{"id":78130,"date":"2026-05-10T07:14:02","date_gmt":"2026-05-10T10:14:02","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/maternidade-atipica-ganha-visibilidade-em-exposicao-em-praia-grande\/"},"modified":"2026-05-10T07:14:02","modified_gmt":"2026-05-10T10:14:02","slug":"maternidade-atipica-ganha-visibilidade-em-exposicao-em-praia-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/maternidade-atipica-ganha-visibilidade-em-exposicao-em-praia-grande\/","title":{"rendered":"Maternidade at\u00edpica ganha visibilidade em exposi\u00e7\u00e3o em Praia Grande"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A campanha <em>M\u00e3es At\u00edpicas: Retratos da Vida<\/em>, idealizada pelo Instituto ALMAI, surge do di\u00e1logo direto com m\u00e3es de crian\u00e7as com transtornos do neurodesenvolvimento. Em sua segunda edi\u00e7\u00e3o, o projeto transforma experi\u00eancias atravessadas por desafios e afetos em uma exposi\u00e7\u00e3o que amplia a visibilidade, o reconhecimento e o acolhimento da maternidade at\u00edpica no Brasil.<\/p>\n<p>A mostra fica em cartaz at\u00e9 20 de maio, no Shopping P\u00e1tio Avia\u00e7\u00e3o, reunindo relatos e imagens que traduzem o cotidiano de mulheres, muitas vezes sozinhas, que enfrentam a cria\u00e7\u00e3o de filhos com condi\u00e7\u00f5es como autismo, s\u00edndrome de Down e paralisia cerebral.<\/p>\n<p>O projeto surgiu de forma natural, como explica a s\u00f3cia e diretora do instituto, Polyanna Oliveira Muniz. Ao assumir o atendimento inicial das fam\u00edlias, ela se deparou com uma realidade at\u00e9 ent\u00e3o distante. \u201cTive a oportunidade de testemunhar, de fato, a rotina dessas m\u00e3es\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ao longo de um ano e meio, o contato direto revelou uma experi\u00eancia marcada por sobrecarga emocional, desafios constantes e, sobretudo, pela aus\u00eancia de escuta. \u201cMuitas s\u00f3 queriam ser ouvidas\u201d, relata.<\/p>\n<p>A iniciativa se consolidou como um movimento de valoriza\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias frequentemente invisibilizadas. Um dos aspectos que mais chamaram a aten\u00e7\u00e3o da diretora foi a fragilidade da rede de apoio. \u201cO abandono dos parceiros \u00e9 um dado muito forte. Entre 70% e 80% dessas m\u00e3es s\u00e3o abandonadas\u201d, observa. A esse cen\u00e1rio se somam dificuldades financeiras, o alto custo dos tratamentos e a car\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes \u2014 fatores que intensificam a exaust\u00e3o emocional.<\/p>\n<p>Diante disso, o instituto criou um setor espec\u00edfico de acolhimento. \u201cEntendemos que n\u00e3o d\u00e1 para cuidar da crian\u00e7a sem cuidar de quem cuida\u201d, explica Polyanna. Hoje, o espa\u00e7o promove palestras, workshops e rodas de conversa voltadas \u00e0 sa\u00fade emocional das m\u00e3es.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rias reais<\/strong><\/p>\n<p><img alt=\"\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-267424 size-full\" src=\"https:\/\/jornaldaorla.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Manuela-e-Karine.jpeg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"1066\" srcset=\"https:\/\/jornaldaorla.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Manuela-e-Karine.jpeg 1600w, https:\/\/jornaldaorla.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Manuela-e-Karine-300x200.jpeg 300w, https:\/\/jornaldaorla.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Manuela-e-Karine-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/jornaldaorla.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Manuela-e-Karine-768x512.jpeg 768w, https:\/\/jornaldaorla.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Manuela-e-Karine-1536x1023.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" data-eio=\"l\"\/><br \/>A exposi\u00e7\u00e3o surge como desdobramento direto dessa escuta. A ideia de ampliar o alcance das hist\u00f3rias ganhou for\u00e7a em 2025, com o objetivo de sensibilizar o p\u00fablico. \u201cA sociedade ainda n\u00e3o tem no\u00e7\u00e3o do que essas m\u00e3es enfrentam. Quando colocamos isso em exposi\u00e7\u00e3o, as pessoas passam a olhar com outros olhos. \u00c9 um trabalho de formiguinha\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O impacto, no entanto, n\u00e3o se limita aos visitantes. Entre as participantes, o reconhecimento tamb\u00e9m se mostra transformador. \u201cFoi muito emocionante v\u00ea-las sendo reconhecidas. O brilho nos olhos, por estarem sendo vistas, \u00e9 algo muito forte\u201d, conta.<\/p>\n<p>O sucesso da primeira edi\u00e7\u00e3o impulsionou a continuidade do projeto, que neste ano ganha novos desdobramentos, incluindo a produ\u00e7\u00e3o de um document\u00e1rio com relatos de m\u00e3es de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. \u201cQuando essas hist\u00f3rias ganham o formato de filme, o impacto emocional \u00e9 ainda maior\u201d, avalia.<\/p>\n<p>A curadoria busca equilibrar dureza e esperan\u00e7a. \u201cQueremos mostrar os desafios, mas tamb\u00e9m apontar caminhos, trazer luz. Isso pode inspirar outras m\u00e3es\u201d, explica. Para Polyanna, o que mais impressiona \u00e9 a capacidade de reinven\u00e7\u00e3o dessas mulheres.<\/p>\n<p>Entre as participantes est\u00e1 Karine Menezes Fernandes Lima, m\u00e3e de Manuela, de 6 anos, diagnosticada com TEA n\u00edvel 1 de suporte. Ela conta que percebeu um atraso na fala da filha entre os 2 e 3 anos, mesmo ap\u00f3s o in\u00edcio da vida escolar. \u201cProcurei um neurologista para investigar. Com o in\u00edcio das terapias, nossa rotina mudou completamente\u201d, relata.<\/p>\n<p>Segundo Karine, o acompanhamento foi fundamental para o desenvolvimento da crian\u00e7a. \u201cHoje vemos uma grande evolu\u00e7\u00e3o. Ela se comunica melhor, interage mais\u201d, diz. O atendimento no Instituto ALMAI, iniciado em dezembro de 2023, tamb\u00e9m foi decisivo nesse processo.<\/p>\n<p>Participar da exposi\u00e7\u00e3o, para ela, tem um significado especial. \u201cQuis mostrar o quanto a maternidade \u00e9 cuidado, amor e resili\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria at\u00e9 a maternidade, no entanto, foi marcada por desafios. \u201cA Manuela \u00e9 um beb\u00ea arco-\u00edris, um milagre na minha vida. O Dia das M\u00e3es, para mim, \u00e9 sempre motivo de felicidade por ter realizado esse sonho\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Impacto al\u00e9m da arte<\/strong><br \/>Com entrada gratuita, a exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane cerca de 100 relatos selecionados. Criada em homenagem ao m\u00eas das m\u00e3es, a campanha ultrapassa o car\u00e1ter art\u00edstico e se afirma como uma a\u00e7\u00e3o de impacto social.<\/p>\n<p>Para a diretora, o legado do projeto se sustenta em dois pilares: o fortalecimento emocional dessas mulheres e a sensibiliza\u00e7\u00e3o da sociedade. \u201cEssas m\u00e3es v\u00e3o lidar com esse diagn\u00f3stico a vida inteira. Se tiverem recursos internos, conseguem enfrentar isso de forma mais leve\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, ela refor\u00e7a a import\u00e2ncia de ampliar o olhar coletivo. \u201cSe a sociedade passa a agir com mais empatia e compaix\u00e3o, cumprimos nosso papel\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/jornaldaorla.com.br\/noticias\/maternidade-atipica-ganha-visibilidade-em-exposicao\/\">Jornal Da Orla<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A campanha M\u00e3es At\u00edpicas: Retratos da Vida, idealizada pelo Instituto ALMAI, surge do di\u00e1logo direto com m\u00e3es de crian\u00e7as com transtornos do neurodesenvolvimento. Em sua segunda edi\u00e7\u00e3o, o projeto transforma experi\u00eancias atravessadas por desafios e afetos em uma exposi\u00e7\u00e3o que amplia a visibilidade, o reconhecimento e o acolhimento da maternidade at\u00edpica no Brasil. 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