{"id":74175,"date":"2026-04-19T15:09:20","date_gmt":"2026-04-19T18:09:20","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/em-ouro-negro-o-dragao-camila-arruda-explora-o-cafe-brasileiro-como-novo-icone-de-status\/"},"modified":"2026-04-19T15:09:20","modified_gmt":"2026-04-19T18:09:20","slug":"em-ouro-negro-o-dragao-camila-arruda-explora-o-cafe-brasileiro-como-novo-icone-de-status","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/em-ouro-negro-o-dragao-camila-arruda-explora-o-cafe-brasileiro-como-novo-icone-de-status\/","title":{"rendered":"Em Ouro Negro &#038; O Drag\u00e3o, Camila Arruda explora o caf\u00e9 brasileiro como novo \u00edcone de status"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"texto\">\n<p>O fato de a China ter se tornado um dos maiores importadores do caf\u00e9 brasileiro \u2013\u00a0 atualmente o sexto maior \u2013 levou a artista pl\u00e1stica\u00a0Camila Arruda\u00a0da curiosidade \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o cultural e a um passeio sens\u00edvel pela hist\u00f3ria e pelas transforma\u00e7\u00f5es vividas pelos chineses nos \u00faltimos anos. O que o despertar para o consumo do caf\u00e9 na cultura milenar do ch\u00e1 pode nos dizer em termos sociais, culturais e de futuro? \u00c9 esse caminho de explora\u00e7\u00e3o que guia a produ\u00e7\u00e3o de\u00a015 obras in\u00e9ditas\u00a0para a exposi\u00e7\u00e3o\u00a0Ouro Negro &amp; O Drag\u00e3o, que o\u00a0Museu do Caf\u00e9, em Santos, exibe a partir do\u00a0dia 24 de abril.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A mostra nasce de um convite do Museu para celebrar o\u00a0Ano da Cultura e do Turismo entre Brasil e China em 2026. &#8220;Acredito que o verdadeiro enriquecimento cultural acontece quando aproximamos duas na\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma Camila. Para a artista, levar esse debate ao museu \u00e9 fundamental para combater a desinforma\u00e7\u00e3o: &#8220;H\u00e1 quem sequer saiba que os chineses consomem o gr\u00e3o. O objetivo \u00e9 expandir a vis\u00e3o do visitante sobre quem \u00e9 a China hoje&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Uma parceria de longa data<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de Camila com os espa\u00e7os museol\u00f3gicos dedicados \u00e0\u00a0mem\u00f3ria do caf\u00e9 e da imigra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 recente; em 2018, realizou uma mostra marcante no Museu da Imigra\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Paulo. A semente para o projeto atual surgiu em 2019, \u00e0s v\u00e9speras de uma viagem \u00e0 China. &#8220;A diretora do museu sugeriu que eu olhasse para a China com aten\u00e7\u00e3o. O que encontrei l\u00e1 me surpreendeu: em 2019, j\u00e1 havia mais cafeterias na China do que em S\u00e3o Paulo&#8221;. Ap\u00f3s amadurecer durante a pandemia e dois per\u00edodos de maternidade da artista, o projeto ganha corpo no auge do interc\u00e2mbio cultural entre as duas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Pensamento em espiral<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na busca por essa compreens\u00e3o, Camila defende que\u00a0\u00e9 necess\u00e1rio despir-nos do ju\u00edzo ocidentalizado. &#8220;Como pensam os chineses? Sobre quais cren\u00e7as se estrutura sua sociedade?&#8221;. Enquanto o Ocidente herdou o pensamento grego linear, a China opera em espiral. &#8220;L\u00e1, o conhecimento retorna ao in\u00edcio de forma mais aprofundada. O passado nunca \u00e9 descartado; ele \u00e9 ressignificado&#8221;, explica. Essa l\u00f3gica moldou a pr\u00f3pria expografia: a exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o segue uma linha do tempo, mas uma sobreposi\u00e7\u00e3o onde o ontem e o amanh\u00e3 coexistem.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>De\u00a0&#8220;f\u00e1brica&#8221; \u00e0 &#8220;mente&#8221; do mundo<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A mostra contextualiza a metamorfose hist\u00f3rica do pa\u00eds. Se antes a China era a &#8220;f\u00e1brica do mundo&#8221;, hoje busca ser a vanguarda da cria\u00e7\u00e3o. &#8220;A China n\u00e3o quer mais apenas fabricar o que o mundo cria; ela quer criar o que o mundo consome&#8221;, observa a artista. Esse compromisso de liderar define a China contempor\u00e2nea, que encabe\u00e7a setores como energia solar e explora\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Um dos pontos centrais da investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 o contraste social da bebida. &#8220;Enquanto no Brasil o caf\u00e9 \u00e9 democracia, na China ele \u00e9\u00a0distin\u00e7\u00e3o social&#8221;. Nas metr\u00f3poles chinesas, o caf\u00e9 tornou-se um c\u00f3digo visual de prest\u00edgio, impulsionado por uma gera\u00e7\u00e3o que estudou no Ocidente e trouxe o h\u00e1bito na bagagem. O gr\u00e3o brasileiro desembarca na China como s\u00edmbolo do &#8220;Sonho Chin\u00eas&#8221;\u00a0\u2014 uma mistura de modernidade e transforma\u00e7\u00e3o pessoal. &#8220;O copinho de caf\u00e9 \u00e9 o novo s\u00edmbolo do jovem chin\u00eas globalizado&#8221;, destaca Camila.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Estrutura Curatorial: os tr\u00eas atos de uma mostra sensorial<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A linha curatorial da mostra \u00e9 o resultado de um processo de &#8220;desconstru\u00e7\u00e3o&#8221; da pr\u00f3pria artista. Ap\u00f3s dois anos de pesquisa dedicada \u00e0 cosmologia e ao comportamento chin\u00eas, Camila compreendeu que traduzir a China atrav\u00e9s de uma lente puramente racional e ocidental seria um esfor\u00e7o incompleto. &#8220;O jeito de pensar \u00e9 estruturalmente diferente do nosso; n\u00e3o \u00e9 algo que se explique apenas com textos did\u00e1ticos&#8221;, reflete.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Diante da complexidade de mil\u00eanios de tradi\u00e7\u00e3o, a curadoria optou por abandonar as respostas prontas em favor de uma exposi\u00e7\u00e3o contemplativa. Em vez de sobrecarregar o visitante com dados estat\u00edsticos, a mostra utiliza a arte como um canal de abertura sens\u00edvel, fundamentado em conceitos confucianos onde o equil\u00edbrio e a observa\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais. O objetivo n\u00e3o \u00e9 uma compreens\u00e3o intelectual, mas que o p\u00fablico tenha experienciado a China sensorialmente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por 15 obras (pinturas, escultura, instala\u00e7\u00e3o e v\u00eddeos com entrevistas) e est\u00e1 organizada em tr\u00eas n\u00facleos que guiam o visitante da raiz do pensamento oriental at\u00e9\u00a0a China tecnol\u00f3gica:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>1 &#8211;\u00a0A Espiral<\/p>\n<p>Este n\u00facleo introduz a cosmologia chinesa como a base de tudo. Para a artista, n\u00e3o \u00e9\u00a0poss\u00edvel entender a &#8220;cabe\u00e7a do chin\u00eas&#8221; sem passar por Conf\u00facio, M\u00eancio e os conceitos de\u00a0Dao\u00a0(o caminho) e\u00a0Yin-Yang.\u00a0&#8220;Assim como n\u00e3o se fala do conhecimento ocidental sem S\u00f3crates ou Arist\u00f3teles, n\u00e3o se entende a China sem sua cosmologia&#8221;, explica Camila. Esses princ\u00edpios est\u00e3o enraizados no dia a dia, permeando desde rela\u00e7\u00f5es familiares at\u00e9 grandes negocia\u00e7\u00f5es comerciais. A s\u00e9rie de tr\u00eas quadros, chamada de\u00a0C\u00c9LADON\u00a0pela artista, \u00e9 inspirada na\u00a0Cer\u00e2mica Ru, da Dinastia Song, e ilustra essa fase como o s\u00edmbolo do &#8220;conhecimento da simplicidade&#8221;. Atrav\u00e9s de pixels expandidos, Camila reproduz o tom mut\u00e1vel da esmalta\u00e7\u00e3o Ru\u00a0\u2014 &#8220;o azul do c\u00e9u entre as nuvens ap\u00f3s a chuva&#8221; \u2014 exigindo que o observador ajuste o olhar para captar a varia\u00e7\u00e3o crom\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>2 &#8211; O Caf\u00e9\u00a0como S\u00edmbolo<\/p>\n<p>Neste n\u00facleo, o caf\u00e9 deixa de ser tratado como um simples insumo agr\u00edcola para assumir o papel de um poderoso \u00edcone de status e cosmopolitismo. Camila utiliza a t\u00e9cnica de &#8220;achatar camadas&#8221; hist\u00f3ricas e visuais para criar uma ponte entre passado e presente: ela apresenta o caf\u00e9 sobre superf\u00edcies que imitam a porcelana azul e branca da Dinastia Ming. O sentido dessa sobreposi\u00e7\u00e3o \u00e9 geopol\u00edtico: se no passado a porcelana foi o grande s\u00edmbolo da abertura da China para o mundo atrav\u00e9s da exporta\u00e7\u00e3o, hoje o caf\u00e9 representa o movimento inverso \u2014 a China absorvendo, filtrando e ressignificando a cultura global para dentro de seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>3 &#8211; A Proje\u00e7\u00e3o do Futuro<\/p>\n<p>Este n\u00facleo foca na metamorfose hist\u00f3rica da China, que deixa de ser a &#8220;f\u00e1brica do mundo&#8221; \u2014 focada em produ\u00e7\u00e3o em massa \u2014 para se tornar a &#8220;mente do mundo&#8221;, liderando a vanguarda da cria\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. O caf\u00e9 surge neste cen\u00e1rio como um verdadeiro &#8220;cavalo de Troia&#8221; tecnol\u00f3gico. Atrav\u00e9s do fen\u00f4meno das\u00a0coffee techs\u00a0(redes de lojas altamente digitalizadas para consumo de caf\u00e9), a bebida foi o combust\u00edvel para testar sistemas de log\u00edstica ultraeficientes e intelig\u00eancia de dados. A mostra explora como as rotas de entrega via drone, inicialmente mapeadas e exaustivamente testadas para levar copos de caf\u00e9 em tempo recorde nas metr\u00f3poles, tornaram-se ativos estrat\u00e9gicos para a na\u00e7\u00e3o. Durante a pandemia, essa mesma malha log\u00edstica e tecnol\u00f3gica, validada pelo consumo de caf\u00e9, foi crucial para a distribui\u00e7\u00e3o \u00e1gil de insumos m\u00e9dicos e produtos de higiene em regi\u00f5es isoladas. Assim, o gr\u00e3o brasileiro, processado pela tecnologia chinesa, revelou-se o motor que viabilizou novas infraestruturas de sobreviv\u00eancia e conectividade urbana.<\/p>\n<p>Destaques:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Drag\u00e3o de bambu e copos de papel<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o da mostra\u00a0\u00e9 um drag\u00e3o de quatro metros de comprimento que domina o espa\u00e7o com um corpo articulado e org\u00e2nico.\u00a0A escolha da figura n\u00e3o foi ao acaso: na China, o drag\u00e3o \u00e9 um ser amig\u00e1vel e forte s\u00edmbolo de ascens\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o e prosperidade. Para materializ\u00e1-lo, Camila buscou inspira\u00e7\u00e3o nas pipas tridimensionais da regi\u00e3o de\u00a0Weifang\u00a0\u2014\u00a0centro hist\u00f3rico e cultural conhecido como a capital mundial das pipas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A inova\u00e7\u00e3o da obra revela-se na escolha de materiais que reinventam a tradi\u00e7\u00e3o: em vez do papel de seda e bambu tradicionais, Camila utilizou centenas de mexedores de bambu e copos de papel. Para dar vida \u00e0 estrutura, a artista inspirou-se na t\u00e9cnica milenar de encaixe das pagodas (constru\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica da arquitetura chinesa). &#8220;Elaborei uma estrutura central r\u00edgida em MDF, como uma coluna vertebral, onde os an\u00e9is com copos de caf\u00e9, que formam o di\u00e2metro do corpo, s\u00e3o acoplados. Minha inten\u00e7\u00e3o era uma estrutura org\u00e2nica e de simplicidade funcional, e um conjunto feito de materiais respir\u00e1veis: madeira, bambu e papel&#8221;, explica a artista.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Experi\u00eancia Sensorial<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A mostra foi pensada para ir al\u00e9m do olhar. A escultura\u00a0Sopro, um dos destaques sensoriais, utiliza uma saca inteira de caf\u00e9 \u2014 cerca de 65 quilos de gr\u00e3os torrados. Com 1,40 metro de di\u00e2metro e constru\u00edda com c\u00edrculos conc\u00eantricos de lat\u00e3o dourado, a pe\u00e7a imita o movimento das ondas na \u00e1gua e a expans\u00e3o da energia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O uso do metal dourado brilhante n\u00e3o \u00e9 apenas est\u00e9tico: ele coloca o gr\u00e3o no lugar de s\u00edmbolo de riqueza, enquanto a superf\u00edcie espelhada amplia a vis\u00e3o do &#8220;ouro negro&#8221; em seu interior. O aroma intenso envolve o visitante, criando uma experi\u00eancia sens\u00edvel e olfativa que refor\u00e7a a ponte cultural entre o porto santista e o mercado chin\u00eas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Tintas produzidas a partir de ch\u00e1\u00a0verde e caf\u00e9<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No seu ateli\u00ea, Camila desenvolveu f\u00f3rmulas pr\u00f3prias: uma tinta acr\u00edlica feita de caf\u00e9 e outra de ch\u00e1 verde, utilizando pigmentos naturais extra\u00eddos das infus\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Essas cores org\u00e2nicas d\u00e3o vida a telas que exploram o conceito de\u00a0Yin Yang\u00a0e a conviv\u00eancia harm\u00f4nica entre o milenar ch\u00e1 e o contempor\u00e2neo caf\u00e9. Pintadas sobre algod\u00e3o cru \u2014 escolhido por ser um suporte &#8220;vivo&#8221; e menos pl\u00e1stico que a tela tradicional \u2014, as obras mostram que o caf\u00e9 n\u00e3o substituiu o ch\u00e1 na China, mas encontrou uma maneira de complement\u00e1-lo. &#8220;\u00c9 uma dan\u00e7a de conviv\u00eancia&#8221;, observa Camila.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Porcelana de madeira e folhas de ouro<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A artista desenvolveu suportes que s\u00e3o obras de arte por si s\u00f3: estruturas de madeira revestidas com caulim (um dos minerais base da porcelana imperial). Nesse processo minucioso, a superf\u00edcie foi lixada manualmente diversas vezes at\u00e9 atingir o brilho e o toque das cer\u00e2micas da Dinastia Ming. Sobre essa &#8220;porcelana de madeira&#8221;, ela aplica pinturas em camadas que fundem \u00edcones brasileiros, como o copo americano, ao Templo do C\u00e9u (s\u00edmbolo de fertilidade em Pequim).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, em uma fus\u00e3o entre a tradi\u00e7\u00e3o e a modernidade, Camila utiliza o brilho do ouro para simbolizar o caf\u00e9\u00a0como o novo \u00edcone de riqueza e status na\u00a0China.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na tela &#8220;Ouro Negro&#8221;, pintada com pigmentos naturais do gr\u00e3o sobre algod\u00e3o, a folha de ouro\u00a0\u00e9\u00a0aplicada para refor\u00e7ar o caf\u00e9\u00a0como um s\u00edmbolo de\u00a0prosperidade. J\u00e1 em uma instala\u00e7\u00e3o exposta na parte central da mostra, o material\u00a0\u00e9\u00a0usado para refor\u00e7ar a ideia de ascens\u00e3o social:\u00a0\u00a0Camila estampa\u00a0as estrelas da bandeira chinesa nas luvas de papel, que s\u00e3o normalmente vestidas sobre os copos descart\u00e1veis com bebidas quentes de caf\u00e9, e as coloca em caixas de\u00a0delivery,\u00a0transformando as embalagens em uma parede cenogr\u00e1fica que remete aos servi\u00e7os de entrega via drone e \u00e0 velocidade das metr\u00f3poles asi\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;O caf\u00e9 na China hoje \u00e9 um s\u00edmbolo de transforma\u00e7\u00e3o e prest\u00edgio. Quis utilizar esse material precioso para evidenciar como a bebida \u00e9 percebida por l\u00e1&#8221;, pontua a artista.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ano da Cultura e do Turismo Brasil-China 2026<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Ano da Cultura e do Turismo entre Brasil e China em 2026 n\u00e3o \u00e9 apenas uma efem\u00e9ride; trata-se de um marco diplom\u00e1tico e estrat\u00e9gico de extrema relev\u00e2ncia, planejado para celebrar os 52 anos de rela\u00e7\u00f5es entre as duas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Este calend\u00e1rio comemorativo representa o \u00e1pice de uma reaproxima\u00e7\u00e3o que vem sendo costurada em encontros de alto n\u00edvel\u00a0\u2014 como a visita de Estado em 2023 \u2014 com o objetivo de equilibrar a robusta balan\u00e7a comercial atrav\u00e9s de um interc\u00e2mbio simb\u00f3lico, humano e cultural.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Enquanto a China \u00e9 o maior parceiro comercial do Brasil, o brasileiro m\u00e9dio ainda conhece pouco sobre a hist\u00f3ria e o cotidiano chin\u00eas \u2014 e vice-versa. Atrav\u00e9s do interc\u00e2mbio entre institui\u00e7\u00f5es de prest\u00edgio, como o\u00a0Museu do Caf\u00e9\u00a0e o\u00a0Museu da Imigra\u00e7\u00e3o, 2026 torna-se estrat\u00e9gico para apresentar o &#8220;Novo Brasil&#8221; (sustent\u00e1vel e diverso) e a &#8220;Nova China&#8221; (tecnol\u00f3gica e urbana).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a exposi\u00e7\u00e3o de Camila Arruda traduz a &#8216;diplomacia cultural&#8217; em experi\u00eancia sens\u00edvel. Ao transformar dados de importa\u00e7\u00e3o em arte, a mostra revela que o caf\u00e9 na China \u00e9 um motor de inova\u00e7\u00e3o e status, elevando a percep\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o bilateral para al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o puramente mercantil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o:\u00a0Ouro Negro &amp; O Drag\u00e3o.\u00a0Abertura:\u00a024 de abril, XX horas.\u00a0Per\u00edodo: de 24 de abril a XX de XX.\u00a0Local: Museu do Caf\u00e9 \u2013 R. Quinze de Novembro, 95 &#8211; Centro, Santos &#8211; SP. Telefone:\u00a0(13) 3213-1750.\u00a0Hor\u00e1rio de funcionamento:\u00a0ter\u00e7a a s\u00e1bado,\u00a0das 9h\u00a0\u00e0s 18h (fechamento da bilheteria \u00e0s 17h) |\u00a0domingo,\u00a0das 10h \u00e0s 18h (fechamento da bilheteria \u00e0s 17h).\u00a0Ingressos: Inteira\u00a0\u2013 R$ 16,00 |Meia-entrada\u00a0\u2013\u00a0R$ 8,00.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async defer crossorigin=\"anonymous\" src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js#xfbml=1&#038;version=v12.0&#038;appId=&#038;autoLogAppEvents=1\" nonce=\"ou0fI1lo\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.bs9.com.br\/litoral\/em-ouro-negro-e-o-dragao-camila-arruda-explora-o-cafe-brasileiro-como\/39012\/\">BS9<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fato de a China ter se tornado um dos maiores importadores do caf\u00e9 brasileiro \u2013\u00a0 atualmente o sexto maior \u2013 levou a artista pl\u00e1stica\u00a0Camila Arruda\u00a0da curiosidade \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o cultural e a um passeio sens\u00edvel pela hist\u00f3ria e pelas transforma\u00e7\u00f5es vividas pelos chineses nos \u00faltimos anos. O que o despertar para o consumo do caf\u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":74176,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-74175","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santoseregiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74175","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74175"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74175\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74176"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}