{"id":79258,"date":"2026-05-16T02:33:54","date_gmt":"2026-05-16T05:33:54","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/maduro-matou-mais-de-10-mil-pessoas-na-venezuela\/"},"modified":"2026-05-16T02:33:54","modified_gmt":"2026-05-16T05:33:54","slug":"maduro-matou-mais-de-10-mil-pessoas-na-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/maduro-matou-mais-de-10-mil-pessoas-na-venezuela\/","title":{"rendered":"Maduro matou mais de 10 mil pessoas na Venezuela"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O regime do agora ex-ditador da Venezuela Nicol\u00e1s Maduro foi respons\u00e1vel pela morte de 10.853 pessoas por execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais desde 2013, quando chegou ao poder, informou a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Programa Venezuelano de Educa\u00e7\u00e3o-A\u00e7\u00e3o em Direitos Humanos (Provea) durante a apresenta\u00e7\u00e3o de seu relat\u00f3rio anual sobre o pa\u00eds sul-americano nesta quinta-feira (14), em Caracas. Segundo a ONG, s\u00f3 em 2025, 336 pessoas foram assassinadas por policiais e militares do regime chavista no pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">As execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais \u2013 segundo a Provea &#8211; s\u00e3o mortes provocadas por agentes do Estado sem julgamento, sem processo legal e fora de qualquer opera\u00e7\u00e3o leg\u00edtima de aplica\u00e7\u00e3o da lei. De acordo com a Provea, a maioria das v\u00edtimas de 2025 era formada por jovens: 54% tinham entre 18 e 30 anos e viviam em bairros populares. A organiza\u00e7\u00e3o afirmou ainda que a Pol\u00edcia Nacional Bolivariana e o Corpo de Investiga\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas, Penais e Criminal\u00edsticas (CICPC) foram respons\u00e1veis por 57% dos casos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A coordenadora de Monitoramento, Pesquisa e M\u00eddia da Provea, Lissette Gonz\u00e1lez, afirmou que o Minist\u00e9rio P\u00fablico venezuelano, ent\u00e3o comandado por Tarek William Saab, n\u00e3o investigou nenhuma das mortes registradas em 2025.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O relat\u00f3rio desta quinta tamb\u00e9m apontou um salto nos chamados desaparecimentos for\u00e7adas, sequestros de opositores por parte do regime. Segundo a Provea, casos desse tipo aumentaram 196% em 2025 na compara\u00e7\u00e3o com 2024. Foram 160 v\u00edtimas em 2025, contra 54 em 2024, com desaparecimentos que chegaram a durar mais de 100 dias.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ainda de acordo com a organiza\u00e7\u00e3o, mais de 130 dirigentes sindicais foram detidos arbitrariamente no ano passado, e muitos deles foram submetidos a desaparecimento for\u00e7ado. Para a Provea, nos \u00faltimos anos do poder de Maduro, a repress\u00e3o passou a ser mais seletiva e direcionada contra l\u00edderes sociais, sindicalistas e defensores de direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A ONG tamb\u00e9m registrou 659 den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es \u00e0 integridade pessoal em 2025. Os casos incluem tortura, tratamentos cru\u00e9is, desumanos e degradantes, amea\u00e7as e hostilidades. Lissette Gonz\u00e1lez afirmou que houve ao menos 42 v\u00edtimas de tortura no per\u00edodo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O coordenador-geral da Provea, \u00d3scar Murillo, afirmou que, depois de um 2024 marcado pelo que chamou de \u201capag\u00e3o democr\u00e1tico\u201d, a Venezuela viveu em 2025 \u201cpraticamente a liquida\u00e7\u00e3o do Estado de Direito\u201d. Ele disse ainda que o pa\u00eds enfrentou \u201ctalvez uma trag\u00e9dia como nunca tivemos em mat\u00e9ria de direitos humanos\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Murillo afirmou que o aparelho repressivo do Estado venezuelano permanece intacto em 2026, mesmo ap\u00f3s a queda de Maduro no come\u00e7o deste ano, e que as v\u00edtimas de graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos ainda n\u00e3o contam com garantias reais de verdade, justi\u00e7a e repara\u00e7\u00e3o. Para ele, a estabiliza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds depende do desmonte da estrutura repressiva constru\u00edda ao longo dos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/maduro-matou-mais-de-10-mil-pessoas-na-venezuela-enquanto-esteve-no-poder-diz-ong\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O regime do agora ex-ditador da Venezuela Nicol\u00e1s Maduro foi respons\u00e1vel pela morte de 10.853 pessoas por execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais desde 2013, quando chegou ao poder, informou a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Programa Venezuelano de Educa\u00e7\u00e3o-A\u00e7\u00e3o em Direitos Humanos (Provea) durante a apresenta\u00e7\u00e3o de seu relat\u00f3rio anual sobre o pa\u00eds sul-americano nesta quinta-feira (14), em Caracas. 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