{"id":69294,"date":"2026-03-25T10:41:23","date_gmt":"2026-03-25T13:41:23","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/ibge-quatro-em-cada-dez-adolescentes-ja-sofreram-bullying-na-escola\/"},"modified":"2026-03-25T10:41:23","modified_gmt":"2026-03-25T13:41:23","slug":"ibge-quatro-em-cada-dez-adolescentes-ja-sofreram-bullying-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/ibge-quatro-em-cada-dez-adolescentes-ja-sofreram-bullying-na-escola\/","title":{"rendered":"IBGE: Quatro em cada dez adolescentes j\u00e1 sofreram bullying na escola"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos\u00a0afirmam j\u00e1 ter sido alvos de bullying, e\u00a027,2% dos alunos nessa faixa et\u00e1ria j\u00e1 sofreram alguma forma de humilha\u00e7\u00e3o duas ou mais vezes.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1683333&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25) pelo\u00a0Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), na Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE), e se referem a depoimentos coletados\u00a0em 2024 em escolas de todo o Brasil.\u00a0<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa anterior, feita em 2019, houve um aumento de 0,7 ponto percentual no total de estudantes que declararam j\u00e1 ter sofrido bullying.\u00a0<strong>J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de alunos que passaram por isso pelo menos duas vezes subiu mais de 4 pontos percentuais, ressalta o\u00a0gerente da pesquisa, Marco Andreazzi.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O bullying j\u00e1 \u00e9 caracterizado como algo persistente, intermitente\u2026 E n\u00f3s observamos aqui uma tend\u00eancia de aumento, o que indica que mais estudantes passaram a vivenciar situa\u00e7\u00f5es repetidas de viol\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;O n\u00famero dos que sofrem bullying permanece praticamente igual, por\u00e9m,\u00a0a persist\u00eancia\u00a0dos epis\u00f3dios e a intensidade deles aumentou&#8221;, complementa.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&gt;&gt;\u00a0IBGE alerta para quadro preocupante na sa\u00fade mental de adolescentes<\/p>\n<h2>Principais n\u00fameros<\/h2>\n<ul>\n<li><strong>39,8% dos estudantes de 13 a 17 anos sofreram bullying na escola;<\/strong><\/li>\n<li><strong>No caso das meninas, percentual sobe para 43,3%;\u00a0<\/strong><\/li>\n<li><strong>Apar\u00eancia do rosto ou cabelo foi alvo em 30,2% dos casos;<\/strong><\/li>\n<li><strong>13,7% assumiram ter praticado bullying;<\/strong><\/li>\n<li><strong>16,6% dos estudantes j\u00e1 foram fisicamente agredidos por colegas.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<h2>Apar\u00eancia, ra\u00e7a e g\u00eanero<\/h2>\n<p>Os estudantes agredidos disseram \u00e0 pesquisa que a\u00a0apar\u00eancia do rosto ou do cabelo foi o principal alvo do bullying, o que se deu em 30,2% dos casos.<\/p>\n<p>Em seguida, v\u00eam a apar\u00eancia do corpo, com 24,7%, e a viol\u00eancia por causa da cor ou ra\u00e7a, vivida por 10,6% deles.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 tamb\u00e9m um percentual alto, de 26,3%, de alunos que declaram que o bullying n\u00e3o teve motivo. Ou seja, uma grande parte daqueles que sofrem n\u00e3o sabem por que, e isso \u00e9 natural, j\u00e1 que o bullying ocorre coletivamente, e aquele que est\u00e1 sofrendo n\u00e3o necessariamente v\u00ea uma raz\u00e3o para isso. Pelo contr\u00e1rio, se sente completamente injusti\u00e7ado\u201d, destaca o gerente da pesquisa.\u00a0<\/p>\n<p><strong>A pesquisa identificou que as meninas s\u00e3o as\u00a0mais atacadas \u2500<\/strong>\u00a043,3% delas j\u00e1 sofreram bullying, contra 37,3% dos meninos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 30,1% das estudantes adolescentes se sentiram humilhadas por provoca\u00e7\u00f5es de colegas\u00a0duas vezes ou mais. Essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0quase 6 pontos percentuais maior que a dos alunos do sexo masculino.\u00a0<\/p>\n<h2>Perfil dos agressores<\/h2>\n<p>J\u00e1 os dados de quem comete bullying mostram uma rela\u00e7\u00e3o inversa: 13,7% dos estudantes declararam ter praticado alguma viol\u00eancia do tipo, sendo 16,5% dos meninos e 10,9% das meninas.\u00a0<\/p>\n<p><strong>O IBGE tamb\u00e9m perguntou qual a raz\u00e3o da agress\u00e3o praticada e, novamente, a apar\u00eancia do rosto, cabelo ou corpo e a cor ou ra\u00e7a foram os motivos mais citados<\/strong>.<\/p>\n<p>No entanto, algumas diferen\u00e7as significativas surgiram, com rela\u00e7\u00e3o ao relatado pelas v\u00edtimas.\u00a0Por exemplo, 12,1% dos autores declararam ter cometido bullying por causa do g\u00eanero ou orienta\u00e7\u00e3o sexual dos colegas, mas apenas 6,4% dos alunos que sofreram bullying reconheceram que essa caracter\u00edstica motivou a viol\u00eancia sofrida.\u00a0<\/p>\n<p>O mesmo ocorreu com o t\u00f3pico da defici\u00eancia: enquanto 7,6% dos autores reconhecem que cometeram bullying por esse motivo, apenas 2,6% das v\u00edtimas\u00a0associaram o ataque a essa caracter\u00edstica.<\/p>\n<p><strong>Para os pesquisadores, isso pode indicar que muitas v\u00edtimas preferem silenciar sobre as circunst\u00e2ncias do ocorrido por medo ou receio de serem estigmatizadas.\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>Agress\u00f5es f\u00edsicas e virtuais<\/h2>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m identificou que, em alguns casos, h\u00e1 agravamento dos conflitos entre os alunos: <strong>16,6% dos estudantes j\u00e1 foram fisicamente agredidos por colegas, propor\u00e7\u00e3o que sobe para 18,6% no caso dos meninos<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>Nesse caso, tamb\u00e9m houve aumento com rela\u00e7\u00e3o a 2019, quando 14% dos alunos haviam relatado alguma agress\u00e3o f\u00edsica sofrida, sendo 16,5% entre os meninos.<\/p>\n<p>O IBGE tamb\u00e9m destaca o crescimento na propor\u00e7\u00e3o de estudantes agredidos duas vezes ou mais, que passou de 6,5% para 9,6%.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 os casos de bullying virtual, cometidos via redes sociais ou aplicativos, recuaram de 13,2% para 12,7%. Nesse caso, as meninas aparecem como v\u00edtimas em quantidade mais expressiva: 15,2% delas j\u00e1 se sentiram humilhadas ou amea\u00e7adas por conte\u00fados postados nesses espa\u00e7os, contra 10,3% dos meninos.<\/p>\n<h2>A\u00e7\u00f5es preventivas\u00a0<\/h2>\n<p>O IBGE tamb\u00e9m entrevistou gestores escolares para coletar informa\u00e7\u00f5es sobre o suporte oferecido aos adolescentes e identificou que apenas 53,4% dos alunos estudavam em unidades que aderiram ao Programa de Sa\u00fade nas Escolas (PSE), que desenvolve uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es para aumentar o bem-estar dos estudantes.\u00a0<\/p>\n<p>Considerando as iniciativas inclu\u00eddas no PSE, apenas 43,2% dos alunos estavam em escolas que realizaram a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de bullying, e somente 37,2% das unidades atuaram conforme o programa para prevenir brigas em suas depend\u00eancias.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2026-03\/ibge-quatro-em-cada-dez-adolescentes-ja-sofreram-bullying-na-escola\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos\u00a0afirmam j\u00e1 ter sido alvos de bullying, e\u00a027,2% dos alunos nessa faixa et\u00e1ria j\u00e1 sofreram alguma forma de humilha\u00e7\u00e3o duas ou mais vezes. 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