{"id":80630,"date":"2026-05-23T15:11:46","date_gmt":"2026-05-23T18:11:46","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/como-navio-afundado-ha-2-mil-anos-tem-partes-preservadas\/"},"modified":"2026-05-23T15:11:46","modified_gmt":"2026-05-23T18:11:46","slug":"como-navio-afundado-ha-2-mil-anos-tem-partes-preservadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/como-navio-afundado-ha-2-mil-anos-tem-partes-preservadas\/","title":{"rendered":"Como navio afundado h\u00e1 2 mil anos tem partes preservadas"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Uma embarca\u00e7\u00e3o afundada h\u00e1 mais de 2.000 anos no mar Adri\u00e1tico, localizado entre a pen\u00ednsula It\u00e1lica e a Balc\u00e2nia, pode reescrever o conhecimento sobre a engenharia n\u00e1utica do passado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Isso porque, recentemente, pesquisadores franceses e croatas descobriram que o navio Ilovik\u2013Par\u017eine 1, encontrado em 2016 a apenas 4 metros (13 p\u00e9s) de profundidade, possu\u00eda diversas camadas de revestimento org\u00e2nico que ajudaram os estudiosos a compreender como os romanos protegiam seus navios para resistir por d\u00e9cadas em longas travessias mar\u00edtimas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em um estudo publicado na revista cient\u00edfica <em>Frontiers in Materials<\/em>, liderado pela arqueometrista francesa Armelle Charri\u00e9-Duhaut, do Laborat\u00f3rio de Espectrometria de Massa de Intera\u00e7\u00f5es e Sistemas, em Estrasburgo, foram identificados dois tipos diferentes de revestimento no casco da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Um deles era feito de piche de pinho, e o outro com uma mistura de alcatr\u00e3o de pinheiro e cera de abelha.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O estudo indicou que ambos os tipos de revestimento eram cruciais para garantir a impermeabilidade dos navios e prevenir que as embarca\u00e7\u00f5es sofressem os efeitos corrosivos da \u00e1gua salgada e de organismos marinhos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Na arqueologia, pouca aten\u00e7\u00e3o \u00e9 dada aos materiais org\u00e2nicos de impermeabiliza\u00e7\u00e3o. No entanto, eles s\u00e3o essenciais para a navega\u00e7\u00e3o no mar ou em rios e s\u00e3o verdadeiros testemunhos de tecnologias navais do passado&#8221;, afirmou Armelle Charri\u00e9-Duhaut em entrevista \u00e0 <em>Science Alert<\/em>.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ela explicou que, durante a an\u00e1lise do Ilovik\u2013Par\u017eine 1, os pesquisadores conclu\u00edram que o p\u00f3len preservado no piche permitiu identificar a origem bot\u00e2nica presente durante a constru\u00e7\u00e3o e as manuten\u00e7\u00f5es do navio. Isso revelou detalhes, anteriormente desconhecidos, sobre a log\u00edstica e conhecimento dos romanos h\u00e1 mais de 2 mil anos.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><\/picture><\/div>\n<p>Est\u00e1tua da Virgem Maria fica intacta em grave inc\u00eandio em hospital: \u201cocorr\u00eancia extraordin\u00e1ria\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Naufr\u00e1gio \u00e9 tema de pesquisas para compreender estrutura preservada<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Desde que o navio Ilovik\u2013Par\u017eine 1 foi encontrado, em 2016, o naufr\u00e1gio tem sido tema de diversas pesquisas e teses de estudiosos. Arque\u00f3logos tentam compreender como uma embarca\u00e7\u00e3o afundada h\u00e1 mais de 2.000 anos, encontrada em peda\u00e7os, p\u00f4de ter parte de sua estrutura preservada por tanto tempo, mesmo ap\u00f3s s\u00e9culos submersa no mar.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O estudo atual, de Armelle Charri\u00e9-Duhaut, foi o pioneiro em combinar an\u00e1lises moleculares e palinol\u00f3gicas (estudo cient\u00edfico de gr\u00e3os de p\u00f3len), para caracterizar o revestimento do casco. Pois, ainda que o navio estivesse em peda\u00e7os, sua madeira estava suficientemente bem preservada para reter vest\u00edgios dos revestimentos.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/05\/04235455\/papa-leao-xiv-aniversario-eleicao-380x214.jpg.webp\" alt=\"le\u00e3o xiv primeiro anivers\u00e1rio elei\u00e7\u00e3o\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>Quem era Le\u00e3o XIV antes de se tornar papa?<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na pesquisa, foram utilizadas t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de espectrometria de massa para identificar a origem biol\u00f3gica das subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Nele, foram analisadas 10 amostras de revestimento e todas apresentaram compostos de \u00e1rvores con\u00edferas (plantas conhecidas por produzir cones (pinhas) em vez de flores ou frutos \u2014 confirmando que os romanos utilizaram resina de pinho aquecida.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Al\u00e9m disso, foi constatado que em uma das amostras foi encontrada cera de abelha misturada ao piche, dando origem a uma subst\u00e2ncia conhecida pelos gregos como <em>zopissa<\/em> \u2014 termo que aparece nos escritos de Pl\u00ednio, o Velho, no s\u00e9culo I.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Pela sua natureza viscosa, o piche preservou gr\u00e3os de p\u00f3len do ambiente original, o que permitiu aos pesquisadores rastrear as regi\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o do revestimento.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em sua an\u00e1lise, foram reveladas esp\u00e9cies comumente presentes na flora do Mediterr\u00e2neo: pinheiros, carvalhos, zimbros, oliveiras, estevas e plantas da fam\u00edlia das margaridas, al\u00e9m de esp\u00e9cies de zonas \u00famidas como amieiros e freixos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Isso sinaliza que o navio passou por diversos reparos em diferentes portos do Mediterr\u00e2neo e do Adri\u00e1tico e acredita-se que a embarca\u00e7\u00e3o foi constru\u00edda em Brundisium \u2013 hoje conhecida como Brindisi \u2013 na It\u00e1lia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A pesquisa apontou que foram encontradas entre quatro e cinco camadas de revestimento com diferentes varia\u00e7\u00f5es, refor\u00e7ando a tese de m\u00faltiplos reparos.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\"><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-icon___stPC\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"16\" height=\"16\" viewbox=\"0 0 16 16\"><rect width=\"16\" height=\"16\" fill=\"none\"\/><g transform=\"translate(3 3)\"><path d=\"M22.5,15l3.4,3.4-3.4,3.4\" transform=\"translate(-15.896 -11.793)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><path d=\"M6,6v4.2a2.452,2.452,0,0,0,2.5,2.4H16\" transform=\"translate(-6 -6)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><\/g><\/svg><\/span><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-text__hO_kM\">Por que os vitrais da Catedral de Notre-Dame causam tanta pol\u00eamica na Fran\u00e7a e envolvem at\u00e9 o presidente Macron<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Romanos tinham grande capacidade t\u00e9cnica naval<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para a arqueometrista francesa, sua pesquisa demonstra a elevada capacidade t\u00e9cnica naval dos romanos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;No contexto da arqueologia naval no nordeste do Adri\u00e1tico, uma nova abordagem interdisciplinar foi implementada para estudar o revestimento protetor do naufr\u00e1gio romano republicano Ilovik-Par\u017eine 1&#8221;,\u00a0<br \/>afirmam os pesquisadores.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Essa abordagem abrangente nos permite considerar o navio como um todo, entendendo as t\u00e9cnicas utilizadas, as fases de sua vida \u00fatil, seus movimentos, seu ambiente, indo muito al\u00e9m de uma simples descri\u00e7\u00e3o dos materiais.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/arqueologos-tentam-entender-como-navio-afundado-ha-2-mil-anos-tem-partes-preservadas\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma embarca\u00e7\u00e3o afundada h\u00e1 mais de 2.000 anos no mar Adri\u00e1tico, localizado entre a pen\u00ednsula It\u00e1lica e a Balc\u00e2nia, pode reescrever o conhecimento sobre a engenharia n\u00e1utica do passado. 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