{"id":70717,"date":"2026-04-01T17:42:14","date_gmt":"2026-04-01T20:42:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/cesta-de-produtos-de-pascoa-cai-573-este-ano\/"},"modified":"2026-04-01T17:42:14","modified_gmt":"2026-04-01T20:42:14","slug":"cesta-de-produtos-de-pascoa-cai-573-este-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/cesta-de-produtos-de-pascoa-cai-573-este-ano\/","title":{"rendered":"Cesta de produtos de P\u00e1scoa cai 5,73% este ano"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A mesa de P\u00e1scoa vai pesar menos no bolso do brasileiro pelo segundo ano seguido. <strong>Uma cesta de produtos aliment\u00edcios, que inclui os tradicionais chocolates e o bacalhau, vai custar 5,73% a menos do que h\u00e1 12 meses.<\/strong> Em 2025, o recuo nos pre\u00e7os foi de 6,77%.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1684573&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), divulgado \u00e0s v\u00e9speras do domingo de P\u00e1scoa (5).<\/p>\n<p>Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, a infla\u00e7\u00e3o geral do consumidor, medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor \u2013 Mensal (IPC-10) da FGV, marcou alta de 3,18% no per\u00edodo de abril de 2025 a mar\u00e7o de 2026.<\/p>\n<p><strong>No entanto, olhando de forma isolada, alguns produtos sobem mais que a infla\u00e7\u00e3o geral:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Infla\u00e7\u00e3o geral: 3,18%<\/li>\n<li>Bombons e chocolates: 16,71%<\/li>\n<li>Bacalhau: 9,9%<\/li>\n<li>Sardinha em conserva: 8,84%<\/li>\n<li>Atum: 6,41%<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Entre os itens que ajudaram a infla\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa ficar negativa figuram:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Arroz: -26,11%<\/li>\n<li>Ovos de galinha: -14,56%<\/li>\n<li>Azeite: -23,20%<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os pescados frescos subiram 1,74%; e os vinhos, 0,73%.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas quatro P\u00e1scoa, duas foram de infla\u00e7\u00e3o positiva e duas de defla\u00e7\u00e3o (queda m\u00e9dia de pre\u00e7os), quando comparadas ao ano anterior.<\/p>\n<ul>\n<li>2026: -5,73%<\/li>\n<li>2025: -6,77%<\/li>\n<li>2024: 16,73%<\/li>\n<li>2023: 13,16%<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>De acordo com o economista Matheus Dias, do Ibre\/FGV, a varia\u00e7\u00e3o acumulada dos pre\u00e7os de P\u00e1scoa nos \u00faltimos quatro anos foi de 15,37%.<\/strong> Essa alta ficou abaixo da infla\u00e7\u00e3o geral ao consumidor, calculada pelo IPC-10, que marcou 16,53% de abril de 2022 a mar\u00e7o de 2026.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, bombons e chocolates ficaram 49,26% mais caros. O bacalhau subiu 31,21%; o atum, 38,98%, e o azeite, 34,74%.<\/p>\n<p>Viram o pre\u00e7o cair a batata inglesa (-16,02%) e a cebola (-15,44%).<\/p>\n<p>&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> no WhatsApp<\/p>\n<h2>Industrializados<\/h2>\n<p>Matheus Dias destaca que os repasses de quedas provenientes de melhoras na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola s\u00e3o mais complexos e apresentam defasagens mais longas em produtos industrializados.<\/p>\n<p>Ele exemplifica com o chocolate. <strong>Mesmo com o cacau, principal mat\u00e9ria-prima, registrando quedas no mercado internacional desde outubro de 2025, chegando a recuar cerca de 60% em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos 12 meses, os pre\u00e7os dos chocolates ao consumidor seguiram em alta de 16,71% no per\u00edodo.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEm produtos mais industrializados, a queda da mat\u00e9ria-prima demora a chegar ao bolso do consumidor nos \u00faltimos anos\u201d, explica.<\/p>\n<h2>Concentra\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Na ter\u00e7a-feira (31), ao divulgar um estudo sobre a infla\u00e7\u00e3o de alimentos\u00a0no Brasil, o economista Valter Palmieri Junior, doutor em Desenvolvimento Econ\u00f4mico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explicou que um dos fatores de alta consistente nos pre\u00e7os \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o, que tende a diminuir a concorr\u00eancia entre empresas.<\/p>\n<p><strong>No levantamento, ele aponta que cinco marcas de bombons e chocolates de tr\u00eas empresas alcan\u00e7am 83% do mercado.<\/strong><\/p>\n<h2>Ind\u00fastria<\/h2>\n<p>Procurada pela <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> para fazer coment\u00e1rios sobre o pre\u00e7o dos chocolates, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) informou que o valor n\u00e3o \u00e9 determinado apenas pelo cacau.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOutros insumos como leite, a\u00e7\u00facar, frete (uso de caminh\u00f5es frigor\u00edficos, j\u00e1 que se trata de carga perec\u00edvel) e varia\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar devem ser levados em conta\u201d, ressalta a entidade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A Abicab explica ainda que cada empresa tem a pr\u00f3pria pol\u00edtica de pre\u00e7o e que a ind\u00fastria acompanha oscila\u00e7\u00f5es naturais do mercado e cria alternativas de venda de produtos \u201cpara todos os paladares e adaptadas \u00e0s v\u00e1rias faixas de consumo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Este ano, de acordo com a associa\u00e7\u00e3o, foram colocados 800 itens no mercado, com 134 lan\u00e7amentos, contra 611 ano passado.<\/strong><\/p>\n<p>Os representantes da ind\u00fastria detalham que, em 2024, o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o (aquecimento anormal das \u00e1guas da por\u00e7\u00e3o leste da regi\u00e3o equatorial do Oceano Pac\u00edfico) devastou planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses africanos Gana e Costa do Marfim, respons\u00e1veis por 60% da produ\u00e7\u00e3o mundial de cacau, foram atingidos, e o mercado ficou com um d\u00e9ficit de 700 mil toneladas, segundo a Abicab.<\/p>\n<p><strong>A falta do produto levou o pre\u00e7o da tonelada, negociada na Bolsa de Nova York, a subir quatro vezes, para US$ 11 mil &#8211; equivalente hoje a cerca de R$ 56,7 mil.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a Abicab, \u201capenas 10% desse impacto se refletiu no pre\u00e7o final\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Hoje a cota\u00e7\u00e3o beira US$ 3,3 mil.<\/p>\n<h2>Empregos<\/h2>\n<p>A ind\u00fastria de chocolates ressalta que \u201ca expectativa para esta P\u00e1scoa \u00e9 positiva porque vivemos estabilidade econ\u00f4mica, com a menor taxa hist\u00f3rica de desemprego\u201d.<\/p>\n<p><strong>Na estimativa da Abicab, o n\u00famero de empregos tempor\u00e1rios \u00e9 de 14,6 mil, 50% a mais que em 2025, frisando que as contrata\u00e7\u00f5es costumam se iniciar em agosto do ano anterior.<\/strong> Desses, 20% acabam se tornando fixos, com carteira assinada, de acordo com a associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva revelou que 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados \u00e0 P\u00e1scoa neste ano.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-04\/cesta-de-produtos-de-pascoa-cai-573-este-ano\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mesa de P\u00e1scoa vai pesar menos no bolso do brasileiro pelo segundo ano seguido. 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