{"id":76720,"date":"2026-05-01T18:41:00","date_gmt":"2026-05-01T21:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/linguagem-simples-facilita-comunicacao-e-acesso-a-informacao\/"},"modified":"2026-05-01T18:41:00","modified_gmt":"2026-05-01T21:41:00","slug":"linguagem-simples-facilita-comunicacao-e-acesso-a-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/linguagem-simples-facilita-comunicacao-e-acesso-a-informacao\/","title":{"rendered":"\u2018Linguagem Simples\u2019 facilita comunica\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Utilizar desenho associado a uma frase curta ou a uma \u00fanica palavra; comunicar-se com vocabul\u00e1rios de uso comum, facilmente compreens\u00edveis; usar aplicativos com \u00edcones grandes, descri\u00e7\u00e3o sonora. Esses s\u00e3o alguns recursos da chamada Linguagem Simples, cujo objetivo \u00e9 fazer com que a informa\u00e7\u00e3o chegue para o maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma t\u00e9cnica inclusiva que pode ser aplicada tanto com pessoas com defici\u00eancia, ou neurodiverg\u00eancias, quanto com idosos com perdas cognitivas, ou com pessoas que t\u00eam baixo letramento, ou mesmo com imigrantes que est\u00e3o se familiarizando com o idioma. \u00c9 para facilitar a comunica\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a inclus\u00e3o\u201d, explica a assistente social Juliana Barica Righini, que trabalha h\u00e1 15 anos com pessoas com defici\u00eancia intelectual, em S\u00e3o Paulo. \u201cS\u00e3o recursos que podem colaborar com as pessoas para melhor participa\u00e7\u00e3o na sociedade. Ent\u00e3o, tem trabalho, media\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o que aprofundei na quest\u00e3o da linguagem simples e da leitura f\u00e1cil\u201d.<\/p>\n<p>Colaboradora do Instituto Caleidosc\u00f3pio, Juliana Righini esteve em Santos para participar do 3\u00ba Semin\u00e1rio de Neurodiversidade e Pol\u00edticas P\u00fablicas, promovido no in\u00edcio de abril pela Universidade Cat\u00f3lica de Santos (UniSantos) e a organiza\u00e7\u00e3o IN Movimento Inclusivo, em interlocu\u00e7\u00e3o com a Secretaria Nacional da Pessoa com Defici\u00eancia. A especialista ressalta que o desafio \u00e9 fazer as pessoas acreditarem na pot\u00eancia da pessoa com defici\u00eancia ou neurodivergente. \u201cQuando voc\u00ea oferta recursos que favorecem a participa\u00e7\u00e3o dessas pessoas, voc\u00ea tem ganhos como sociedade. Voc\u00ea pode ter uma pessoa trabalhando melhor, estudando melhor, melhorando a pr\u00f3pria vida e a da sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o do Caleidosc\u00f3pio no semin\u00e1rio, o vice-presidente do instituto, Cau\u00ea Talarico, apresentou o filho Jo\u00e3o Pedro, autista n\u00edvel 3, que se comunica por interm\u00e9dio de um aplicativo no tablet, com base em conceitos da Linguagem Simples.<\/p>\n<p>Para Juliana Righini, \u00e9 preciso olhar e entender quem \u00e9 a pessoa com a qual estou me comunicando, qual a condi\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia ela apresenta e o que pode ser oferecido para garantir desenvolvimento social. Ela destaca a import\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o profissional, mas faz ressalvas: \u201cA escola n\u00e3o est\u00e1 com barreiras somente no atendimento \u00e0 pessoa com defici\u00eancia. Ela enfrenta dificuldades para se modernizar com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia, \u00e0s diferen\u00e7as que h\u00e1 dentro das fam\u00edlias. Ent\u00e3o, a inclus\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia \u00e9 mais um desafio para o qual ela precisa olhar\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O que falta \u2013 ressalta Juliana Righini \u2013 \u00e9 a aten\u00e7\u00e3o ao outro. \u201cNa escola, empresa, fam\u00edlia, na sociedade como um todo, a gente v\u00ea essa dificuldade. E n\u00e3o se desafia de verdade a olhar para a pessoa que est\u00e1 \u00e0 sua frente, que quer e tem potencial para aprender. Formar instrutor, professor, pai, gestor, enfim, forma\u00e7\u00e3o \u00e9 super importante. Mas existe muita forma\u00e7\u00e3o e pouca iniciativa. Falta o desejo de realizar, de olhar para o outro e se interessar por ele. Esse \u00e9 um grande impasse\u201d, complementa.<\/p>\n<p><strong>PLANO NACIONAL<\/strong><br \/>O professor Marcos Medina, ex-reitor da UniSantos e associado da IN Movimento Inclusivo, destaca a presen\u00e7a da secret\u00e1ria Nacional dos Direitos da Pessoa com Defici\u00eancia, Isadora Nascimento, na abertura do semin\u00e1rio. \u201cEla apresentou o Plano Nacional Novo Viver Sem Limite, um conjunto de a\u00e7\u00f5es interministeriais e interfederativas para assegurar os direitos da pessoa com defici\u00eancia. \u00c9 preciso reconhecer que essas pessoas t\u00eam potenciais, condi\u00e7\u00f5es e direitos. Precisam integrar-se \u00e0 vida social plena\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Medina ressalta a import\u00e2ncia do semin\u00e1rio para essa luta. \u201cPrecisamos discutir e agir para garantir pol\u00edticas p\u00fablicas, vencer o capacitismo, o preconceito. Uma cidade inclusiva \u00e9 uma cidade em que todas as pessoas sejam chamadas \u00e0s suas plenitudes de direito, participa\u00e7\u00e3o, engajamento, trabalho, moradia\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/jornaldaorla.com.br\/noticias\/linguagem-simples-facilita-comunicacao-e-acesso-a-informacao\/\">Jornal Da Orla<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Utilizar desenho associado a uma frase curta ou a uma \u00fanica palavra; comunicar-se com vocabul\u00e1rios de uso comum, facilmente compreens\u00edveis; usar aplicativos com \u00edcones grandes, descri\u00e7\u00e3o sonora. 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