{"id":71649,"date":"2026-04-07T17:09:38","date_gmt":"2026-04-07T20:09:38","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/comecam-trabalhos-de-recuperacao-do-navio-prof-w-besnard\/"},"modified":"2026-04-07T17:09:38","modified_gmt":"2026-04-07T20:09:38","slug":"comecam-trabalhos-de-recuperacao-do-navio-prof-w-besnard","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/comecam-trabalhos-de-recuperacao-do-navio-prof-w-besnard\/","title":{"rendered":"Come\u00e7am trabalhos de recupera\u00e7\u00e3o do navio Prof W. Besnard"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A Autoridade Portu\u00e1ria de Santos (APS) vai investir cerca de R$ 8 milh\u00f5es para levar o navio Prof. W. Besnard, adernado no Cais do Valongo desde 13 de mar\u00e7o, at\u00e9 o estaleiro e tentar recuperar um dos s\u00edmbolos da pesquisa oceanogr\u00e1fica do Brasil. Os trabalhos come\u00e7aram no \u00faltimo dia 3 e ser\u00e3o executados em tr\u00eas etapas: mergulhadores e t\u00e9cnicos, que j\u00e1 trabalham na an\u00e1lise da estrutura submersa, limpeza e suc\u00e7\u00e3o da \u00e1gua que est\u00e1 no interior da embarca\u00e7\u00e3o para possibilitar o passo seguinte, que \u00e9 fazer o Besnard reflutuar, para ent\u00e3o reboc\u00e1-lo at\u00e9 um estaleiro.<\/p>\n<p>O investimento foi definido ap\u00f3s licita\u00e7\u00e3o emergencial, da qual participaram cinco empresas. A contratada foi a Morfort Servi\u00e7os Mar\u00edtimos, que tem 180 dias para realizar todas as etapas, conforme explica o presidente da APS, Anderson Pomini.<\/p>\n<p>\u201cPela regra, a gente tem que fazer licita\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um processo mais complexo e demorado. De forma extraordin\u00e1ria, podemos fazer o contrato emergencial. Isso aqui \u00e9 uma emerg\u00eancia declarada pela Capitania dos Portos porque, se as amarras estourarem, o navio, com a subida da mar\u00e9, pode ir para o meio do canal e interromper a navega\u00e7\u00e3o. Por conta disso, fizemos um processo de forma muito r\u00e1pida. A responsabilidade pela seguran\u00e7a \u00e9 do Porto, embora o navio perten\u00e7a a um terceiro\u201d.<\/p>\n<p>A expectativa do presidente da APS e do diretor da contratada, Alexandre Salomani, \u00e9 que o navio esteja flutuando ainda no m\u00eas de abril. Pomini afirma que ser\u00e1 elaborado um plano de navega\u00e7\u00e3o at\u00e9 o estaleiro, em conjunto com a Capitania. \u201cUma vez no estaleiro, a\u00ed sim, convoco todas as empresas a colaborarem e a comunidade para que possamos recuperar esse navio, todo ou em parte, para que ele fique aqui no Parque Valongo\u201d.<\/p>\n<p><strong>60 PESSOAS<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 60 pessoas est\u00e3o envolvidas no resgate, sendo 30 na base operacional da empresa contratada e 30 junto ao navio, no Cais do Valongo. \u201cTemos mergulhadores, o pessoal da \u00e1rea ambiental, que fica de prontid\u00e3o, parte de guindaste e balsa, rebocadores. \u00c9 complexo, \u00e9 uma mobiliza\u00e7\u00e3o multidisciplinar\u201d, destaca Alexandre Salamoni.<\/p>\n<p>De acordo com ele, todo cuidado \u00e9 necess\u00e1rio nesse processo de trazer o navio \u00e0 tona, em raz\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e do valor hist\u00f3rico da embarca\u00e7\u00e3o. \u201cEstamos com todos os estudos de engenharia, o que n\u00f3s conseguimos de desenhos e informa\u00e7\u00f5es do navio, para que a gente possa mapear tudo o que deve ser realizado. Essa fase preliminar do mergulho \u00e9 para mapear realmente o que tem ali sob a \u00e1gua, para que a gente possa observar e tampar, vamos chamar assim, toda a parte onde possa ter entrado \u00e1gua, e consiga fazer a reflutua\u00e7\u00e3o. Vamos utilizar algumas bombas de alta performance para que o navio possa calmamente vir reflutuando. Isso demanda t\u00e9cnicas, tempo e seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>A respeito de um poss\u00edvel i\u00e7amento do navio, o diretor da contratada disse que nenhuma hip\u00f3tese de engenharia est\u00e1 descartada nesse momento, mas considera algo quase imposs\u00edvel, tendo em vista a precariedade do navio. \u201cO navio n\u00e3o est\u00e1 nas suas perfeitas condi\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o preventiva e corretiva. Ent\u00e3o, o trabalho demanda muito cuidado para que, apesar de ter equipamentos de i\u00e7amento tamb\u00e9m mobilizados no local, fa\u00e7a tudo para preservar o navio. N\u00e3o adianta a gente simplesmente tentar i\u00e7ar, porque ele n\u00e3o tem estrutura para suportar. Por isso, a ideia da reflutua\u00e7\u00e3o que a gente est\u00e1 fazendo de uma forma bem escalonada\u201d.<\/p>\n<p><strong>O NAVIO<\/strong><\/p>\n<p>O navio Prof. W. Besnard \u00e9 um \u00edcone da oceanografia brasileira lan\u00e7ado ao mar pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). O nome homenageia o primeiro diretor do Instituto da USP que, desde 1958, trabalhava para que a universidade tivesse o seu pr\u00f3prio navio. A embarca\u00e7\u00e3o chegou ao Brasil em agosto de 1967. Foram centenas de viagens cient\u00edficas, sendo seis para a Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Atracado desde 2008 no Porto de Santos, o navio foi cedido pela USP para o munic\u00edpio de Ilhabela. Voltou ap\u00f3s decis\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico. O navio passou a ser responsabilidade do Instituto do Mar, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, mas cujos coordenadores n\u00e3o se manifestaram sobre a degrada\u00e7\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o, nem mesmo ap\u00f3s o acidente de mar\u00e7o.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/jornaldaorla.com.br\/noticias\/comecam-trabalhos-de-recuperacao-do-navio-prof-w-besnard\/\">Jornal Da Orla<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Autoridade Portu\u00e1ria de Santos (APS) vai investir cerca de R$ 8 milh\u00f5es para levar o navio Prof. W. Besnard, adernado no Cais do Valongo desde 13 de mar\u00e7o, at\u00e9 o estaleiro e tentar recuperar um dos s\u00edmbolos da pesquisa oceanogr\u00e1fica do Brasil. 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