foi lan\u00e7ado, est\u00e1vamos trabalhando no nosso primeiro EP. Fiquei obcecado por aquele \u00e1lbum. Amei muito. Fizemos aquele EP sozinhos e contratamos uma pessoa para mix\u00e1-lo. Lembro de pedir a esse engenheiro de som que fizesse a bateria soar como <strong>Tame Impala<\/strong>. N\u00e3o ficou nada parecido [risos]. \u00c9 uma influ\u00eancia, mas talvez n\u00e3o d\u00ea para ouvir.<\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: <em>Day\/Night<\/em> foi lan\u00e7ado durante a pandemia, e voc\u00eas tiveram mais tempo para grav\u00e1-lo por causa disso. Como foi trabalhar no \u00e1lbum e como voc\u00eas encontraram um tema para ele?<br \/><\/strong>Jules Crommelin: Vou precisar buscar na minha mem\u00f3ria. Fomos muito sortudos, porque gravamos no est\u00fadio La Frette, em Paris, enquanto a covid rolava. De alguma forma, encontramos uma janela em que era poss\u00edvel que todos estiv\u00e9ssemos juntos nesse est\u00fadio para trabalhar. Est\u00e1vamos ensaiando em Berlim antes de gravar, basicamente isolados como uma banda, tocando as m\u00fasicas todos os dias. Foi um per\u00edodo de concentra\u00e7\u00e3o. Tinha um sentimento do tipo: \u2018P***, n\u00f3s realmente precisamos melhorar antes de fazer esse pr\u00f3ximo disco\u2019. Nos esfor\u00e7amos muito para tocar melhor nossos instrumentos. Passamos dois meses aprendendo m\u00fasicas de outras pessoas e tocando como uma banda, fazendo jams, pegando trechos de faixas de outros artistas, ouvindo o baixo, as guitarras, a bateria, com curiosidade pelas m\u00fasicas que nos inspiraram. E depois fomos para o est\u00fadio por mais dois meses e gravamos os dois \u00e1lbuns consecutivamente.<\/p>\n<p>N\u00e3o lembro bem como a ideia surgiu, mas acho que <strong>Pat [Hetherington]<\/strong> sugeriu que fiz\u00e9ssemos dois discos em um. A\u00ed, no <strong>Coachella<\/strong>, vimos <strong>Gesaffelstein<\/strong> tocar e ficamos de queixo ca\u00eddo. Naquele momento, pensei: \u2018Meu Deus! Imagina se fiz\u00e9ssemos um \u00e1lbum das sombras para o \u00e1lbum das luzes. Poder\u00edamos trazer esse personagem sombrio para a banda\u2019. Sent\u00edamos que n\u00e3o conseguir\u00edamos fazer isso, que est\u00e1vamos presos. Assim, pudemos expandir os opostos. Isso foi muito empolgante e foi o come\u00e7o da ideia, dia e noite, branco e preto. N\u00e3o t\u00ednhamos um nome no come\u00e7o, mas sab\u00edamos que seriam os opostos, e fic\u00e1vamos falando: \u2018Dia e noite, dia e noite, dia e noite\u2019. A partir da\u00ed, pensamos em fazer um longa-metragem e colocar as m\u00fasicas nele. Quer\u00edamos muito isso, mas, claro, n\u00e3o t\u00ednhamos or\u00e7amento para fazer um filme. Dever\u00edamos saber disso. Mas fui inspirado por muitas trilhas sonoras, \u00e1lbuns de filmes que ouvi na \u00e9poca. \u00c9 isso, a trilha sonora para um filme que nunca foi feito.<\/p>\n<p><iframe title=\"Parcels - Safeandsound (Live)\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RuAfi96xI7c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: N\u00e3o temos muito tempo sobrando, mas farei mais algumas perguntas. O processo de composi\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 o mesmo de quando voc\u00eas gravaram <em>Day\/Night<\/em> ou aquilo s\u00f3 aconteceu na pandemia? J\u00e1 est\u00e3o trabalhando em um novo \u00e1lbum?<br \/><\/strong>Jules Crommelin: Mudamos a cada \u00e1lbum, sabe? O \u00faltimo foi muito conceitual, as m\u00fasicas vieram pelo conceito. Estamos terminando um \u00e1lbum agora, que foi praticamente o contr\u00e1rio. Seguindo o fluxo, sem pensar, apenas fazer a m\u00fasica e esperar para ver o \u00e1lbum que surgir\u00e1 dessas composi\u00e7\u00f5es \u2014 uma abordagem reversa, o que tem sido \u00f3timo. Como resultado, sinto que esse pr\u00f3ximo \u00e1lbum \u00e9 super aberto e meio que um retorno ao in\u00edcio do <strong>Parcels<\/strong>, no sentido de sermos abertos e nos divertirmos. N\u00e3o temos um conceito para nos restringir de alguma maneira, \u00e9 bem &#8216;uhul&#8217;.<\/p>\n<p><iframe allowfullscreen=\"allowfullscreen\" frameborder=\"0\" height=\"352\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/2FJj7NVoRCAwjFus0O1BXd?utm_source=generator\" style=\"border-radius: 12px;\" width=\"100%\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Rolling Stone Brasil: \u00daltima pergunta! Criar sonoridades diferentes para suas m\u00fasicas antigas n\u00e3o \u00e9 novidade para voc\u00eas. \u00c1lbuns ao vivo, como <em>Live Vol. 1<\/em>\u00a0e <em><em>Live Vol. 2<\/em><\/em>, s\u00e3o prova disso. Ent\u00e3o, tudo isso ajuda nos shows ao vivo?<br \/><\/strong>Jules Crommelin: Ajuda! A raz\u00e3o pela qual mudamos as coisas \u00e9 porque ficamos entediados com muita rapidez. Tipo, voc\u00ea faz uma m\u00fasica para seu disco e, quando est\u00e1 em turn\u00ea, quer fazer de um jeito diferente. Tocando ao vivo, voc\u00ea tamb\u00e9m reage ao p\u00fablico e percebe o que funciona em um ambiente ao vivo. Tocamos as mesmas m\u00fasicas milhares de vezes, ent\u00e3o gostamos de mudar para sentir que \u00e9 algo novo para a gente. Nos sentimos bem no palco e estamos ansiosos! Mas sim, para mim, continuar mudando \u00e9 uma necessidade para manter as coisas interessantes para a gente.<\/p>\n<p><iframe allowfullscreen=\"allowfullscreen\" frameborder=\"0\" height=\"352\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/4ckyPfMqe26PrOgEWdjWns?utm_source=generator\" style=\"border-radius: 12px;\" width=\"100%\"><\/iframe><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/parcels-entrevista\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s uma breve visita \u00e0 Am\u00e9rica do Sul em 2019, Parcels desembarca pela primeira vez no Brasil para dois shows. 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