{"id":69912,"date":"2026-03-28T00:56:15","date_gmt":"2026-03-28T03:56:15","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/ufsm-lidera-rede-pioneira-de-monitoramento-de-co2-em-lavouras-e-pastagens-do-sul-do-brasil\/"},"modified":"2026-03-28T00:56:15","modified_gmt":"2026-03-28T03:56:15","slug":"ufsm-lidera-rede-pioneira-de-monitoramento-de-co2-em-lavouras-e-pastagens-do-sul-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/ufsm-lidera-rede-pioneira-de-monitoramento-de-co2-em-lavouras-e-pastagens-do-sul-do-brasil\/","title":{"rendered":"UFSM lidera rede pioneira de monitoramento de CO2 em lavouras e pastagens do Sul do Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Pesquisa utiliza torres de fluxo para monitorar gases de efeito estufa em sistemas agr\u00edcolas e aponta caminhos para a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e a gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Uma rede de medi\u00e7\u00e3o de carbono instalada em \u00e1reas agr\u00edcolas do Rio Grande do Sul est\u00e1 revelando, com precis\u00e3o in\u00e9dita, como diferentes sistemas de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria interagem com o clima. Coordenado pela UFSM, por meio do Laborat\u00f3rio de Gases do Efeito Estufa (LABGEE), o projeto utiliza torres de fluxo, um equipamento semelhante \u00e0 esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica, por\u00e9m equipado com sensores mais precisos. Essas torres s\u00e3o consideradas o m\u00e9todo mais avan\u00e7ado do mundo para medir continuamente a emiss\u00e3o e a absor\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa em lavouras e pastagens.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A iniciativa coloca a UFSM entre as institui\u00e7\u00f5es protagonistas no Brasil e no mundo no monitoramento cont\u00ednuo e em tempo real do balan\u00e7o de CO\u2082 em sistemas agr\u00edcolas, o que \u00e9 estrat\u00e9gico para compreender o papel da agropecu\u00e1ria nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. No Brasil, pesquisas desse tipo em sistemas agr\u00edcolas monitorados continuamente por torres de fluxo s\u00e3o raras, especialmente em culturas importantes para a economia regional, como soja, arroz irrigado e pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u00c0 frente desta iniciativa, os professores D\u00e9bora Roberti, do Departamento de F\u00edsica do CCNE, e Rodrigo Jacques, do Departamento de Solos do CCR, destacam a import\u00e2ncia deste trabalho, que, ao mesmo tempo em que ressalta o papel do manejo adequado das \u00e1reas agr\u00edcolas e desmistifica a produ\u00e7\u00e3o rural \u2013 quando bem feita \u2013 como vil\u00e3 das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, projeta novos mercados e fortalece a internacionaliza\u00e7\u00e3o da UFSM.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Sensores medem CO\u2082 em tempo real<br \/>&#13;<br \/>\nAo todo, nove torres de fluxo est\u00e3o instaladas em diferentes sistemas produtivos do Sul do pa\u00eds, incluindo lavouras de soja, trigo, milho e arroz irrigado, al\u00e9m de pastagens naturais do bioma Pampa. Os equipamentos est\u00e3o distribu\u00eddos em propriedades nos munic\u00edpios ga\u00fachos de Catu\u00edpe (duas unidades), Alegrete, Cachoeira do Sul (quatro unidades) e Santa Maria, al\u00e9m de uma \u00e1rea no Paran\u00e1. Os locais foram escolhidos por permitirem comparar manejos tradicionais ou melhorados das lavouras e pastagens.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">As torres de fluxo s\u00e3o equipadas com sensores altamente sens\u00edveis, capazes de registrar de forma cont\u00ednua as absor\u00e7\u00f5es e emiss\u00f5es de gases do efeito estufa de uma \u00e1rea. Os instrumentos realizam 10 medi\u00e7\u00f5es por segundo, identificando se o di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) est\u00e1 sendo liberado para a atmosfera ou absorvido pelas plantas. Al\u00e9m da medi\u00e7\u00e3o dos gases, os equipamentos registram vari\u00e1veis meteorol\u00f3gicas, como temperatura do ar e do solo, radia\u00e7\u00e3o solar e precipita\u00e7\u00e3o.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com esse monitoramento cont\u00ednuo, os cientistas conseguem calcular o chamado fluxo de carbono, que representa o saldo entre o carbono retirado da atmosfera pelas plantas durante a fotoss\u00edntese e aquele liberado por processos naturais. O acompanhamento permite identificar em tempo real quando um sistema produtivo atua como emissor ou absorvedor de carbono. Para garantir resultados mais robustos, o monitoramento precisa se estender por per\u00edodos maiores \u2013 no caso, tr\u00eas anos \u00e9 o per\u00edodo m\u00ednimo determinado pelos pesquisadores.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Pioneirismo, Investimento e Trabalho interdisciplinar<br \/>&#13;<br \/>\nO conjunto dos equipamentos utilizados no projeto representa um investimento de cerca de R$ 5 milh\u00f5es. A interdisciplinaridade \u00e9 essencial para o \u00eaxito do projeto. Pesquisadores da F\u00edsica, da Agronomia e da Meteorologia trabalham juntos para o melhor entendimento dos resultados. Enquanto para as Ci\u00eancias Rurais a \u00eanfase maior \u00e9 no armazenamento do carbono no solo, a F\u00edsica se interessa pela contribui\u00e7\u00e3o dos gases para o aquecimento global, e a Economia estuda a venda e remunera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A refer\u00eancia da UFSM na \u00e1rea n\u00e3o \u00e9 de hoje. \u201cSomos pioneiros no Brasil para este monitoramento cont\u00ednuo ao longo dos anos, com torres de fluxo. O grupo que tem o maior protagonismo \u00e9 o nosso. Inclusive, por 20 anos, fizemos em Santa Maria o Congresso Brasileiro de Micrometeorologia, evento bianual que recebia a comunidade nacional e internacional\u201d, lembra D\u00e9bora. O reconhecimento internacional s\u00f3 cresce. Atualmente, os dados obtidos pelas torres de monitoramento est\u00e3o entrando em um banco de dados mundial, sendo utilizados por grupos de pesquisa de in\u00fameros pa\u00edses. \u201cSomos um grupo muito internacionalizado, com in\u00fameras parcerias. Tamb\u00e9m recebemos muitos pesquisadores estrangeiros e enviamos alunos de doutorado e p\u00f3s-doutorado para pa\u00edses como Portugal e Estados Unidos\u201d, acrescenta a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Import\u00e2ncia ambiental e potencial econ\u00f4mico<br \/>&#13;<br \/>\nA agricultura \u00e9 frequentemente apontada como uma das fontes de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, mas os estudos conduzidos pela UFSM mostram que sistemas produtivos bem manejados tamb\u00e9m podem remover carbono da atmosfera. As medi\u00e7\u00f5es permitem identificar quais pr\u00e1ticas agr\u00edcolas aumentam essa capacidade de captura, como o uso de plantas de cobertura, rota\u00e7\u00e3o de culturas, integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria e manejo adequado das pastagens.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Essas pr\u00e1ticas podem abrir oportunidades para gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono na agropecu\u00e1ria. Estimativas indicam que, se metade das \u00e1reas de pastagens naturais do Pampa fosse utilizada para gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono, seria poss\u00edvel produzir cerca de 3,3 milh\u00f5es de cr\u00e9ditos por ano. Considerando um valor m\u00e9dio de US$ 10 por cr\u00e9dito, o potencial de receita chegaria a US$ 33 milh\u00f5es anuais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O que mostra o monitoramento<br \/>&#13;<br \/>\nNo arroz irrigado, a introdu\u00e7\u00e3o de pastagens de inverno nas lavouras reduziu as emiss\u00f5es de CO\u2082 em 20% e de metano em 60%. As lavouras que cultivam soja e trigo podem absorver at\u00e9 tr\u00eas vezes mais CO\u2082 por hectare se intercaladas por plantas de cobertura. A produ\u00e7\u00e3o de bovinos em pastagens do Pampa pode absorver CO\u2082 pelo correto manejo da pastagem, compensando as emiss\u00f5es de metano pelo gado. J\u00e1 a lavoura de trigo \u00e9 uma grande absorvedora de CO\u2082, mas deix\u00e1-la parada, sem cultivo, a torna uma emissora.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#13;<br \/>\nPr\u00f3ximos passos<br \/>&#13;<br \/>\nAssim que cada um dos sistemas produtivos completar tr\u00eas anos de dados gerados, outras culturas poder\u00e3o ser contempladas, como a integra\u00e7\u00e3o entre lavoura e pecu\u00e1ria e a fruticultura. Outro passo futuro \u00e9 trabalhar em projeto piloto de cr\u00e9dito de carbono. \u201cEsses dados que estamos gerando podem servir como uma linha de base para saber se os agricultores est\u00e3o absorvendo ou emitindo, sendo poss\u00edvel, ent\u00e3o, entrar no mercado de cr\u00e9dito de carbono\u201d, afirma D\u00e9bora.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/ufsm-lidera-rede-pioneira-de-monitoramento-de-co--em-lavouras-e-pastagens-do-sul-do-brasil_512522.html\">AGROLINK<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa utiliza torres de fluxo para monitorar gases de efeito estufa em sistemas agr\u00edcolas e aponta caminhos para a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e a gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono Uma rede de medi\u00e7\u00e3o de carbono instalada em \u00e1reas agr\u00edcolas do Rio Grande do Sul est\u00e1 revelando, com precis\u00e3o in\u00e9dita, como diferentes sistemas de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria interagem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":39085,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-69912","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agronegocio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69912","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69912"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69912\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39085"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}