{"id":71563,"date":"2026-04-07T10:02:35","date_gmt":"2026-04-07T13:02:35","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/carissima-carolina-jornal-da-orla\/"},"modified":"2026-04-07T10:02:35","modified_gmt":"2026-04-07T13:02:35","slug":"carissima-carolina-jornal-da-orla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/carissima-carolina-jornal-da-orla\/","title":{"rendered":"Car\u00edssima Carolina &#8211; Jornal da Orla"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Para eu gostar de uma pessoa, n\u00e3o \u00e9 preciso conviver com ela. Basta observar suas atitudes: o que diz e o que faz.<\/p>\n<p>Carolina Ramos \u00e9 uma dessas pessoas, por muitas raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Sua figura extremamente doce, no auge de seus 102 anos, l\u00facida e dotada de um sorriso angelical, creio que arrebata qualquer um que a veja ou leia seus textos, \u201cPrimeira-Dama da Trova Brasileira\u201d que \u00e9, mas que prefiro outra men\u00e7\u00e3o: \u201cPrincesa da Trova\u201d.<\/p>\n<p>Sempre gostei mais de princesas na literatura, pois guardam o frescor da juventude, assim como Carolina.<\/p>\n<p>Princesas lembram flores e Carolina tem os ramos de onde elas nascem em seu nome.<\/p>\n<p>A comemora\u00e7\u00e3o de seu anivers\u00e1rio ocorreu com pompa e circunst\u00e2ncia em 22\/2\/2026, no magn\u00edfico Sal\u00e3o Nobre da Sociedade Humanit\u00e1ria, no Centro de Santos. O evento coincidiu com o lan\u00e7amento do livro Colheita, sob os ausp\u00edcios da bi\u00f3grafa, escritora e editora Fab\u00edola Savioli.<\/p>\n<p>O sal\u00e3o esteve repleto de amigos e admiradores e, logo ao acess\u00e1-lo, chamaram a aten\u00e7\u00e3o dois enormes cartazes que, mais do que reproduzirem a foto de Carolina, que tamb\u00e9m \u00e9 capa do livro, tinham uma simbologia ainda maior.<\/p>\n<p>Atendendo gentilmente cada um dos que buscaram a aposi\u00e7\u00e3o de sua rosa vermelha no rec\u00e9m-adquirido exemplar, quando chegou minha vez, perguntei-lhe sobre a data daquela foto. Ela olhou para a imagem, com um brilho nos olhos de quem voltou no tempo, mas n\u00e3o soube precisar.<\/p>\n<p>Pouco depois, Fab\u00edola explicou a todos que ali Carolina debutara, dan\u00e7ando sua primeira valsa! Provavelmente a foto \u00e9 de 1939, ent\u00e3o. A programa\u00e7\u00e3o contou com a presen\u00e7a de tr\u00eas m\u00fasicos, que particularmente abrilhantaram a tarde.<\/p>\n<p>Um deles, Gabriel Motta Nunes, um jovem concertista cujo futuro promete ser fulgurante, pois j\u00e1 \u00e9 espetacular, executou, com maestria l\u00fadica, obras de grandes mestres da m\u00fasica erudita. Parecia brincar com os teclados, como se os complexos acordes brotassem de sua alma!<\/p>\n<p>Depois, um dueto de piano e violino se apresentou, gerando um momento m\u00e1gico: Carolina dan\u00e7ou ao som de Rosa, m\u00fasica de Pixinguinha e letra de Ot\u00e1vio de Souza.<\/p>\n<p>Creio que para ela, como para muitos dos presentes, inclusive eu, foi como se estiv\u00e9ssemos numa cena do filme Em Algum Lugar do Passado (EUA, 1980). Olhando para aquela foto e para seu rosto iluminado, a letra fazia todo o sentido: \u201cTu \u00e9s divina e graciosa, est\u00e1tua majestosa\u2026\u201d.<\/p>\n<p>Poetisa, escritora, trovadora, artista pl\u00e1stica, musicista, professora e administradora, Carolina \u00e9 uma mulher \u201cde sete instrumentos\u201d que, do alto de sua grandeza inquestion\u00e1vel, \u00e9 de uma simplicidade e afabilidade que cativa. Nada nela remete \u00e0 arrog\u00e2ncia e megalomania que caracterizam os pobres de esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Colheita, que ela afirma ser \u201c\u00faltimo livro\u201d, merece ser lido e relido sem enfado.<\/p>\n<p>Por mim, espero que n\u00e3o seja o \u00faltimo, mas, apenas, o mais recente!<\/p>\n<p>Parab\u00e9ns, car\u00edssima Confreira Carolina Ramos!<\/p>\n<p>Que sua arte e a candura de seu sorriso continuem a iluminar um mundo que precisa reaprender a sonhar, amar, perdoar e celebrar a vida!<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/jornaldaorla.com.br\/noticias\/carissima-carolina\/\">Jornal Da Orla<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para eu gostar de uma pessoa, n\u00e3o \u00e9 preciso conviver com ela. Basta observar suas atitudes: o que diz e o que faz. Carolina Ramos \u00e9 uma dessas pessoas, por muitas raz\u00f5es. 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