{"id":8525,"date":"2025-03-28T08:24:07","date_gmt":"2025-03-28T11:24:07","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/quem-e-a-picanha-de-chernobill-que-se-apresenta-neste-sabado\/"},"modified":"2025-03-28T08:24:07","modified_gmt":"2025-03-28T11:24:07","slug":"quem-e-a-picanha-de-chernobill-que-se-apresenta-neste-sabado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/quem-e-a-picanha-de-chernobill-que-se-apresenta-neste-sabado\/","title":{"rendered":"Quem \u00e9 a Picanha de Chernobill, que se apresenta neste s\u00e1bado"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Para a banda <strong>Picanha de Chernobill<\/strong>, o esp\u00edrito da m\u00fasica est\u00e1 no contato com as pessoas. N\u00e3o \u00e0 toa, o trio formado por <strong>Matheus Do Canto<\/strong> (vocais e baixo), <strong>Chico Rigo<\/strong> (guitarra e vocais) e <strong>Fernando Salsa<\/strong> (percuss\u00e3o) tem no curr\u00edculo mais de mil apresenta\u00e7\u00f5es pelas ruas do Brasil e do mundo.<\/p>\n<p>Os grandes palcos tamb\u00e9m fazem parte da hist\u00f3ria do grupo formado em 2008 em Porto Alegre. A banda se apresentou no <strong>Rock in Rio<\/strong> em 2017 e se prepara para a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o do <strong>Lollapalooza<\/strong>, que acontece nesta semana, entre os dias 28 e 30 de mar\u00e7o, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em conversa com a <em><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/em>, <strong>Picanha de Chernobill<\/strong> falou sobre as expectativas para o show, refletiu sobre a responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica brasileira e ressaltou a import\u00e2ncia das apresenta\u00e7\u00f5es nas ruas.<\/p>\n<h3>Picanha nos palcos\u2026<\/h3>\n<p>O nome da banda \u00e9 t\u00e3o curioso quanto as diferentes explica\u00e7\u00f5es que os integrantes d\u00e3o para o batizado. Na vers\u00e3o de <strong>Chico Rigo<\/strong> ao canal <em>Fama e Anonimato<\/em>, o nome nasceu do apelido dado a um amigo \u201cque tinha as costas largas\u201d. <strong>Matheus Do Canto<\/strong> disse em um programa de televis\u00e3o que \u00e9 porque o grupo \u00e9 vegetariano. J\u00e1 o antigo baterista <strong>Leonardo Rat\u00e3o<\/strong> afirmou em entrevista para a <em>Secretaria Municipal de Cultura de S\u00e3o Paulo<\/em> que o nome nasceu de uma express\u00e3o utilizada no Sul quando algo ruim (Chernobill, uma refer\u00eancia a cidade na Ucr\u00e2nia famosa pelo acidente nuclear na d\u00e9cada de 1980) \u00e9 resolvido de forma inesperada e boa (picanha).\u00a0<\/p>\n<p>Costas largas, vegetarianismo ou express\u00e3o popular, o fato \u00e9 que o <strong>Lollapalooza<\/strong> ter\u00e1 <strong>Picanha de Chernobill<\/strong>. O trio se apresenta no s\u00e1bado, 29, o segundo dia do festival no Aut\u00f3dromo de Interlagos, em um show no palco Samsung Galaxy a partir do meio-dia.<\/p>\n<p>Para uma banda que esteve no <strong>Rock in Rio<\/strong> em 2017, no <strong>Grande Pr\u00eamio de S\u00e3o Paulo de F\u00f3rmula 1<\/strong> em 2024 e se prepara para a quarta turn\u00ea pela Europa, participar de mais um evento de grande magnitude \u00e9 uma nova oportunidade de alcan\u00e7ar ainda mais pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;Ao estar no <strong>Lolla<\/strong>, nosso trabalho se torna cada vez mais relevante do ponto de vista de levar m\u00fasica autoral para as ruas e conversar diretamente com as pessoas, alcan\u00e7ar todos esses feitos com grande apoio do nosso p\u00fablico. E tocar no <strong>Lolla<\/strong> \u00e9 f*da, a gente realmente pulou de alegria, porque \u00e9 uma oportunidade que n\u00e3o acontece todo dia&#8221;, comentou <strong>Matheus<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Chico Rigo<\/strong> tamb\u00e9m lembrou do esp\u00edrito do festival, popularizado por reunir a cena independente do rock n\u2019 roll. \u201cA gente toca em uma banda de rock. O rock sempre foi revolucion\u00e1rio, um estilo que quebrou barreiras. E a gente tocar nas ruas \u00e9 uma micro-revolu\u00e7\u00e3o que a gente faz nas cidades, levando m\u00fasica gratuita para as pessoas. Ent\u00e3o, acho que esse encontro chega como algo positivo para n\u00f3s, mas tamb\u00e9m para o <strong>Lollapalooza Brasil<\/strong>, porque \u00e9 um encontro de duas institui\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, cada uma no seu modo.\u201d<\/p>\n<p>A discografia da <strong>Picanha de Chernobill<\/strong> come\u00e7a em 2009 com um disco hom\u00f4nimo. O segundo trabalho, <em><strong>O Velho e o Bar<\/strong><\/em>, saiu em 2011. Em 2016, j\u00e1 estabelecidos em S\u00e3o Paulo, eles lan\u00e7aram <em><strong>O Conto, a Selva e o Fim<\/strong><\/em>. Depois vieram <em><strong>Sobrevive <\/strong><\/em>(2019), <em><strong>\u00c1gua, Fogo, Terra e Ar<\/strong><\/em> (2020) e o trabalho mais recente, <em><strong>Pindorama <\/strong><\/em>(2024). Em todos os \u00e1lbuns, o rock n\u2019 roll e o blues d\u00e3o o tom, mas o trio prop\u00f5e um olhar cuidadoso para as influ\u00eancias brasileiras na inten\u00e7\u00e3o de dar uma cara mais tropical para o som deles.<\/p>\n<p><iframe title=\"Picanha de Chernobill - Anhangabablues (clipe oficial)\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NivkiLI07DY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>A gente sempre teve uma obriga\u00e7\u00e3o boa de colocar esses elementos da m\u00fasica brasileira, n\u00e3o s\u00f3 nos ritmos, mas tamb\u00e9m nas letras. Falamos muito sobre o Brasil. Tem bastante bai\u00e3o, refer\u00eancias de maracatu, enfim. S\u00e3o coisas que a gente tenta p\u00f4r para n\u00e3o ficar um rock muito estadunidense. A gente sempre quis escrever em portugu\u00eas e ter essas refer\u00eancias para deixar o neg\u00f3cio mais colorido, mais solar\u201d \u2014 <strong>Matheus Do Canto<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<h3>\u2026e nas ruas<\/h3>\n<p>Tocar em grandes festivais \u00e9 uma oportunidade \u00fanica, mas a verdadeira realiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 nas ruas. \u201cA gente se sente muito livre. \u00c0s vezes acontece de a galera dan\u00e7ar com a gente, trocar ideia entre uma m\u00fasica e outra. A gente consegue respirar, consegue curtir. Eu sou apaixonado. Tem as dificuldades, mas \u00e9 a coisa que a gente mais acertou na vida\u201d, justificou <strong>Salsa<\/strong> ao explicar porque o grupo continua com essas apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>Na rua voc\u00ea est\u00e1 em contato direto com as pessoas do Brasil. A gente consegue tocar para todo tipo de pessoa. N\u00f3s cansamos de ver moradores de rua colocando uma moedinha no nosso chap\u00e9u. Ou ver moradores de rua cantando nossas m\u00fasicas. A rua faz um bem n\u00e3o s\u00f3 musical, mas pessoal. A gente cresce, evolui como ser humano\u201d \u2014 <strong>Chico Rigo<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Os desafios s\u00e3o diversos e v\u00e3o de tempestades inesperadas a desentendimentos com as autoridades. Em fevereiro, Picanha de Chernobill foi impedida de tocar na Avenida Paulista. Agentes da prefeitura alegaram que s\u00e3o permitidas apenas apresenta\u00e7\u00f5es sem estruturas como palcos e com instrumentos ac\u00fasticos.<\/p>\n<p>No entanto, o decreto municipal que regulamenta a arte de rua n\u00e3o estabelece nenhuma proibi\u00e7\u00e3o sobre o uso de amplificadores e caixas de som. \u201cTudo que est\u00e1 na lei a gente cumpre h\u00e1 11 anos. N\u00e3o \u00e9 algo novo para n\u00f3s. S\u00f3 que, pela primeira vez na Paulista aos domingos, a banda foi proibida de tocar. N\u00e3o s\u00f3 n\u00f3s, como todos que se apresentam e vivem disso\u201d, argumentou o guitarrista.<\/p>\n<p><strong>Rigo<\/strong> reconheceu que alguns artistas extrapolam os limites, mas ressaltou que as apresenta\u00e7\u00f5es da banda est\u00e3o amparadas pela legisla\u00e7\u00e3o. Ele tamb\u00e9m esteve em reuni\u00f5es com a prefeitura para resolver o impasse.<\/p>\n<p>Tocar nas ruas \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o para o trio, mas tamb\u00e9m tem um papel importante para a sobreviv\u00eancia da <strong>Picanha de Chernobill<\/strong>. As apresenta\u00e7\u00f5es nos espa\u00e7os p\u00fablicos funcionam como uma vitrine que rendeu convites como o <strong>Rock in Rio<\/strong> e uma participa\u00e7\u00e3o no filme<em><strong>Ainda Estou Aqui<\/strong><\/em>, vencedor do <strong>Oscar<\/strong>. Al\u00e9m disso, a rua garante a sustenta\u00e7\u00e3o financeira com doa\u00e7\u00f5es e principalmente a venda de produtos como CDs, camisetas, p\u00f4steres, bot\u00f5es e adesivos.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas levam um souvenir da banda e, ao mesmo tempo, est\u00e3o contribuindo financeiramente\u201d, disse <strong>Chico<\/strong>. \u201c A rua \u00e9 nossa maior fonte de renda dentro da banda. Ent\u00e3o, ela n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 opcional, \u00e9 essencial para a gente poder viver do nosso trabalho enquanto artista, algo que a gente sempre sonhou.\u201d<\/p>\n<p>Seja nas ruas ou nos grandes festivais, <strong>Picanha de Chernobill<\/strong> \u00e9, acima de tudo, viver do que ama. No <strong>Lollapalooza<\/strong>, um evento com grandes nomes da cena internacional como <strong>Olivia Rodrigo<\/strong>, <strong>Shawn Mendes<\/strong> e <strong>Justin Timberlake<\/strong>, o trio reafirma a import\u00e2ncia de dar espa\u00e7o aos artistas brasileiros. &#8220;Consumam arte nacional porque o Brasil \u00e9 um pa\u00eds riqu\u00edssimo em cultura, um dos mais incr\u00edveis do mundo em arte. \u00c0s vezes a gente fica olhando muito para fora e esquece de ver coisas daqui de dentro, que s\u00e3o lindas e tocam profundamento nosso cora\u00e7\u00e3o e nossas vidas&#8221;, concluiu o guitarrista.<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: O artista de rua que participou de Ainda Estou Aqui<\/strong><\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Shawn Mendes: O que esperar do show do cantor no Lollapalooza<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/entrevista-picanha-de-chernobill\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a banda Picanha de Chernobill, o esp\u00edrito da m\u00fasica est\u00e1 no contato com as pessoas. 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