{"id":78186,"date":"2026-05-10T19:24:47","date_gmt":"2026-05-10T22:24:47","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/risco-de-alta-na-inflacao-de-alimentos\/"},"modified":"2026-05-10T19:24:47","modified_gmt":"2026-05-10T22:24:47","slug":"risco-de-alta-na-inflacao-de-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/risco-de-alta-na-inflacao-de-alimentos\/","title":{"rendered":"risco de alta na infla\u00e7\u00e3o de alimentos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Um fen\u00f4meno clim\u00e1tico de intensidade excepcional \u2014 o Super El Ni\u00f1o 2026 \u2014 amea\u00e7a interromper a trajet\u00f3ria de queda da infla\u00e7\u00e3o de alimentos no Brasil. Com proje\u00e7\u00f5es de aquecimento recorde no Pac\u00edfico, o impacto no agroneg\u00f3cio e nos pre\u00e7os ao consumidor pode ser devastador, assemelhando-se aos recordes hist\u00f3ricos de 1997. Analistas j\u00e1 preveem press\u00e3o sobre a safra 2026\/27 e um repasse direto para o custo de vida das fam\u00edlias brasileiras.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Impactos regionais no Brasil e o desafio para o agroneg\u00f3cio<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O El Ni\u00f1o tende a provocar chuvas intensas na regi\u00e3o Sul e estiagem rigorosa no Norte e Nordeste. O cen\u00e1rio no Centro-Oeste e no Sudeste \u00e9 de irregularidade h\u00eddrica. Essa assimetria meteorol\u00f3gica compromete o calend\u00e1rio de plantio, exigindo adapta\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e investimentos em irriga\u00e7\u00e3o em \u00e1reas onde a disponibilidade de \u00e1gua torna-se cr\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O principal risco para o agro brasileiro n\u00e3o seria uma quebra de safra nacional, mas perdas pontuais causadas pela irregularidade na distribui\u00e7\u00e3o de chuvas. O cen\u00e1rio fica mais sens\u00edvel olhando para a pr\u00f3xima safra, de 2026\/27. &#8220;Um El Ni\u00f1o mais organizado tende a elevar a instabilidade clim\u00e1tica ao longo do desenvolvimento da pr\u00f3xima safra&#8221;, diz Isabella Pliego, analista de intelig\u00eancia e estrat\u00e9gia da Biond Agro.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">Riscos espec\u00edficos por regi\u00e3o<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo ela, no Sul aumenta o risco de excesso h\u00eddrico, doen\u00e7as, perda de qualidade e dificuldade operacional. &#8220;No Centro do pa\u00eds, o problema deixa de ser s\u00f3 volume e passa a ser retomada irregular das chuvas, maior oscila\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica e dificuldade de manter padr\u00e3o produtivo uniforme. No Norte e em parte do Nordeste, o risco de estresse h\u00eddrico volta a ganhar peso.&#8221;<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O cen\u00e1rio de transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica amplia incertezas sobre a finaliza\u00e7\u00e3o da safrinha do milho, aponta relat\u00f3rio da StoneX. A poss\u00edvel intensifica\u00e7\u00e3o da corrente de jato subtropical pode dificultar o avan\u00e7o regular de frentes frias pelo interior do continente, reduzindo a umidade no Sudeste e no Centro-Oeste e antecipando o fim das chuvas em estados como S\u00e3o Paulo, Mato Grosso do Sul e Paran\u00e1.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">Produtividade e ciclo agr\u00edcola<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O movimento pode afetar a forma\u00e7\u00e3o de biomassa e a produtividade em fases cr\u00edticas do ciclo agr\u00edcola. &#8220;O ponto-chave n\u00e3o \u00e9 apenas quanto vai chover, mas quando e onde. A irregularidade espacial e temporal das precipita\u00e7\u00f5es permanece como o principal desafio para o agro no curto prazo&#8221;, diz Carolina Giraldo, analista de intelig\u00eancia de mercado da StoneX.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Nota t\u00e9cnica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) destaca que, na safra de ver\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o de chuvas no Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste e Sudeste pode prejudicar o plantio e o desenvolvimento inicial de culturas como soja e milho, al\u00e9m de aumentar o risco de perdas em sistemas de sequeiro.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na regi\u00e3o Sul, embora o aumento de precipita\u00e7\u00f5es na primavera e in\u00edcio do ver\u00e3o possa favorecer a disponibilidade h\u00eddrica, o excesso de chuva pode causar encharcamento do solo, aumentar a incid\u00eancia de doen\u00e7as f\u00fangicas, dificultar o plantio e os tratos culturais, bem como afetar a qualidade e a colheita.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Precedentes hist\u00f3ricos: o rastro do El Ni\u00f1o de 1997\u20131998<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O grande temor \u00e9 da repeti\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios tr\u00e1gicos que j\u00e1 ocorreram no passado, deixando impactos significativos no agro brasileiro. O El Ni\u00f1o de 1997\u20131998 continua sendo a principal refer\u00eancia de intensidade extrema. O epis\u00f3dio causou a morte de cerca de 21 mil pessoas globalmente e gerou preju\u00edzos econ\u00f4micos e de infraestrutura estimados entre US 35 \u00a0bilh\u00f5es e US 45 \u00a0bilh\u00f5es.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">Crises de safra e estoques p\u00fablicos<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O fen\u00f4meno causou extremos clim\u00e1ticos que reduziram a produ\u00e7\u00e3o de alimentos no Brasil. A produ\u00e7\u00e3o nacional de gr\u00e3os, que vinha de alta de 6,5% na safra anterior, recuou 2,3%, puxada para baixo por perdas nas lavouras de milho, arroz e feij\u00e3o, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A frustra\u00e7\u00e3o na colheita obrigou o governo federal a utilizar parte de seus estoques p\u00fablicos de gr\u00e3os, que ca\u00edram para o n\u00edvel mais baixo em dez anos \u2014 equivalente a apenas 5% do consumo nacional na \u00e9poca.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Enquanto a regi\u00e3o Sul sofreu com excesso de chuvas acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica, o Nordeste foi castigado por uma das piores secas do s\u00e9culo. O d\u00e9ficit h\u00eddrico nordestino provocou o colapso da produ\u00e7\u00e3o rural local e gerou crise humanit\u00e1ria e econ\u00f4mica, marcada pelo avan\u00e7o da fome e por ondas de saques a dep\u00f3sitos p\u00fablicos de alimentos, feiras e mercados.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">Eventos recentes e log\u00edstica<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Entre o final de 2015 e o in\u00edcio de 2016, o mundo enfrentou um dos fen\u00f4menos El Ni\u00f1o mais severos do \u00faltimo meio s\u00e9culo. No Brasil, estiagens prolongadas e altas temperaturas castigaram as lavouras, resultando em queda de 9,5% na safra nacional de gr\u00e3os. O milho foi particularmente afetado, com redu\u00e7\u00e3o de 19,1% na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Mais recentemente, no ciclo iniciado em 2023, as consequ\u00eancias do El Ni\u00f1o foram sentidas na infraestrutura brasileira. A seca extrema paralisou as rotas de escoamento pelos rios da Bacia Amaz\u00f4nica, enquanto chuvas torrenciais danificaram estradas na regi\u00e3o Sul \u2014 uma combina\u00e7\u00e3o de fatores log\u00edsticos que chegou a encarecer o custo do frete agr\u00edcola em at\u00e9 57%.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Dados t\u00e9cnicos e proje\u00e7\u00f5es para 2026<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O progn\u00f3stico mais recente do ECMWF, de 1\u00ba de maio, mostra que a temperatura da superf\u00edcie do mar no Pac\u00edfico Centro-Leste, onde se mede a intensidade do fen\u00f4meno, pode aumentar cerca de 3,2\u00b0C at\u00e9 o fim do ano. A atualiza\u00e7\u00e3o anterior, de 1\u00ba de abril, projetava 2,8\u00b0C.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Caso as proje\u00e7\u00f5es se confirmem, o evento figuraria entre os tr\u00eas mais fortes desde o s\u00e9culo 19. Para compara\u00e7\u00e3o: o El Ni\u00f1o de 1997\u20131998, considerado um dos mais intensos em 150 anos de medi\u00e7\u00e3o, atingiu cerca de 2,8\u00b0C no Pac\u00edfico Centro-Leste.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Nesta semana, o Centro de Previs\u00e3o Clim\u00e1tica da Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) indicou de forma mais clara que um El Ni\u00f1o intenso j\u00e1 estaria em forma\u00e7\u00e3o. O \u00faltimo boletim, divulgado segunda-feira (4), aponta 61% de probabilidade de o fen\u00f4meno surgir entre maio e junho e persistir at\u00e9 o fim de 2026. Para novembro de 2026 a janeiro de 2027, o \u00f3rg\u00e3o considera chances semelhantes para um evento moderado, forte ou muito forte.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">A press\u00e3o inflacion\u00e1ria nos alimentos e o IPCA<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A frustra\u00e7\u00e3o produtiva no campo transfere a press\u00e3o de custos diretamente para as g\u00f4ndolas dos supermercados. As proje\u00e7\u00f5es do mercado financeiro para a infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o em alta h\u00e1 oito semanas, segundo o mais recente boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado no dia 4. Espera-se uma infla\u00e7\u00e3o de 4,89% em 2026. Analistas apontam que o El Ni\u00f1o pode adicionar at\u00e9 0,8 ponto percentual a esse \u00edndice.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;O fen\u00f4meno pode alterar padr\u00f5es clim\u00e1ticos globais, elevando o risco de eventos como seca, chuvas excessivas e ondas de calor em importantes regi\u00f5es produtoras, com impactos diretos sobre produtividade e pre\u00e7os agr\u00edcolas&#8221;, destaca relat\u00f3rio da Hedgepoint Global Markets sobre commodities no Brasil.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">O fator geopol\u00edtico e a in\u00e9rcia de pre\u00e7os<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Sem a guerra [no Ir\u00e3], a estimativa j\u00e1 era de aumento do pre\u00e7o dos alimentos, devido ao efeito do El Ni\u00f1o, que afeta o volume e distribui\u00e7\u00e3o das chuvas&#8221;, diz Andr\u00e9 Braz, coordenador dos \u00cdndices de Pre\u00e7os do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV Ibre).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o pre\u00e7o dos alimentos e bebidas aumentou 2,16% nos 12 meses encerrados em mar\u00e7o, quase a metade da infla\u00e7\u00e3o oficial, mas interrompeu sete meses seguidos de queda nesse indicador.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A quebra de produtividade gerada pelo choque clim\u00e1tico persistiu, fazendo com que o El Ni\u00f1o adicionasse 2,25 pontos percentuais \u00e0 infla\u00e7\u00e3o dos alimentos consumidos nos lares brasileiros durante 2024.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/super-el-nino-agro-inflacao\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um fen\u00f4meno clim\u00e1tico de intensidade excepcional \u2014 o Super El Ni\u00f1o 2026 \u2014 amea\u00e7a interromper a trajet\u00f3ria de queda da infla\u00e7\u00e3o de alimentos no Brasil. 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