{"id":82054,"date":"2026-06-02T14:14:56","date_gmt":"2026-06-02T17:14:56","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/eua-atacam-pix-para-favorecer-empresas-de-pagamentos-estadunidenses\/"},"modified":"2026-06-02T14:14:56","modified_gmt":"2026-06-02T17:14:56","slug":"eua-atacam-pix-para-favorecer-empresas-de-pagamentos-estadunidenses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/eua-atacam-pix-para-favorecer-empresas-de-pagamentos-estadunidenses\/","title":{"rendered":"EUA atacam Pix para favorecer empresas de pagamentos estadunidenses"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O escrit\u00f3rio do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) atacou o Pix brasileiro, acusando a tecnologia nacional de prejudicar \u201cinjustamente\u201d as empresas estadunidenses que prestam servi\u00e7os de pagamento eletr\u00f4nico. Entre as empresas prejudicadas\u00a0estariam a MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay. \u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1692057&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOs atos, pol\u00edticas e pr\u00e1ticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial concedido ao Pix s\u00e3o injustos e discriminat\u00f3rios. \u00c9 injusto exigir que os concorrentes ofere\u00e7am vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de tarifas, e o Brasil discrimina os fornecedores de servi\u00e7os de pagamento eletr\u00f4nico dos EUA ao conceder essas vantagens apenas \u00e0 empresa l\u00edder nacional [o Pix]\u201d, diz\u00a0o documento.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Segundo a recomenda\u00e7\u00e3o da conselheira jur\u00eddica geral do USTR, Jennifer Thornton, o Brasil favorece, por meio de pol\u00edticas, sua \u201ccampe\u00e3 nacional, o Pix\u201d, criado pelo Banco Central (BC).<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO papel duplo do Banco Central do Brasil como regulador e propriet\u00e1rio\/operador do Pix cria um conflito de interesses, na aus\u00eancia de salvaguardas processuais adequadas. O banco agiu para prejudicar os provedores de servi\u00e7os de pagamento eletr\u00f4nico dos EUA e dar prefer\u00eancia ao Pix\u201d, acrescenta\u00a0o documento.\u00a0<\/p>\n<p><strong>O relat\u00f3rio, publicado na noite dessa segunda-feira (1\u00ba), \u00e9 resultado de uma investiga\u00e7\u00e3o iniciada h\u00e1 um ano no governo de Donald Trump contra supostas \u201cpr\u00e1ticas desleais\u201d do Brasil no com\u00e9rcio com os EUA. O relat\u00f3rio sugere, entre outras a\u00e7\u00f5es, a\u00a0taxa\u00e7\u00e3o de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Agora, o governo brasileiro e empresas prejudicadas poder\u00e3o se manifestar sobre o relat\u00f3rio final da USTR at\u00e9 o dia 15 de julho, quando os EUA poder\u00e3o passar a adotar \u201cmedidas corretivas\u201d contra o Brasil.<\/p>\n<p>O professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos avalia que a a\u00e7\u00e3o do governo Trump busca disputar o mercado de pagamentos eletr\u00f4nicos do Brasil e usar o caso como \u201cefeito demonstra\u00e7\u00e3o\u201d para que outros pa\u00edses n\u00e3o busquem criar mecanismos que prejudiquem empresas dos EUA.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO problema \u00e9 que o PIX j\u00e1 \u00e9 um sistema soberano, p\u00fablico e gratuito, que oferece uma alternativa a essas redes privadas, que geram muitos lucros, que s\u00e3o controlados pelos EUA\u201d, explicou o especialista.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Zahluth rejeitou o argumento dos EUA de que haja uma discrimina\u00e7\u00e3o contra as empresas do pa\u00eds norte-americano. \u00a0<\/p>\n<p>\u201cO PIX mostrou que uma infraestrutura p\u00fablica pode deslocar o modelo privado. que extrai tarifas. E esse modelo est\u00e1 se espalhando, como na \u00cdndia. O interesse dos EUA \u00e9 essa renda de intermedia\u00e7\u00e3o que os comerciantes pagam entre 2% a 5% na transa\u00e7\u00e3o dos cart\u00f5es de cr\u00e9dito\u201d, completou.<\/p>\n<p>Ele lembra que o Pix tem movimentado mais recursos que cart\u00f5es dos EUA como Visa e Mastercad.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO Pix n\u00e3o est\u00e1 impedindo a opera\u00e7\u00e3o dos cart\u00f5es. Ele compete, claro, oferecendo um bem p\u00fablico, gratuito e que funciona. N\u00e3o existe nenhuma proibi\u00e7\u00e3o de que um bem p\u00fablico n\u00e3o possa ser oferecido por um Estado soberano\u201d, disse o professor.\u00a0<br \/>\u00a0<\/p>\n<p>&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/p>\n<h2>Pix como alvo<\/h2>\n<p><strong>O relat\u00f3rio da USTR cita que o Banco Central exige o uso do Pix por institui\u00e7\u00f5es financeiras com mais de 500 mil contas, al\u00e9m de que o mecanismo de pagamento gratuito seja exibido nos <em>sites<\/em> e aplicativos dos bancos e empresas financeiras com destaque semelhante\u00a0a qualquer outro tipo de transfer\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, o Banco Central incentiva o uso do Pix em detrimento de outros servi\u00e7os, exigindo que as institui\u00e7\u00f5es participantes (incluindo as institui\u00e7\u00f5es que ela exige para participar do mecanismo) ofere\u00e7am o Pix gratuitamente a indiv\u00edduos\u201d, afirma\u00a0a investiga\u00e7\u00e3o dos EUA.<\/p>\n<p><strong>Para a conselheira Jennifer Thornton,\u00a0o Pix representa um \u00f4nus ou uma restri\u00e7\u00e3o ao com\u00e9rcio dos EUA, \u201cimpondo custos aos provedores de servi\u00e7os americanos e for\u00e7ando-os a promover sua concorrente brasileira sem qualquer compensa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o professor da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos, a a\u00e7\u00e3o dos EUA contra o Pix busca assegurar os lucros dos monop\u00f3lios das empresas estadunidenses, formando parte de uma disputa distributiva pela renda dos brasileiros.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA sociedade brasileira est\u00e1 querendo evitar que o capital financeiro estrangeiro absorva rendas monop\u00f3licas e, ainda por cima, usando o Estado para impor isso contra outro Estado que \u00e9 soberano. \u00c9 mais uma express\u00e3o do imperialismo americano que o Trump est\u00e1 implementando\u201d, disse o economista.<\/p>\n<h2>Um ano de investiga\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><strong>A a\u00e7\u00e3o contra o Pix brasileiro come\u00e7ou\u00a0nos Estados Unidos (EUA)\u00a0em 15 de julho de 2025, quando o governo Donald Trump anunciou a abertura de investiga\u00e7\u00e3o sobre supostas pr\u00e1ticas comerciais desleais do Brasil.<\/strong><\/p>\n<p>As cr\u00edticas ao sistema de pagamento brasileiro podem ser explicadas pela concorr\u00eancia do Pix com o Whatsapp Pay e bandeiras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito norte-americanas (como Visa e MasterCard), e por ter se tornado uma alternativa ao d\u00f3lar em algumas transa\u00e7\u00f5es internacionais.\u00a0<\/p>\n<p><strong>A ag\u00eancia de not\u00edcias dos EUA Bloomberg, especializada em economia e finan\u00e7as, tem divulgado que as bandeiras de cart\u00f5es de cr\u00e9dito como Visa e MasterCard, al\u00e9m das <em>big techs<\/em>, grandes empresas de tecnologia, tem pressionado o governo de Donald Trump para agir contra o Pix brasileiro.<\/strong><\/p>\n<p><em>*Mat\u00e9ria ampliada \u00e0s 12h16<\/em><\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-06\/eua-atacam-pix-para-favorecer-empresas-de-pagamentos-estadunidenses\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escrit\u00f3rio do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) atacou o Pix brasileiro, acusando a tecnologia nacional de prejudicar \u201cinjustamente\u201d as empresas estadunidenses que prestam servi\u00e7os de pagamento eletr\u00f4nico. 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