{"id":88722,"date":"2026-09-15T08:07:01","date_gmt":"2026-09-15T11:07:01","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele\/"},"modified":"2026-09-15T08:07:01","modified_gmt":"2026-09-15T11:07:01","slug":"cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer: estudo alerta para riscos de melanoma fora da pele"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Nem todo melanoma est\u00e1 relacionado ao c\u00e2ncer de pele, esclarece a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer. Com origem nas c\u00e9lulas produtoras de melanina (melan\u00f3citos), o melanoma tamb\u00e9m pode se manifestar nas estruturas extracut\u00e2neas (extrapele), como no olho; em mucosas, como as da cavidade oral; e \u00f3rg\u00e3os internos dos sistemas genital e digest\u00f3rio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1702070&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Esse tipo de neoplasia maligna \u00e9 menos frequente, por\u00e9m mais agressivo e letal porque tem maior possibilidade de provocar met\u00e1stase e, com isso, se espalhar para tecidos e \u00f3rg\u00e3os vizinhos.<\/p>\n<p>A 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o do boletim An\u00e1lises e Tend\u00eancias em C\u00e2ncer, lan\u00e7ado pela funda\u00e7\u00e3o nesse m\u00eas, foca no estudo do melanoma de pele e extracut\u00e2neo. Com o t\u00edtulo <em>Melanoma: nem sempre na pele<\/em>, a publica\u00e7\u00e3o destaca que conhecer este tipo de c\u00e2ncer \u00e9 o primeiro passo para enfrent\u00e1-lo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cPara enfrentar o c\u00e2ncer, n\u00e3o basta tratar. \u00c9 preciso conhecer. Conhecer para prevenir, diagnosticar mais cedo, planejar melhor os servi\u00e7os de sa\u00fade e orientar pol\u00edticas p\u00fablicas capazes de salvar vidas\u201d, diz o boletim.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Anualmente, as edi\u00e7\u00f5es do boletim da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer mostram um retrato epidemiol\u00f3gico da doen\u00e7a no Brasil e t\u00eam o objetivo de alertar a sociedade e orientar profissionais sobre a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o, do diagn\u00f3stico precoce e do combate ao c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Os dados do boletim s\u00e3o da plataforma info.oncollect, sistema que integra a coleta, a organiza\u00e7\u00e3o e a an\u00e1lise de dados relativos a registros hospitalares de oncologia.<\/p>\n<h2>Enfrentando o melanoma<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=473818:grande_6colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/owX3BMF0b9Rxs9Y6cnV-Ky89wyA=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/09\/whatsapp_image_2026-09-09_at_10.18.30.jpeg?itok=53qc-BAF\" alt=\"09\/09\/2026 - Estudo da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer destaca que melanoma nem sempre \u00e9 na pele - Na foto Alfredo Scaff, consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo. Foto: Hugo Vilarroel\/ Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Hugo Vilarroel\/ Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/owX3BMF0b9Rxs9Y6cnV-Ky89wyA=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/09\/whatsapp_image_2026-09-09_at_10.18.30.jpeg?itok=53qc-BAF\" alt=\"09\/09\/2026 - Estudo da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer destaca que melanoma nem sempre \u00e9 na pele - Na foto Alfredo Scaff, consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo. Foto: Hugo Vilarroel\/ Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Hugo Vilarroel\/ Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=473818 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p>Alfredo Scaff, consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo &#8211; <strong>Foto:\u00a0Hugo Vilarroel\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=473818--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O estudo mostra tamb\u00e9m que o enfrentamento do melanoma de pele e extrapele no Brasil requer preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico precoce, qualifica\u00e7\u00e3o dos registros, acesso oportuno ao tratamento e articula\u00e7\u00e3o entre aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, dermatologia, oftalmologia, oncologia e demais especialidades m\u00e9dicas, como destaca o consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff.<\/p>\n<p>\u201cControlar o c\u00e2ncer \u00e9 realizar o diagn\u00f3stico da forma mais precoce poss\u00edvel, iniciar o tratamento da forma mais oportuna para que as pessoas se tratem e se curem do c\u00e2ncer. O c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a que tem cura quando diagnosticado e tratado precocemente\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), o padr\u00e3o do tratamento do melanoma \u00e9 a cirurgia da les\u00e3o prim\u00e1ria e a remo\u00e7\u00e3o dos linfonodos (g\u00e2nglios linf\u00e1ticos) envolvidos.<\/p>\n<p>A partir dessas terapias, no Brasil, entre 2014 e 2023, a cirurgia foi o principal tratamento inicial para o melanoma de pele em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, representando 84,7% de todos os procedimentos registrados.<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Sudeste lidera a realiza\u00e7\u00e3o de cirurgias como primeiro tratamento deste tipo de c\u00e2ncer, com 89,6% dos casos, enquanto o Norte apresentou o menor percentual (64,4%).<\/p>\n<p>Quanto ao deslocamento entre localidades para tratamento oncol\u00f3gico, os pesquisadores observaram que a maior parte dos pacientes realizou o tratamento na pr\u00f3pria regi\u00e3o de resid\u00eancia. Exceto no Centro-Oeste, onde foi observada a maior necessidade de deslocamento para o tratamento oncol\u00f3gico (20,2%). Segundo a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer, esse \u00e9 um sinal de \u201cum importante gargalo de acesso \u00e0 assist\u00eancia especializada.\u201d<\/p>\n<h2>Outros tratamentos<\/h2>\n<p>O Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) destaca que a quimioterapia \u00e9 amplamente adotada no tratamento de melanomas.<\/p>\n<p>Adicionalmente, em 2016, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) aprovou no Brasil o uso dos medicamentos da classe chamada de anti-PD-1: nivolumabe, pembrolizumabe; e mais recentemente, o tebentafuspe (espec\u00edfico para melanoma ocular metast\u00e1tico\/inoper\u00e1vel).<\/p>\n<p>Em 2020, a Comiss\u00e3o Nacional de Incorpora\u00e7\u00e3o de Tecnologias no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Conitec) aprovou a primeira imunoterapia no SUS para o tratamento do melanoma metast\u00e1tico, com dois agentes anti-PD1 (nivolumabe e pembrolizumabe).<\/p>\n<p>O consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff, ressalta que a chegada dos medicamentos de ponta aumentou a taxa de resposta aos tratamentos oncol\u00f3gicos, elevando expressivamente a sobrevida de pacientes com melanoma avan\u00e7ado ou em fase metast\u00e1tica.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cIsso \u00e9 um marco, j\u00e1 que a resposta cl\u00ednica, ou seja, a melhora dos pacientes saltou de menos de 10% dos pacientes em quimioterapia para at\u00e9 70% de melhora cl\u00ednica dos pacientes em imunoterapia. Isso \u00e9 revolucion\u00e1rio\u201d, comemorou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Por\u00e9m, o coordenador de Assist\u00eancia do Inca, G\u00e9lcio Mendes, aponta que, em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento do melanoma extracut\u00e2neo, as evid\u00eancias para uso de imunoterapia s\u00e3o escassas. \u201cMuitas sem nenhuma efetividade\u201d, disse.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=473924:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/mAycxX8Uig4FjNvBkb7if88--D8=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/10\/gelcio_mendes_dsc_2571.jpg?itok=eEiOgCfd\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 09\/09\/2026. - O coordenador de Assist\u00eancia do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), G\u00e9lcio Mendes. Foto: Carlos Leite\/INCA\" title=\"Carlos Leite\/INCA\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/mAycxX8Uig4FjNvBkb7if88--D8=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/10\/gelcio_mendes_dsc_2571.jpg?itok=eEiOgCfd\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 09\/09\/2026. - O coordenador de Assist\u00eancia do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), G\u00e9lcio Mendes. Foto: Carlos Leite\/INCA\" title=\"Carlos Leite\/INCA\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=473924 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p>O coordenador de Assist\u00eancia do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), G\u00e9lcio Mendes &#8211;<strong> Foto:\u00a0Carlos Leite\/Inca<\/strong><!--END copyright=473924--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O Inca explica que novas tecnologias no tratamento de neoplasias costumam somar-se \u00e0s terapias antigas eficazes, e n\u00e3o substitu\u00ed-las.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante levar em conta a magnitude do benef\u00edcio atingido nos estudos [efic\u00e1cia], o desempenho dessa tecnologia no mundo real [efetividade], a rela\u00e7\u00e3o entre custos e benef\u00edcios [custo-efetividade, efici\u00eancia], e a capacidade de financiamento, dados os custos elevados de aquisi\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o. Outro aspecto \u00e9 a estrutura do sistema para a incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologias dependentes de estruturas mais complexas\u201d, acrescentou Mendes.<\/p>\n<h2>O entrave do custo<\/h2>\n<p>Mesmo com os avan\u00e7os, os especialistas apontam que o alto custo desses medicamentos continua sendo uma grande barreira para que os pacientes dependentes do SUS tenham acesso \u00e0 imunoterapia em tempo h\u00e1bil.<\/p>\n<p>Segundo Alfredo Scaff, a supera\u00e7\u00e3o desse gargalo financeiro passa pela possibilidade da compra centralizada dos insumos por parte do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e \u00f3rg\u00e3os ligados \u00e0 pasta, articulada a uma pol\u00edtica de industrializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade com o Complexo Econ\u00f4mico-Industrial da Sa\u00fade (CEIS), com o objetivo final de conseguir produtos com valores mais acess\u00edveis junto ao mercado farmac\u00eautico.<\/p>\n<p>\u201cUsando o poder de compra do SUS para poder negociar pre\u00e7os e ampliar a produ\u00e7\u00e3o nacional consegue-se baixar muito o custo desses medicamentos e ter a garantia da produ\u00e7\u00e3o nacional\u201d, disse o\u00a0consultor da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer.<\/p>\n<p>O coordenador de Assist\u00eancia do Inca admite o alto custo dessa terapia, que, por isso, \u00e9 limitada a poucos pacientes do SUS.\u00a0G\u00e9lcio Mendes explicou que, atualmente, encontram-se em tramita\u00e7\u00e3o as modifica\u00e7\u00f5es no marco legal (portarias) que preveem a amplia\u00e7\u00e3o do programa de Assist\u00eancia Farmac\u00eautica em Oncologia no SUS (AF-Onco), e um dos focos \u00e9 o acesso a esses agentes.<\/p>\n<p>\u201cCom a nova pol\u00edtica de medicamentos oncol\u00f3gicos, expressa pelas portarias da Assist\u00eancia Farmac\u00eautica em Oncologia [AF-Onco], espera-se dar acesso aos pacientes com melanoma metast\u00e1tico \u00e0 imunoterapia, dentro dos par\u00e2metros aprovados e pactuados pela Conitec, assim como de diversas outras tecnologias.\u201d<\/p>\n<p>Alfredo Scaff ressaltou que, embora a legisla\u00e7\u00e3o represente um avan\u00e7o formal, o fluxo log\u00edstico para a distribui\u00e7\u00e3o dos rem\u00e9dios de alta tecnologia at\u00e9 a ponta do sistema de sa\u00fade ainda est\u00e1 sendo discutido e remodelada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cTodos esses mecanismos pr\u00e1ticos de como v\u00e3o se dar essa compra e o repasse aos hospitais ainda dependem de pactua\u00e7\u00e3o entre gestores. \u00c9 esse processo que n\u00f3s estamos acompanhando e que ainda est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o coordenador do estudo.<\/p>\n<p>O repasse efetivo desses medicamentos \u00e0s unidades de Assist\u00eancia de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e aos centros de Assist\u00eancia de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) permanece sob negocia\u00e7\u00e3o intergovernamental, segundo Scaff.<\/p>\n<h2>Dados do estudo sobre melanoma extrapele<\/h2>\n<p>Estudo epidemiol\u00f3gico com registros hospitalares no Brasil com avalia\u00e7\u00e3o de 42.255 casos aponta que 92,2% eram melanomas cut\u00e2neos; 5,7%, oculares e 2,5%, de mucosa.<\/p>\n<p>Entre 1990 e 2021, considerando apenas os melanomas extrapele, foram registrados 1.324 novos casos no pa\u00eds, sendo 523 ocorr\u00eancias em homens e 801, em mulheres.<\/p>\n<p>O olho foi a principal localiza\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria (75%) dos casos extracut\u00e2neos, seguido pelos \u00f3rg\u00e3os genitais (12,8%) e do sistema digest\u00f3rio (8,2%).<\/p>\n<p>Nos 993 casos analisados de melanoma ocular, 447 (45%) foram em homens e 546 (55%), em mulheres.<\/p>\n<p>Diante dos n\u00fameros, a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer alerta que, diferentemente do melanoma cut\u00e2neo, o ocular pode permanecer assintom\u00e1tico nas fases iniciais e passar despercebido, sendo identificado apenas em exames de rotina.<\/p>\n<p>Os sintomas s\u00e3o inespec\u00edficos e, por isso, podem retardar o diagn\u00f3stico. S\u00e3o eles: vis\u00e3o emba\u00e7ada, <em>flashes<\/em> luminosos, manchas no campo visual e perda visual. Por isso, o estudo alerta para necessidade do diagn\u00f3stico precoce.<\/p>\n<h2>Melanoma de pele<\/h2>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ultravioleta (UV) \u00e9 o principal fator de risco para todos os tipos de c\u00e2ncer de pele. O risco varia conforme o tipo de pele, sendo maior em indiv\u00edduos de pele clara, e depende da intensidade e do padr\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n<p>Embora o c\u00e2ncer de pele seja a neoplasia maligna mais frequente no Brasil, o melanoma de pele representa apenas 4% dos tumores malignos desse \u00f3rg\u00e3o. Mesmo sendo menos frequente, esse tipo de tumor apresenta maior agressividade e potencial de dissemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre 1990 a 2021, a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do boletim info.oncollect da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer tamb\u00e9m registrou 30.614 casos novos de melanoma de pele no Brasil, sendo mais frequentes em mulheres (15.714 ou 51,3% das ocorr\u00eancias). Os dados indicam que 14,9 mil casos (48,7%) foram em pacientes homens.<\/p>\n<p>No per\u00edodo analisado, os maiores percentuais ocorreram no tronco (22,4%), membros inferiores (19,1%) e membros superiores (13,8%). A entidade destaca que os homens apresentaram mais diagn\u00f3sticos de melanoma na orelha, couro cabeludo, pesco\u00e7o e tronco. J\u00e1 as mulheres apresentaram mais diagn\u00f3sticos de melanoma na face, membros inferiores e superiores, nesta ordem.<\/p>\n<h2>Mortalidade<\/h2>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mortalidade no Brasil, o Inca registrou, em 2023, 2.047 mortes por melanoma de pele. Entre os homens, foram registrados 1.176 \u00f3bitos (1,14 por 100 mil homens) e, entre as mulheres, 871 (0,8 por 100 mil mulheres).<\/p>\n<p>A taxa m\u00e9dia para o per\u00edodo de 2020 a 2024 foi de seis \u00f3bitos a cada 1 milh\u00e3o de habitantes no Brasil, com maiores registros entre homens (oito \u00f3bitos por 1 milh\u00e3o) do que entre mulheres (cinco \u00f3bitos por 1 milh\u00e3o).<\/p>\n<h2>Por regi\u00e3o<\/h2>\n<p>A an\u00e1lise epidemiol\u00f3gica dos dados sobre melanoma cut\u00e2neo revela que as regi\u00f5es com menor incid\u00eancia e mortalidade apresentam uma maior letalidade, como \u00e9 o caso do Norte do pa\u00eds. A Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer sugere que a situa\u00e7\u00e3o se deve ao diagn\u00f3stico tardio e a barreiras de acesso \u00e0 assist\u00eancia especializada.<\/p>\n<p>O Sul apresentou as maiores taxas de incid\u00eancia do tumor de melanoma na pele, com 44,40 casos por 1 milh\u00e3o \u2014 mais que o dobro da m\u00e9dia nacional (19,20). No Sul, o melanoma de pele ocupa a s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o em incid\u00eancia de c\u00e2nceres em mulheres e a nona em homens.<\/p>\n<h2>Incid\u00eancia estimada<\/h2>\n<p>O Inca projeta para este ano 9.360 novos casos de c\u00e2ncer de pele melanoma no Brasil.\u00a0S\u00e3o esperados 19,2 casos novos a cada 1 milh\u00e3o de habitantes, sendo o maior risco entre os homens (23,8 casos por 1 milh\u00e3o) em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres (17,3 casos por 1 milh\u00e3o).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros integram as \u00faltimas estimativas do instituto referentes ao tri\u00eanio 2026\/2028. Essas estimativas orientam o planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es no SUS para o setor.<\/p>\n<p>O estudo completo da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer pode ser consultado neste <em>link<\/em>.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-09\/cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem todo melanoma est\u00e1 relacionado ao c\u00e2ncer de pele, esclarece a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer. Com origem nas c\u00e9lulas produtoras de melanina (melan\u00f3citos), o melanoma tamb\u00e9m pode se manifestar nas estruturas extracut\u00e2neas (extrapele), como no olho; em mucosas, como as da cavidade oral; e \u00f3rg\u00e3os internos dos sistemas genital e digest\u00f3rio. 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