{"id":75542,"date":"2026-04-26T23:06:53","date_gmt":"2026-04-27T02:06:53","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/eua-expoem-na-venezuela-e-no-ira-as-falhas-das-armas-da-china\/"},"modified":"2026-04-26T23:06:53","modified_gmt":"2026-04-27T02:06:53","slug":"eua-expoem-na-venezuela-e-no-ira-as-falhas-das-armas-da-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/eua-expoem-na-venezuela-e-no-ira-as-falhas-das-armas-da-china\/","title":{"rendered":"EUA exp\u00f5em na Venezuela e no Ir\u00e3 as falhas das armas da China"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">As recentes opera\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos na Venezuela e no Ir\u00e3 tiveram um efeito al\u00e9m dos alvos imediatos: <strong>expuseram fragilidades nos sistemas de defesa a\u00e9rea fornecidos pela China a Caracas e Teer\u00e3<\/strong>, colocando em d\u00favida a efic\u00e1cia do aparato militar promovido por Pequim.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No caso da Venezuela, o regime de Nicol\u00e1s Maduro havia montado um robusto arsenal antia\u00e9reo, fruto de d\u00e9cadas de aquisi\u00e7\u00f5es de sistemas de defesa junto aos regimes da R\u00fassia e China. Segundo an\u00e1lise da organiza\u00e7\u00e3o <em>ChinaPower Project,<\/em> do <em>think tank<\/em> Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos e Internacionais (CSIS),<strong> <\/strong>entre 2010 e 2020, a<strong> China foi o segundo maior fornecedor de armas da Venezuela,<\/strong> respondendo por 16,4% das compras militares do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas da R\u00fassia (59,6%). No mesmo per\u00edodo, a Venezuela concentrou 85,8% de todas as exporta\u00e7\u00f5es militares chinesas para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Entre os equipamentos vendidos por Pequim ao regime chavista estavam os <strong>sistemas que falharam durante a opera\u00e7\u00e3o americana que capturou Maduro<\/strong>: os<strong> radares JYL-1, JY-11 e JY-27A<\/strong>, conforme identificou a Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o Econ\u00f4mica e de Seguran\u00e7a EUA-China (USCC), \u00f3rg\u00e3o do Congresso americano, em relat\u00f3rio publicado dias ap\u00f3s a captura de Maduro.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O JY-27A \u00e9 comercializado por Pequim como um radar &#8220;antifurtividade&#8221;, com capacidade de detectar aeronaves de quinta gera\u00e7\u00e3o dos EUA, como os ca\u00e7as F-22 e o F-35. <strong>Nenhum dos radares chineses adquiridos por Caracas para detectar incurs\u00f5es a\u00e9reas funcionou como prometido.<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das For\u00e7as Armadas dos EUA, confirmou que mais de 150 aeronaves americanas participaram da opera\u00e7\u00e3o de janeiro na Venezuela. Nenhuma dessas aeronaves americanas foi detectada e abatida pelas for\u00e7as chavistas. Caine disse ainda que os EUA aplicaram efeitos de guerra cibern\u00e9tica e espacial para abrir um corredor de acesso a Caracas, o que culminou na neutraliza\u00e7\u00e3o completa dos sistemas de radar e defesa a\u00e9rea venezuelanos, incluindo os de origem chinesa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O diplomata Arturo McFields, dissidente do regime da Nicar\u00e1gua e mestre em rela\u00e7\u00f5es internacionais, avaliou em artigo publicado no jornal <em>The Hill <\/em>que <strong>o epis\u00f3dio escancarou a dist\u00e2ncia entre a propaganda militar chinesa e o desempenho real de seus equipamentos em cen\u00e1rio de guerra.<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cOs radares JY-27A sempre impressionaram em desfiles militares, mas se revelaram cegos, surdos e mudos no combate real\u201d, escreveu McFields.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri),<strong> a China \u00e9 o quinto maior exportador mundial de armas<\/strong>, respondendo por 4,79% do com\u00e9rcio global do setor entre 2000 e 2024, ficando atr\u00e1s dos Estados Unidos (34,66%), R\u00fassia (20,68%), Fran\u00e7a (7,83%) e Alemanha (6,5%).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Levantamento do <em>think tank <\/em>americano <em>RAND Corporation<\/em> mostra que, somadas as empresas de seguran\u00e7a privada chinesas, que protegem portos, minas e projetos de infraestrutura em diversos pa\u00edses, <strong>a presen\u00e7a militar de Pequim j\u00e1 alcan\u00e7ou 48 na\u00e7\u00f5es na \u00c1sia, \u00c1frica e Am\u00e9rica Latina<\/strong>. A credibilidade desse instrumento de proje\u00e7\u00e3o de poder militar de Pequim, no entanto, foi abalada pelas opera\u00e7\u00f5es americanas contra o Ir\u00e3 e a Venezuela.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Dias ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o na Venezuela, Pequim se esquivou de responder a questionamentos sobre a efic\u00e1cia dos equipamentos militares que havia vendido a Caracas. O porta-voz do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do regime comunista, Lin Jian, limitou-se a condenar a a\u00e7\u00e3o americana como viola\u00e7\u00e3o da soberania venezuelana e das normas do direito internacional.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Ir\u00e3: outro colapso do sistema de defesa chin\u00eas<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Ir\u00e3 tamb\u00e9m \u00e9 um importante cliente da ind\u00fastria b\u00e9lica chinesa. Sancionado por pa\u00edses do Ocidente e impedido de adquirir armamento moderno nos mercados tradicionais, <strong>Teer\u00e3 apostou na compra de sistemas de Pequim para refor\u00e7ar sua defesa a\u00e9rea.<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em julho de 2025, ap\u00f3s ser alvejado por EUA e Israel, fontes da intelig\u00eancia \u00e1rabe citadas pelo jornal <em>Middle East Eye<\/em>, disseram que o regime iraniano recebeu <strong>baterias do m\u00edssil chin\u00eas HQ-9B<\/strong>, numa transa\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo por armamento, mecanismo frequentemente usado para contornar as san\u00e7\u00f5es americanas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O sistema, desenvolvido pela estatal <em>China Aerospace Science and Industry Corporation<\/em> e inspirado no sistema russo S-300, foi integrado a uma defesa em camadas que inclu\u00eda ainda o S-300PMU-2 russo, o iraniano Bavar-373 e plataformas de m\u00e9dio e curto alcance como Khordad-15, Tor-M2 e Pantsir-S1.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No papel, o armamento chin\u00eas completou um dos arsenais antia\u00e9reos mais robustos do Oriente M\u00e9dio. <strong>Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, o sistema chin\u00eas, em conjunto com os demais, n\u00e3o conseguiu detectar ou impedir os ataques coordenados de EUA e Israel em 28 de fevereiro<\/strong>, que atingiram naquele momento mais de 20 prov\u00edncias iranianas, destru\u00edram instala\u00e7\u00f5es militares estrat\u00e9gicas e mataram grande parte da alta c\u00fapula pol\u00edtica e militar do regime isl\u00e2mico, incluindo o aiatol\u00e1 Ali Khamenei e comandantes da poderosa Guarda Revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo a imprensa americana, os <strong>sistemas chineses HQ-9B que estavam implantados ao redor de Teer\u00e3 n\u00e3o conseguiram impedir nenhum dos bombardeios.<\/strong><\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Paquist\u00e3o tamb\u00e9m enfrentou falhas em sistemas chineses<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em maio de 2025, equipamentos de defesa fornecidos pela China ao Paquist\u00e3o tamb\u00e9m foram colocados \u00e0 prova durante a chamada Opera\u00e7\u00e3o <em>Sindoor<\/em>, lan\u00e7ada pela \u00cdndia em resposta ao atentado terrorista em Pahalgam, na Caxemira.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Paquist\u00e3o, que importa cerca de 80% de seu material militar da China, segundo relat\u00f3rio de 2025 do Sipri, dependia dos radares YLC-8E e das baterias antia\u00e9reas HQ-9 para proteger instala\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o Econ\u00f4mica e de Seguran\u00e7a EUA-China do Congresso americano apontou que o confronto de quatro dias com a \u00cdndia, em maio de 2025, marcou a primeira utiliza\u00e7\u00e3o em combate das baterias chinesas HQ-9. Ainda assim, <strong>ve\u00edculos da imprensa indiana relataram que o aparato n\u00e3o conseguiu impedir a ofensiva de Nova Delhi<\/strong>. M\u00edsseis de cruzeiro BrahMos teriam atingido bases protegidas pelos equipamentos chineses sem enfrentar resist\u00eancia efetiva.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cQualquer pa\u00eds do mundo que possua equipamentos de defesa chineses est\u00e1 agora revisando suas defesas a\u00e9reas e se perguntando qu\u00e3o seguro realmente est\u00e1\u201d, declarou Michael Sobolik, pesquisador s\u00eanior do Hudson Institute, em entrevista \u00e0 ag\u00eancia <em>Reuters<\/em>.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/operacoes-dos-eua-na-venezuela-e-no-ira-colocam-em-xeque-sistemas-de-defesa-chineses\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As recentes opera\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos na Venezuela e no Ir\u00e3 tiveram um efeito al\u00e9m dos alvos imediatos: expuseram fragilidades nos sistemas de defesa a\u00e9rea fornecidos pela China a Caracas e Teer\u00e3, colocando em d\u00favida a efic\u00e1cia do aparato militar promovido por Pequim. 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